sábado, 3 de setembro de 2022

Obedecer é a chave para o cumprimento da promessa

"Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa." Hebreus 10:36


Vivemos dias onde tudo o que mais ouvimos falar é acerca de promessas. Todos nós temos promessas vindas de Deus, pois Deus é um Deus de promessas. Mas Ele não apenas faz promessas, Ele também as cumpre. A Bíblia diz que nenhuma das suas boas promessas feitas ao povo de Israel caíram por terra, todas foram cumpridas (Josué 21:45).

Amamos ler sobre isso, e não estamos errados, pois esta é a verdade. Todavia, muitas vezes nos esquecemos que a Bíblia é um livro escrito em conjunto. Desde Gênesis a Apocalipse, os seus livros estão interligados e uma palavra não está desconectada da outra.

Dessa forma, não podemos ler apenas os versículos das promessas, esquecendo que existem outros que nos falam acerca de outros assuntos. O que quero dizer é que não podemos querer apenas receber as promessas, sem cumprir a parte da Bíblia que nos faz ordenanças.

Se recebemos os versículos que nos fazem promessas de vitória, precisamos receber com a mesma alegria os versículos que nos pedem obediência. As promessas de Deus para nós estão condicionadas a uma vida de obediência à sua palavra.

Foi assim com Abraão. Isaque não foi gerado enquanto Abraão não consertou a sua vida perante Deus. O versículo de referência de hoje é claro ao dizer que, quando fazemos a vontade de Deus alcançamos as promessas. Se isso não for uma verdade para nós, vamos nos cansar de fazer campanhas e clamores, pois Deus não deixará de cumprir a sua palavra, tanto para bênção quanto para as suas ordenanças. 


quinta-feira, 1 de setembro de 2022

As lições que aprendemos com a criação do homem

Texto de referência: Gênesis 2:4-15


Na criação da terra descrita em Gênesis, lemos que a formação do homem foi a última coisa que Deus criou. Primeiro, Deus preparou toda a terra, criando os seres espaciais, as plantas e os animais, para que o homem tivesse toda uma estrutura para viver.

A formação do homem foi a principal obra da criação, e isso fica claro quando Deus ordena que o homem domine sobre os demais elementos criados, plantas e animais. O ápice da criação foi a formação do homem.

O homem (quando digo homem me refiro ao gênero feminino e masculino) foi criado para dominar. Essa é a primeira incumbência do homem na terra, dominar sobre toda a criação (Gênesis 1:28). Infelizmente o que temos visto não é isso, mas nos dia atuais, temos vistos homens e mulheres submissas, que não se posicionam em usar a autoridade para o qual foram criados.

Outra função dada por Deus ao homem foi a de cultivar a terra (Gênesis 2:15). Deus só estabeleceu as plantas quando criou o homem para lavrar o solo. Cultivar a terra fala sobre o trabalho, haja vista no princípio a única atividade laboral ser a agricultura. Deus criou o homem para trabalhar e a ociosidade não é o plano de Deus para nós.

Por fim, Deus criou o homem para guardar a terra (Gênesis 2:15).Guardar a terra implica cuidar dela. A terra não foi feita apenas para nosso desfrute, mas também é necessário cuidarmos dela por ser o nosso lar. Preservar o meio ambiente e cuidar dos seres vivos é obrigação do homem e muitos desastres naturais que temos presenciado são resultados dessa negligência da nossa parte.

Autoridade, trabalho e cuidado. Essas três palavras resumem aquilo que Deus nos constituiu para fazermos nessa terra. Quando andamos sob esses pilares estamos cumprindo as ordenanças de Deus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

A presença de Deus entre nós

"E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles." Apocalipse 21:3


Em Apocalipse 21:3 nos diz que uma voz vinha do trono para dizer que o tabernáculo de Deus estava com os homens, pois Deus agora habitava com eles. Mais adiante, no versículo 22 diz que na Jerusalém celestial não havia santuário pois o Senhor Deus era o santuário deles.

Resumindo o que diz ambos os textos, podemos perceber que a nova vida que o Senhor nos promete é permeada pela presença viva e real d'Ele entre nós.

Estamos acostumados a pensar o Apocalipse como referente às coisas que ainda estão por vir. Entretanto, as revelações que este livro nos traz não se remetem apenas ao futuro, após a volta de Jesus. Muito do que lemos neste livro podemos viver também agora.

Uma dessas coisas é a presença de Deus entre nós. Não precisamos esperar a volta de Jesus para vivermos a presença de Deus real e constante em nós. Apesar de não podermos vê-Lo como O veremos no céu (1 Coríntios 13:12), podemos andar com Ele a todo momento, desfrutando com abundância da Sua presença.

Claro que existe uma expectativa pela volta de Jesus. A igreja clama por esse encontro com o Noivo. Mas até que isso aconteça, podemos desfrutar plenamente da Sua companhia. O livro do Apocalipse nos mostra essa verdade.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

A reconciliação de Isaque e Abimeleque

Texto de referência: Gênesis 26:12-33


A história de Isaque nos impressiona em seus detalhes. Ele foi um homem que prosperou muitíssimo e a Bíblia é bem clara nesse relato. Isaque, morando em Gerar, terra dos filisteus, em um determinado ano chegou a colher o cêntuplo do que plantou, algo extraordinário.

Todos os poços que os seus servos cavavam geravam água. Toda essa prosperidade gerou inveja de muitos, inclusive do rei de Gerar - Abimeleque - que expulsou Isaque do seu território.

Todavia, após Abimeleque perceber que, mesmo Isaque tendo saído do seu país ele continuava a prosperar, este percebe que para ele era muito mais vantajoso aliar-se com Isaque a afastar-se dele.

Abimeleque então muito tempo depois procura Isaque e ambos se reconciliam. Neste mesmo dia, após a reconciliação, os servos de Isaque noticiam a ele que mais um dos poços deram água.

Isaque já era muito próspero, mas no dia que houve perdão na sua casa, ele prosperou ainda mais.

A vida de Isaque nos ensina diversas coisas, mas quero destacar duas neste texto:

  1. Quando andamos com Deus, os nossos próprios inimigos percebem isso e ao invés de nos expulsar, buscam estar próximos a nós.

  2. Quando resolvemos conflitos e ressentimentos do passado, as portas da prosperidade se abrem para nós.

Que estes ensinamentos gerem frutos em nós, para que a bênção de Deus nos alcance, como alcançou Isaque.

sábado, 20 de agosto de 2022

Vencendo o mundo

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 1 João 5:4


Jesus disse antes da sua partida: "Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." Essa oração nos ensina que não podemos sair do mundo, afinal, nascemos neste mundo e só sairemos dele quando morrermos. Mas a Bíblia é clara ao dizer que não devemos amar o mundo.

Isso nos faz entender que Deus está ciente de que estamos no mundo, mas deseja que não nos associamos a ele. Apesar de viver no mundo, não podemos amá-lo.

O apóstolo João nos diz que quando nascemos de Deus nós vencemos o mundo. Ora, a palavra vitória indica que há uma batalha. Dessa forma, entendemos que estar no mundo consiste em uma batalha. Em qualquer batalha existe dois lados: aquele que vence e aquele que perde. Mas o Senhor nos alerta que Ele deseja que vençamos o mundo.

Como então vencer o mundo? Através da nossa fé. Quem crer que Jesus é o Filho de Deus, o Messias que veio para nos salvar, vencerá o mundo. Crer em Jesus não no sentido de acreditar que Ele existe, mas crer no sentido de obedecer aos seus mandamentos.

Por fim, não podemos esquecer que o próprio Jesus venceu o mundo. Ele nos diz isso em João 16:33.

Quando vivemos em obediência, temos fé e consequentemente todas as armas necessárias para vencer o mundo. Com Jesus ao nosso lado, somos sempre conduzidos em triunfo. Ele venceu o mundo e já nos deu todas as estratégias para fazer isso também. 


segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O amor de Deus

Texto de referência: 1 João 4:7-21


O apóstolo João é conhecido como o apóstolo do amor, isso porque ele aborda muito sobre o amor, principalmente em suas cartas à igreja primitiva. Ele fala das duas vertentes do amor: a Deus e ao próximo. Nesse texto gostaria de abordar sobre o que é dito acerca do amor de Deus.

O amor de Deus é manifestado através da vinda de Jesus a este mundo para nos dar vida. O sacrifício de Cristo na cruz é a principal manifestação do amor de Deus pela humanidade, pois Deus nos deu seu único Filho para morrer em nosso lugar.

O amor não é manifesto em nós amarmos a Deus, mas n'Ele amar-nos, isso porque somos pecadores, falhos e pequenos perante a grandeza de Deus. Mesmo sendo tão inferiores a Ele, isso não se torna empecilho para Ele nos amar.

Por fim, Deus é amor. Ele não apenas manifesta amor, mas Deus é o próprio amor. E por ser o amor, Ele carrega em Si todas as características do amor, incrivelmente descrito em 1 Coríntios 13.

Conhecendo melhor o amor de Deus, aprendemos a amá-Lo e amar o nosso próximo, vivendo assim o amor que Deus pede de nós.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Três coisas que há no mundo das quais devemos fugir

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo—a cobiça da carne , a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens—não provém do Pai, mas do mundo. 1 João 2:15‭-‬16


Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Amar o mundo é andar na contramão dos caminhos de Deus. É o próprio Deus que nos alerta através do apóstolo João a não amarmos o mundo e nem as coisas existentes nele.

Nesse sentido, o autor da carta aponta três tipos de atitudes que pertencem ao mundo das quais nós devemos fugir, a saber, a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação das coisas.

A primeira atitude é nos afastar da cobiça da carne, isto e, amar aquilo que é da carne. O apóstolo Paulo nos aponta o que são obras pertencente à carne, como por exemplo, idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes (Gálatas 5:20‭-‬21).

A cobiça dos olhos corresponde aos maus desejos. Muitas vezes não precisamos "fazer" para pecar, apenas "desejar" já gera o pecado. Os olhos são muitas vezes a primeira entrada do pecado nas nossas vidas. Foi assim com Eva, que antes de comer o fruto proibido o desejou (Gênesis 3:6).

Por fim, a terceira tentação do mundo diz respeito à ostentação das coisas, descrita como soberba da vida, em outras traduções. Ostentar é diferente de ter coisas. Ostentar é se vangloriar naquilo que se tem, é mostrar os seus bens como vindo do seu próprio esforço ou poder.

Viver no mundo não significa amá-lo. O que leva alguém a amar o mundo é amar as coisas que existem nele. É dessa atitude que o Senhor nos alerta a afastarmos. O nosso amor deve ser exclusivo às coisas de Deus, e não ao mundo.