segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ser discípulo é ser sal e luz

 Texto de referência: Mateus 5:13-16


Durante o sermão do monte, Jesus caracteriza os seus discípulos utilizando duas coisas muito comuns ao nosso cotidiano: o sal e a luz.

Primeiro Ele diz que os discípulos são como o sal da terra. A função do sal é dar sabor ao alimento. Uma refeição pode ser muito saborosa, mas se esquecermos de colocar sal, ela perderá completamente o sabor. Jesus enfatiza que se um sal não der o sabor ele perde totalmente a sua utilidade.

Como discípulos de Jesus nós somos como o sal. Fomos criados para fazer a diferença por onde passarmos. Entretanto, muitas vezes estamos querendo viver de forma insípida, sem sermos percebidos neste mundo. Se assim vivermos, não estamos cumprindo o propósito para o qual fomos chamados.

Jesus ainda nos caracteriza como a luz do mundo e ressalta que assim como ninguém consegue esconder uma cidade que foi edificada sobre um monte, nós também não poderemos viver escondidos. Em um outro exemplo, Jesus diz que ninguém acende uma candeia para colocá-la debaixo da cama, mas em um local onde todos possam ver.

Da mesma forma que o sal, novamente Jesus enfatiza o nosso papel de sermos vistos enquanto discípulos. Nenhum discípulo verdadeiro vive escondido, mas é visto pelas pessoas desta Terra. 

Jesus não está incentivando ninguém ao exibicionismo, pois o próprio Jesus fugiu dessa atitude enquanto viveu na Terra, mas Ele está nos encorajando a não escondermos a nossa fé. Ser discípulo de Jesus é fazer a diferença por onde passa, através de uma vida de atitudes corretas. É também brilhar a luz de Jesus por onde passar, afastando as trevas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O verdadeiro propósito dos milagres: a cura da sogra de Pedro

Texto de referência: Mateus 8:14-15


Todos os milagres de Jesus nos ensinam verdades, e o principal propósito de todos eles é ativar a nossa fé em Deus. Mas existem ensinamentos particulares em cada episódio de milagre. E na cura da sogra de Pedro podemos aprender alguns ensinamentos preciosos.

Para Deus não importa o tamanho do problema, Ele resolve a todos. Jesus efetuou diversas curas em Sua passagem à Terra, desde cura de doenças impossíveis de solução humana, como cegueira e paralisia, até a cura de uma simples febre, como foi o caso da sogra de Pedro. Se precisamos de um agir de Deus, seja para coisas grandes ou pequenas, podemos crer que Ele pode e quer nos curar.

Mas o que mais me chama a atenção nesse milagre é que após a cura, a sogra de Pedro tomou duas atitudes importantes, ela se levantou e passou a servir a Jesus.

Após a cura, ela não permaneceu no estado de prostração, mas ela se levantou. Há muitas pessoas que, mesmo recebendo o milagre, não conseguem sair da frustração constante em que vivem. O milagre vem para nos levantar e nos fazer viver o melhor de Deus para nós.

Após se levantar, ela passou a servir a Jesus. Este também é um propósito de todo milagre, nos trazer para mais perto de Deus. Acontece que muitas pessoas têm seguido o caminho inverso, ao invés de se aproximarem de Deus após receber a bênção, elas se afastam de Deus.

A sogra de Pedro entendeu o propósito do milagre que ela recebeu. Será que temos entendido também o propósito dos milagres que Deus tem operado em nossas vidas?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O que são os falsos profetas?

 Texto de referência: Mateus 7:15-23


Tudo o que é falso significa algo que não é verdadeiro. Dessa forma, um falso profeta significa alguém que não é um profeta de verdade, mas que tenta se passar por um. Profeta é aquele que tem a revelação da Palavra de Deus. Dessa forma, um falso profeta é alguém que leva uma palavra afirmando ter vindo de Deus, mas que na verdade não é.

No sermão da montanha Jesus fala acerca dos falsos profetas, mostrando algumas características que nos ajudam a entender mais sobre eles.

Primeiramente, Jesus diz que os falsos profetas se disfarçam de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Isso nos mostra que eles não aparentam ser maus, pelo contrário, aparentam serem bons, mas na verdade só querem devorar as pessoas. Dessa forma, como identificar um falso profeta se ele se disfarça tão bem?

Jesus diz que conheceremos de verdade se alguém é um falso profeta pelos seus frutos, isto é, pelas suas atitudes. Jesus nos ensina que assim como não se pode colher uvas em um espinheiro, uma pessoa má não consegue ter atitudes boas. Dessa forma, podemos identificar se alguém é um falso profeta se ele falar a Palavra de Deus mas não vivê-la em sua vida.

Não há comunhão entre a luz e as trevas. Deus não revela a Sua palavra a alguém que anda na prática constante e deliberada do pecado. Ler a Bíblia e falar às pessoas o que ela diz qualquer pessoa que sabe ler pode fazer, mas a revelação das Escrituras só é dada a quem anda com Deus, o que só é possível através da obediência à Sua Palavra.

Não basta apenas dizer que Deus é o Senhor, é preciso reverenciá-lo como Senhor através da obediência. Jesus diz que é possível que alguém profetize em seu nome, faça milagres e expulse demônios, sem serem conhecidos pelo Senhor. Falsos profetas sempre existirão, e por isso Jesus nos adverte para tomarmos cuidado.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Os três vieses da tentação

 Texto de referência: Mateus 4:1-11


A tentação é uma arma que o diabo usa para nos afastar do Senhor. Deus não tenta a ninguém, apesar disso, todos nós em diversos momentos da nossa vida enfrentamos tentações. O próprio Jesus foi tentado, e isso reforça o que acabamos de refletir, de que nós não estamos isentos da tentação.

O episódio da tentação de Jesus apresenta diversas reflexões, mas eu gostaria de atentá-los ao fato de que foram três momentos distintos de tentação, cada um com uma característica central diferente.

No primeiro momento, vemos o diabo tentando Jesus a transformar pedras em pães. Esse fato se torna ainda mais relevante ao sabermos que Jesus estava há quarenta dias sem comer e por isso estava com fome. Essa primeira tentação nos mostra um caminho usado pelo diabo para nos tentar: a tentação de resolvermos as coisas do nosso jeito. Jesus poderia fazer surgir do nada um banquete para ele, mas naquele momento ele precisava manter o seu jejum. Quando o diabo o deixou, os anjos serviram a Jesus um grande banquete. Não precisamos resolver as coisas do nosso jeito e obedecer ao diabo. A forma que Deus utiliza para resolver as coisas para nós é correta e eficaz.

No segundo momento, o diabo tentou Jesus a pular da parte mais alta do Templo, e até alegou que Deus o protegeria se Ele assim fizesse. Todavia, esta tentação queria levar Jesus ao sensacionalismo, caminho que nunca foi seguido por Ele. Pelo contrário, Jesus sempre enfatizou que não era Seu propósito chamar a atenção ao operar os seus milagres, mas levar o Evangelho da Salvação. Como cristãos, somos também tentados a seguir caminhos de sensacionalismo, buscando projetar a nossa imagem pessoal, em detrimento da glória de Deus.

No último momento, o diabo tentou Jesus a se prostrar perante ele e adorá-lo, em troca de glórias e riquezas. Esse é o último viés que o diabo tentou Jesus e que frequentemente procura nos tentar, a busca frenética e descontrolada por glória e riquezas.

Jesus não caiu em nenhuma destas tentações, pois o Seu espírito estava fortalecido e o Seu foco estava no propósito confiado a Ele pelo Pai. O Senhor nos prometeu que já nos deu o escape para vencer todas as tentações às quais formos submetidos (1 Coríntios 10:13). Não precisamos temer a nenhuma delas, pois como Jesus venceu, nós também podemos vencer.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

A diferença entre aquele que serve e que não serve a Deus

 Texto de referência: Malaquias 3:13-18


Se formos analisar os questionamentos que existem entre os cristãos, um dos que mais percebemos é questionar se vale realmente a pena servir a Deus. Isso porque muitas vezes vemos pessoas que não servem a Deus e que aparentam não ter tantos problemas quanto alguns de nós que O servimos.

Esse questionamento não se limita apenas ao presente, pois nos tempos do profeta Zacarias, muito antes da vinda de Jesus à Terra, o povo de Judá também questionou isso ao Senhor. Segundo eles, estava sendo inútil servir a Deus porque os perversos e arrogantes eram felizes e prosperavam. Entretanto, o Senhor considerou duras as palavras daquele povo. Aquele questionamento entristeceu o coração do Senhor, uma vez que Ele fazia tudo pelo bem do povo.

Então, logo o Senhor buscou responder ao povo que as coisas não eram da forma como pensavam. Ele mostrou através do profeta que havia um memorial escrito para aqueles que O temiam. Para Deus eles eram como um tesouro particular, os quais seriam poupados no dia do juízo.

Este texto nos mostra que o Senhor não está alheio à nossa vida e relacionamento com Ele. Todas as nossas atitudes para com Deus são vistas por Ele, que nos dará o galardão no tempo certo. Uma das diferenças entre aquele que serve a Deus e o que não O serve é porque o Senhor ouve a oração do justo. As provações sobrevém a ambos, mas é maravilhoso saber que Deus nos ouvirá quando clamarmos por Ele.

Outro aspecto que difere o justo do ímpio é quanto ao juízo final. Um dia chegará em que todos seremos julgados. Mas o Senhor diz que no dia do juízo, Deus poupará o justo como um pai poupa ao seu filho que lhe é obediente. E por fim, o texto termina enfatizando que há diferença entre o que serve a Deus e o que não O serve.

As evidências corroboram que sim, vale muito a pena servir ao Senhor. Não podemos deixar ser enganados acreditando que é inútil servir a Deus, pois essa é a melhor escolha que podemos fazer. Não apenas pelo benefício da salvação eterna, mas pela alegria do tempo presente.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Não viva um relacionamento superficial com Deus


Estamos vivendo um período onde os relacionamentos estão cada dia mais superficiais. As pessoas têm medo de se envolverem demais umas com as outras e depois se decepcionar. Além disso, a correria dos dias atuais tem contribuído para que as pessoas se distanciem cada dia mais umas das outras. Relacionamentos que antes exigiam contato e presença física, foram substituídos pelos meios digitais.

Na verdade, não é errado ser cauteloso nos relacionamentos ou ter contato através dos meios digitais, o problema é que se por um lado é mais fácil manter um relacionamento superficial, por outro lado a falta de um contato mais profundo faz com que o conhecimento de ambas as partes seja pequeno.

Da mesma forma como estamos tratando com superficialidade os nossos relacionamentos humanos, temos também algumas vezes tratado o nosso relacionamento com Deus. Isso acontece quando não falamos com Ele (através da oração) e não ouvimos a Sua voz (através da Palavra). E com o passar do tempo, vamos nos distanciando cada vez mais da Sua presença. A companhia de Deus já não é mais um desejo diário, apenas dominical. Tudo isso nos distancia d'Ele e quando percebemos, já não O temos mais por perto. 

E assim como nos relacionamentos humanos, vamos perdendo o conhecimento de Deus e vamos nos distanciando da amizade com Ele. Mas se nós conseguimos viver sem alguns relacionamentos, com Deus isso não é possível, pois nascemos para Ele, nos movemos e existimos n'Ele (Atos 17:28). Quando estamos separados de Deus, perdemos a nossa essência e a nossa existência já não tem o real propósito.

Mas a boa notícia é que podemos recuperar esse relacionamento perdido no momento que quisermos, pois o Senhor está sempre pronto a receber um coração arrependido que se achega a Ele de todo coração (Ver Lucas 15:11-32). 

Deus deseja estar sempre perto de você, não viva mais um relacionamento superficial com Ele.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Quando a dúvida vem: o episódio de João Batista

 Texto de referência: Lucas 7:18-28


João Batista foi um homem que viveu no deserto anunciando o reino de Deus e a vinda do Messias. Ele era primo de Jesus, apesar disso não O conhecia, provavelmente porque seus pais morreram quando ele ainda era criança. Apesar disso, quando Jesus chegou para ser batizado por João, ele não teve dúvidas de que Ele era o Messias. 

Ele confirmou isso ao dizer que Deus já o havia revelado que sobre quem descesse o Espírito Santo, ele era o que batizava com fogo. Além disso, enquanto Jesus era batizado, uma voz foi ouvida do céu, confirmando que Jesus era o Filho amado do Pai.

O ministério de Jesus crescia, enquanto o de João se findava, mas ele estava ciente disso e sabia que isso fazia parte do seu ministério aqui na Terra. Após algum tempo, João foi preso por Herodes, por denunciar os pecados do monarca. Nesse momento, João manda dois dos seus discípulos a Jesus para perguntar-lhe se Ele era realmente o Messias ou se eles deveriam esperar por outra pessoa.

Naquele momento, o que se percebe é que havia uma dúvida no coração de João, que antes estava tão certo de que Jesus era o Messias. Talvez João estivesse desolado por ter sido preso e estar em perigo iminente de morte, ou talvez ele estava com dúvidas porque Jesus não era exatamente como os judeus esperavam que Ele fosse.

De qualquer forma, naquele momento Jesus exaltou o nome de João diante das pessoas, reconhecendo que ele era um homem decidido pelo reino e desapegado das coisas terrenas. Colocou ele como mais do que um profeta e revelou que ele era o Elias que haveria de vir.

Assim como aconteceu com João, muitas vezes a dúvida entra em nosso coração. Mesmo conhecendo a Jesus, às vezes duvidamos da Sua capacidade sobre o mal. Quando a dúvida veio em João, Jesus não respondeu que Ele era o Messias, mas começou a operar diversos milagres de cura e libertação perante os seus discípulos, e ao final ele disse que feliz era aquele que não achasse em Jesus motivo de tropeço.

Quando a dúvida vem ao nosso coração, podemos olhar para trás e ver tudo o que Deus já operou por nós. Podemos abrir a Palavra e ver quantas maravilhas Ele já operou em favor das pessoas. Certamente o nosso coração será avivado novamente.