segunda-feira, 15 de março de 2021

Testemunhas, oliveiras e candeeiros

Texto-base: Apocalipse 11:3-4

"Darei às minhas duas testemunhas que profetizam por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra."


Apesar de ser um livro que retrata o final dos tempos, o livro do Apocalipse também nos fala acerca de muitas situações. Em uma delas, o autor relata sobre os sofrimentos de duas testemunhas, que pregariam o evangelho e por isso, seriam mortas, mas ao final ressuscitariam. Essas duas testemunhas são relatadas no texto como duas oliveiras e dois candeeiros. Esses três termos, testemunhas, oliveira e candeeiro retratam aquilo que Deus quer de nós enquanto seus servos. 

Para entendermos o porquê foram denominadas por esses substantivos, vamos entender o que esses elementos significam.

A primeira coisa é entendermos o que é uma testemunha. Ela é alguém que, apesar de fazer parte de um grande acontecimento, não é o centro dele, pelo contrário, está lá para exaltar alguém ou algo, através do seu relato.

Como cristãos, o nosso papel é sermos testemunhas de Jesus. Viemos ao mundo para relatar as maravilhas do amor de Cristo e o Seu sacrifício que nos trouxe redenção. Como testemunhas, devemos exaltar a Cristo.

A oliveira era uma árvore muito tradicional nos tempos bíblicos porque dela se extraía o azeite de oliva, que tinha muitas propriedades medicinais. Ainda, ele era fonte de alimento através das azeitonas e do próprio óleo, utilizado no preparo das refeições.

O candeeiro é um objeto utilizado para iluminar os locais. Como a oliveira, nos tempos que a Bíblia foi escrita, usar um candeeiro era muito comum, haja vista a eletricidade não haver se desenvolvido como nos dias atuais.

Diante disso, entendemos que é nosso papel sermos usados na obra do Senhor, seja como oliveiras, que levam cura e alimento, através da oração e da Palavra, ou como candeeiro que leva a luz.

Fazer a obra de Deus implica em despojarmos de nós mesmos, nos deixando sermos usados por Ele, para ajudar as pessoas a compreenderem o amor de Deus.

É importante também compreendermos que somos apenas ponte, instrumentos nas mãos do Senhor, pois a glória é apenas Dele. Podemos somar na obra do Senhor, nascemos para isso, e só nos sentiremos satisfeitos quando fizermos o que nascemos para ser: testemunhas, oliveiras e candeeiros.

sexta-feira, 12 de março de 2021

O perigo de sermos precipitados

 Texto-base: Provérbios 19:2" Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado".


Por mais que a Bíblia tenha sido escrita há milhares de anos, os seus ensinamentos continuam sendo atuais. Ela é viva, e o que está nela é válido para qualquer pessoa, em qualquer geração.

Uma exortação muito importante que aparece nas Escrituras para nós é acerca do perigo de sermos precipitados. No dicionário, o adjetivo precipitado se refere a alguém apressado, que age sem refletir. Diz o ditado que a pressa é inimiga da perfeição. Na Bíblia encontramos três advertências sobre os perigos de fazermos as coisas de forma precipitada. 

A primeira diz respeito ao falar. E como falhamos nesse quesito. Em Provérbios 18:3 diz que se você responde alguém antes de ouvi-lo você passará vergonha. Isto implica em não falarmos nada precipitadamente, acusar sem ter provas, brigar sem ter ouvido a defesa do outro ou até mesmo abrir a boca sem saber o assunto na íntegra. 

Ainda sobre o falar, ao fazermos um voto devemos refletir sobre o que estamos falando primeiro. Fazer um voto é algo sério, implica em um compromisso e deve ser feito com responsabilidade do que estamos fazendo. Afinal, Deus não se agrada em votos de tolos (Eclesiastes 5:4-5). Se você fizer um voto a Deus, faça com responsabilidade, sabendo que você terá de cumpri-lo depois, ou arcar com as consequências de um voto precipitado.

A segunda advertência é sobre impor as mãos precipitadamente (1 Timóteo 5:22). A imposição de mãos é um ato de autoridade sobre outro. Quando você impõe as mãos em alguém você está liberando algo sobre ela. Dessa forma, é necessário cautela nesse sentido, a fim de não liberarmos algo antes do tempo. É essencial a confirmação do Senhor para darmos algo da parte Dele a alguém. Quantas profecias foram ditas pela emoção do momento e, ao invés de abençoar, só feriram o outro. Quantas unções liberadas no momento inadequado que só geraram escândalos. Imposição de mãos é coisa séria e, portanto, deve ser feita com prudência.

A terceira advertência se refere ao dizer precipitadamente que algo é santo (Provérbios 20:25). Temos visto muitos ministérios que tão logo se iniciam, já há um alvoroço das pessoas em afirmar a veracidade do mesmo. Pelos frutos conheceremos a árvore e dessa forma, temos que entender que antes de afirmarmos a santidade de qualquer pessoa ou ministério, primeiro temos que avaliar o seu modo de vida, suas atitudes dentro e fora da multidão. Atestar a santidade de alguém ou algo de forma irrefletida pode gerar escândalos na obra do Senhor e consequências irreversíveis.

Hoje aprendemos sobre a precipitação. O sábio é aquele que sabe esperar. O maduro é quem recebe as coisas no tempo certo. Não conseguiremos por nossa própria força, precisamos do Senhor diariamente para nos dar essa capacitação.


quarta-feira, 10 de março de 2021

O preço final da corrupção

Vivemos dias difíceis, onde a corrupção espalhou-se por todos os setores da nossa sociedade. As pessoas vivem desacreditadas dos líderes, devido a tantos escândalos.
Na esfera política, indivíduos eleitos para ajudarem a sociedade, guardam dinheiros em malas, cofres ocultos, bancos suíços e até nas roupas íntimas. O dinheiro que serviria para dar cestas básicas, fazer casas para os desabrigados, comprar carteiras novas ou colocar portas nos banheiros das escolas, se transforma em mansões, ternos de luxo e viagens de ostentação. Enquanto isso, a panela só tem farinha, a escola é precária e a mãe dorme com a criança na rua.
O judiciário que deveria ver tudo isso e condenar os culpados, finge que não vê e concede a sentença favorável ao culpado. Tudo isso porque não gosta do partido de oposição ou porque recebeu uma grande quantia para se corromper. E diante disso, a estátua com os olhos vendados e a balança com pesos iguais perde todo o sentido.
A Bíblia diz que não há ninguém justo, nenhum sequer (Romanos 3:10). Sabemos que sobraram alguns joelhos que não se dobraram diante de Baal ou de Mamom, mas a sociedade em geral está corrompida, desde os pequenos aos grandes, desde o religioso ao pagão. 
Mas temos uma esperança: o Seu nome é Fiel e Verdadeiro. Ele se assenta no trono de justiça e julgará, desde os pequenos aos grandes, sem acepção de pessoas. Aquilo que o perverso ocultou, Ele trará à luz (Apocalipse 19:11; Eclesiastes 12:14; 1 Pedro 1:17).
Apesar de toda a injustiça que temos visto e ouvido, como cristãos, não podemos nos desesperar, mas crer que Deus fará justiça sobre a terra e, para aqueles que se deixam corromper, deixemos apenas um dos muitos versículos que profetizam contra ele: "Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois a sua boca se encherá de pedrinhas de areia" (Provérbios 20:17).
No âmbito religioso, líderes que se aproveitam da generosidade dos fiéis para se enriquecerem. Profetas e levitas que deveriam fazer a obra por amor, mas estão no altar com a intenção primordial de conseguir "likes" e "followers". O altar que deveria ser de adoração ao Deus vivo, tornou-se palco de elevação do ego humano.

terça-feira, 9 de março de 2021

As falhas das sete igrejas da Ásia e o que podemos aprender com elas

 Texto-base: Apocalipse 2-4


O livro do Apocalipse é famoso pelas revelações acerca do fim dos tempos,mas um aspecto que também chama a atenção nesse livro são as famosas cartas às sete igrejas da Ásia. Essas cartas não foram baseadas em orientações como as cartas de Paulo, mas recados dados pelo próprio Jesus a elas, com dois intuitos: elogiá-las acerca de suas boas atitudes ou repreendê-las acerca de comportamentos inadequados.

Por serem assuntos distintos e extensos, hoje trataremos de algumas repreensões dadas por Cristo a essas igrejas, que nos alertam sobre comportamentos que ainda hoje existem também em nossas igrejas.

Um erro da igreja de Éfeso era que eles haviam abandonado o primeiro amor, isso é, aquele fervor no serviço à obra de Deus. O primeiro amor refere-se àquela paixão que todos temos ao conhecer o Senhor. Uma espécie de fascinação pelas coisas de Deus que não pode ser perdida com o decorrer do tempo, mas que tem sido abandonada em muitas igrejas.

A igreja de Pérgamo estava sendo conivente com falsas doutrinas que estavam na igreja, induzindo outros irmãos a praticarem coisas erradas. Como nessa igreja, falsas doutrinas têm se instalado em muitas igrejas e tem arrastado cristãos fracos na fé a se curvarem diante de ideologias erradas, enfraquecendo o corpo de Cristo.

Na igreja de Tiatira o problema era outro: uma falsa profetisa ensinava e induzia os cristãos a práticas pecaminosas, idólatras e imorais. É importante que as igrejas estejam atentas às pessoas que se dizem líderes, pois falsos mestres e enganadores não se limitaram apenas ao tempo de Jesus, eles existem ainda nos dias de hoje e se infiltram nas igrejas com o intuito de perverter a fé. Nosso papel enquanto igreja é não nos aliarmos a eles.

A igreja de Sardes foi repreendida porque aparentemente estava viva, mas na verdade estava morta. As obras dessa igreja não eram consideradas íntegras na presença de Deus. A vivacidade de uma igreja não se resume ao que se vê por fora, mas à sua essência. O que traz morte espiritual é o pecado. Uma igreja que vive na prática do pecado está morta. Pode estar cheia de membros, cantar lindas músicas e até impressionar pela beleza, mas sem santidade a presença de Deus não está ali, e portanto, está morta.

Por fim, a igreja de Laodicéia, que não era fria nem quente, mas morna. Ainda, estava tomada de arrogância e cegueira, achando que era autossuficiente e não precisava de ninguém. Como existem "Laodicéias" em nosso tempo. Igrejas tomadas de relatividades, que estão em um estágio morno, nem frias nem quentes, não estão envolvidas no mundo, mas também não estão fora dele. Também enxergamos a arrogância em muitas obras, que consideram que não precisam das pessoas e não priorizam mais a comunhão e a ajuda mútua.

A Bíblia é a nossa base de vivência. As situações vividas pela igreja primitiva também se aplicam à realidade da nossa igreja hoje. Importa que tomemos esses exemplos como alertas para nós enquanto noiva que está à espera do Noivo. Que Ele nos encontre dignos de entrar em Seus aposentos.


domingo, 7 de março de 2021

Mulheres, a verdadeira beleza está por dentro

 Texto-base: 1 Pedro 3:3-6


A mulher é sinônimo de beleza, de delicadeza, de graça. Deus nos fez diferentes dos homens em muitos aspectos, e um deles é no quesito enfeitar-se. Salvo algumas exceções, a maioria das mulheres adora se arrumar. Do cabelo até os pés, há procedimentos para todos os gostos, a fim de exaltar ainda mais a nossa beleza.

Entretanto, o apóstolo Pedro dedica alguns versículos da sua primeira carta às mulheres, oferecendo diversos conselhos. Como cristãs, a Bíblia é o nosso manual de vida, e portanto, esses conselhos são tomados por nós como ordenanças. Pedro ressalta sobre qual deve ser verdadeiramente o adorno das mulheres, e por incrível que pareça, esse adorno não tem nada de externo.

O verdadeiro enfeite das mulheres deve ser o seu interior, tendo em si um espírito manso e tranquilo, o qual o autor ressalta, tem grande valor diante de Deus. Ainda, ele ressalta que as santas mulheres da Bíblia se enfeitavam assim, com submissão aos seus maridos e que, como mulheres de Deus, devemos praticar o bem e não temer perturbação alguma.

Andar com Deus é viver na contramão do mundo. Enquanto a sociedade nos estimula a comprar, ter, mostrar, Deus nos mostra que há um caminho muito mais excelente. A ideia aqui não é desmerecer o exterior, nem impedir que mulheres se preocupem com a beleza, mas reposicionar as coisas, e nos mostrar que o que está dentro de nós é muito mais importante do que o vemos por fora.

Uma mulher linda por dentro automaticamente se torna linda por fora. O oposto também é válido, pois uma mulher com traços de beleza impecáveis mas que tem atitudes impróprias faz com que se anule essa beleza. As pessoas estão de olho muito mais nas nossas atitudes do que na nossa aparência.

Como mulheres, que possamos nos embelezar com os adereços de atitudes prudentes, que farão realçar a nossa verdadeira beleza, que é o que está por dentro.

sábado, 6 de março de 2021

Balaão, o profeta ganancioso

 Textos-base: Números 22-25; 31:8;16; Judas 11


Não se sabe muito acerca de Balaão, mas pelos relatos ele parecia ser uma espécie de adivinho. Ele foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar o povo de Israel, todavia, foi avisado por Deus de que não poderia fazer isso.

Apesar de Deus ter lhe dito que aquele povo era abençoado, Balaão, levado pela ganância insistiu em ir com Balaque, afinal este lhe prometera muitas recompensas financeiras.

Por três vezes Balaão foi instigado a amaldiçoar o povo, sendo todas sem sucesso, pois Deus não o permitiu. Balaque, irritado com essa situação, diz a Balaão que Deus o havia privado das suas recompensas.

Provavelmente Balaão também se irritou, pois o seu coração estava tomado pela ambição. Insatisfeito com essa situação, ele instiga Balaque a enviar mulheres moabitas a seduzirem os israelitas, a fim de que, coabitando com elas, eles fossem induzidos a adorar os deuses moabitas. E deu certo. Os israelitas começaram a se unir às mulheres moabitas, e logo estavam adorando deuses pagãos. Assim, eles mesmos atraíram maldição sobre si, pois esse culto idólatra causou de uma só vez a morte de vinte e quatro mil homens.

A Bíblia não relata, mas como Balaão é citado como um homem perverso, que levou os israelitas ao erro, e um homem ganancioso, imagina-se que após esse conselho dele a Balaque, este tenha lhe dado as recompensas prometidas.

O fato de Balaão ter induzido sutilmente os israelitas à perversão o levou a ter sérias consequências, pois pouco tempo depois os israelitas pelejaram contra os midianitas e o mataram. As riquezas adquiridas com a perversidade não lhe beneficiaram por muito tempo.

Balaão é o retrato daquele que um dia ouviu a voz de Deus, mas amou mais as riquezas terrenas do que as celestiais. Ele acreditou que poderia fazer as coisas do seu modo, esquecendo-se que Deus tudo vê e nos recompensa por todos os nossos atos, sejam eles bons ou maus. O verdadeiro homem de Deus não se ilude com recompensas terrenas, pois essas são transitórias e perecíveis, enquanto que as celestiais podem não ser vistas aqui, mas durarão eternamente.

 

quinta-feira, 4 de março de 2021

Os caminhos da impiedade

 Texto-base: Judas 1:12-13

"São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre."


O pecado nos corrompe e só traz prejuízos. Judas, escritor da igreja primitiva e irmão de Jesus, nos alerta sobre o que se torna aquele que está distante dos caminhos do Senhor.

Primeiramente ele descreve como são essas pessoas e que tipo de pecados elas praticam. Pessoas que vivem na carne, difamadores e que se corrompem por tudo. São gananciosos e causadores de discussões. São bajuladores dos outros, por motivos interesseiros. Homens que seguem seus próprios caminhos, sem se importarem com o que a Palavra de Deus nos diz.

Pessoas assim, Judas declara, são como nuvens sem águas, as quais o vento joga de um lado para o outro. Quando nos deixamos estar vazios da água viva, não temos conteúdo, e dessa forma somos facilmente enganados, acreditamos em qualquer falácia e deixamos de lado as verdades da Palavra.

Ainda, esse tipo de pessoas são como árvores, que apesar de estarem em plena estação dos frutos, estão desprovidas deles e assim são mortas, improdutivas. Andar nos caminhos errados nos faz como árvores infrutíferas. Podemos fazer a diferença, mas não fazemos. Podemos dar frutos, mas somos vazios.

São como ondas bravias no mar, que espumam a própria sujeira. Longe de Deus, a única coisa que as pessoas recebem de nós é maldade, atitudes deploráveis que só fazem mal a nós e a outros.

E por fim, como estrelas errantes, as quais tem sido reservadas à negridão das trevas, para sempre. Fomos criados para pertencer ao Reino de Deus como as estrelas pertencem ao céu. Longe de Deus somos como estrelas errantes, vivendo fora do propósito para o qual Deus nos criou. E ainda pior, além de uma vida infeliz aqui na Terra, haverá a segunda morte, o inferno, muito mais tenebroso do que qualquer sofrimento vivido aqui.

Essas palavras não são para causar medo, mas para nos alertar sobre o que é viver na iniquidade, longe da Palavra do Senhor. 

A atitude melhor e mais sábia que podemos ter é estarmos aos pés do Senhor. Fomos criados nesse propósito e somente Nele encontramos o que necessitamos.