sexta-feira, 23 de julho de 2021

Primeiro para Deus

 Texto de referência: I Reis 17:8-16


Em um período de fome enfrentado pela nação israelita, o profeta Elias sai dos limites de Israel para ir à região de Sidom, na cidade de Sarepta. Enviado por Deus, ele vai até a casa de uma viúva, que foi divinamente ordenada a lhe sustentar. Elias lhe pede água e logo em seguida, pão. A viúva rebate seu pedido, dizendo que não tinha como lhe oferecer pão, pois só tinha em sua casa um pouco de farinha e azeite para fazer uma comida para si e seu filho, e depois eles esperariam a morte.

Elias então lhe faz um pedido surpreendente, ele pede à viúva que faça um bolo pequeno para ele, e depois ela faria para si e para seu filho. E profetiza que não faltaria mais a ela comida, enquanto durasse o período de fome. A viúva então obedeceu o pedido de Elias, e o que o profeta disse se cumpriu, pois aquele restinho de azeite e farinha nunca mais acabaram. Assim, eles puderam enfrentar o período de fome, sem perecerem.

Nessa história nos surpreende o pedido ousado de Elias à viúva, que lhe pediu para que ela fizesse um bolo primeiro para ele. A fé da viúva também foi ousada, pois ela confiou na palavra do Senhor, dita pelo profeta. E pela sua obediência, não faltou o alimento para ela e seu filho.

Jesus nos disse que quando nós buscamos o Reino de Deus em primeiro lugar, todas as outras coisas da vida nos seriam acrescentadas (Mateus 6:33). Essa prioridade a Deus foi dada por aquela viúva, quando ela primeiro fez o bolo para Elias. Não que Elias fosse Deus, mas ela se rendeu à obediência à ordenança do Senhor e por esse motivo Ele lhe concedeu aquilo que ela necessitava.

Quando fazemos de Deus a nossa prioridade, podemos ter a certeza que Ele cuida do nosso entorno, provendo as demais coisas que necessitamos em nossa vida. Primeiro para Deus e as demais coisas virão.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Salomão: um rei idólatra

 Texto de referência: I Reis 11:1-11


Salomão era filho de Davi e sucedeu ao seu pai no trono de Israel. Davi teve um reinado incrível, não porque não tenha cometido erros enquanto rei, mas porque buscou a Deus em todo o tempo, e quando errou, soube reconhecer suas falhas e procurou se consertar perante o Senhor.

Seu filho Salomão iniciou o seu reinado de uma forma próspera. Davi havia deixado o reino de uma maneira estável. Mesmo com toda a riqueza do reino, Deus concedeu a Salomão ainda mais riqueza e glória, por ter ele pedido a Deus sabedoria para governar (I Reis 3:13).

Sobre Salomão também havia uma ordenança, ele seria o responsável por construir o templo do Senhor. Davi já havia deixado quase tudo pronto, desde a planta do templo aos materiais necessários. Cabia a Salomão gerenciar tudo isso e recrutar a mão de obra. Para que ele conseguisse construir o templo, Deus afastou os inimigos de Salomão e lhe deu paz.

Mas Salomão não soube desfrutar de todas essas bênçãos. Apesar de iniciar com sabedoria o seu reinado, ele cometeu alguns erros que o Senhor já havia descrito nos tempos de Moisés que não deveriam ser cometidos (Deuteronômio 17:16). Ele acumulou para si muita força humana, ao comprar muitos cavalos e acumular muita riqueza, o que lhe ensoberbeceu o coração (I Reis 10:26-28).

Mas o principal erro de Salomão foi o de ter muitas mulheres, cerca de mil. Essas mulheres, em sua maioria estrangeiras, perverteram o coração de Salomão, levando-o a cultuar deuses que eram originários das terras delas. A idolatria de Salomão a esses deuses e consequentemente, o desprezo dele ao Senhor que lhe havia dado tudo, o levou a perder o reino.

Ele não perdeu imediatamente o reino, mas Deus lhe fez conhecer quem seria o sucessor, que não era apenas o seu filho, mas um homem de outra linhagem, pois o reino de Israel seria dividido. A partir dos pecados cometidos, Deus levantou adversários sobre Israel e a paz que por tantos anos existiu, acabou.

O reinado de Salomão tinha tudo para ser próspero e abençoado, pois ele tinha o Senhor ao seu lado. Entretanto, Salomão não soube desfrutar dessa presença e desprezou ao Senhor. Quando nos curvamos diante de outros deuses, como o dinheiro, o sexo, o poder, o corpo ou as tradicionais estátuas que são reverenciadas, estamos fazendo delas os nossos senhores. Isso nos leva a esquecer de Deus e a desprezar o sacrifício que Cristo fez por nós, pois estamos publicamente declarando que existe algo em nosso coração mais importante que o Senhor Deus. 

A idolatria de Salomão lhe fez perder o reino. A inclinação do nosso coração a tudo o que não é de Deus faz com que percamos tudo o que Ele tem nos dado. A vigilância constante é o segredo para nos mantermos firmes, sem sair da posição que Deus nos confiou.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Vivendo no propósito para o qual Deus nos chamou

 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. I Coríntios 10:31


Todos nós nascemos com um propósito. Ninguém veio a essa Terra para passar o tempo, vivendo de qualquer jeito. Todavia, diferente do que muitos passamos a vida toda acreditando, o nosso maior propósito não é formar uma bela família, ser um grande profissional ou ter uma vida próspera. Apesar de tudo isso contribuir para o nosso maior propósito, fomos criados para servir e adorar ao nosso Criador.

A nossa existência veio a partir de Deus e é para Ele que devemos viver toda a nossa vida. Tudo o que fizermos nessa terra deve glorificá-Lo, e é nessa parte que entra a família, o trabalho e os nossos relacionamentos. Apesar de sermos criados para Deus, não somos anjos ou seres celestiais. Somos seres humanos, que vivem nesta Terra como humanos, mas que glorificam a Deus em tudo o que fazem.

Entretanto, vivemos boa parte das nossas vidas enganados quanto ao nosso propósito. E por esse motivo nos esforçamos e corremos atrás das coisas desta Terra, mas sem glorificar ao Senhor com elas, e por isso a impressão que temos é que nunca estamos satisfeitos. Isso acontece porque não estamos no verdadeiro foco, servir e adorar a Deus.

Outras vezes começamos a andar no nosso verdadeiro propósito, quando somos tentados a olhar para as coisas desta Terra e acabamos nos desviando dele. Ao iniciarmos o nosso chamado, o inimigo tentará voltar a nossa atenção para outras coisas, a fim de ocuparmos a nossa mente e o nosso tempo com outras finalidades, e nos desviarmos do propósito para o qual fomos chamados por Deus.

A finalidade da nossa existência foi dada por Deus e é linda. Deus não nos quer frustrados e infelizes, pelo contrário, como sal e luz nesta Terra, o Senhor quer que sejamos pessoas vitoriosas e abençoadas em todas as áreas da nossa vida, seja na família, no trabalho ou nos demais relacionamentos. Mas ele também nos quer dentro da esfera para o qual Ele nos criou. 

A nossa relação com Deus é como o sol com a lua. Apesar de linda, a lua não tem luz própria. A sua luz vem do sol. Da mesma forma acontece entre nós e Deus. Deus nos quer brilhando, mas Ele quer que reconheçamos que o nosso brilho vem d'Ele, é para a glória d'Ele que vivemos. Esse é o real propósito da nossa existência.


sábado, 17 de julho de 2021

Estamos preparados para a batalha, não podemos retroceder!

 "Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate." Salmos 78:9


As guerras dos tempos bíblicos eram diferentes das guerras de hoje. Naqueles tempos, eram comuns as batalhas entre reinos, e os soldados iam para a guerra sem a certeza de que voltariam. Para a sua proteção utilizavam fortes armaduras e as armas não eram munições como nos dias atuais, mas se limitavam a espadas e flechas.

O versículo de hoje nos traz uma situação onde o povo de Israel, denominado nesse contexto como os filhos de Efraim, mesmo estando armados com arcos de guerra, bateram em retirada no dia do combate. Isso significa que, apesar de terem os instrumentos necessários e a capacidade para combaterem, eles preferiram desistir. Não se sabe os motivos pelos quais os israelitas desistiram do combate, mas os versículos seguintes apontam para um povo que havia se esquecido do Senhor e do Seu poder.

Esse trecho da Bíblia nos remete a situações que muitas vezes acontecem conosco. Embora filhos de Deus e tendo Ele ao nosso lado, somos frequentemente tentados a desistir diante das batalhas da vida. Os motivos são diversos, como por exemplo o medo, a falta de forças ou a insegurança, mas todos eles se ligam a um só elemento: a falta de fé.

Assim como o povo de Israel estava distante dos caminhos do Senhor e se esqueceu de todos os prodígios que Ele fizera, quando nos afastamos de Deus também tendemos a nos esquecer de quem Ele é. E assim, qualquer batalha nos amedronta, nos faz sentir fracos e incapacitados, nos levando consequentemente a desistir.

Assim como o povo de Israel, temos que crer que nós também estamos armados de arco, e essas armas são espirituais, poderosas em Deus para destruir qualquer fortaleza, mesmo  as mais resistentes. E se já estamos devidamente preparados para o combate, não há razões para desistirmos dele, pelo contrário, temos que avançar contra os nossos adversários, na certeza de que em Cristo somos mais que vencedores.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

No momento da dúvida, lembre-se da grandeza de Deus

 Texto de referência: Salmos 76


O Salmos 76 se inicia relatando a história de um homem angustiado e atribulado. Não se sabe qual o motivo das suas aflições, mas sabe-se que era algo muito sério, que deixava o salmista perturbado e lhe tirava o sono.

Mas o salmista, tomado pelas suas angústias, começa a questionar a Deus sobre tudo o que estava vivendo, mas não apenas questionar, ele começa a duvidar da bondade e da graça do Senhor. Nos seus devaneios, ele chega a pensar que o Senhor não é mais aquele Deus cheio de misericórdia e benignidade. Para ele, Deus havia mudado.

Mas ele começa a se lembrar de tudo o que Deus havia operado na trajetória do Seu povo, ele se recorda das grandes obras de Deus, e tudo aquilo vai lhe trazendo o fôlego novamente. Então, o salmista muda a sua perspectiva, e começa a pensar que não há nenhum deus tão grande como o Senhor Deus.

O Senhor é um Deus de maravilhas, que exalta o Seu poder no meio das demais nações, que liberta o Seu povo dos cativeiros e que faz as aflições se abalarem diante da Sua presença.  Não apenas isso, Ele cuida do Seu povo, como um pastor cuida do seu rebanho.

As indagações do salmista não se diferem muito das nossas indagações. Diante das aflições da vida somos tentados a frequentemente questionar o Senhor e o Seu poder, e muitas vezes duvidamos da bondade e misericórdia de Deus, acreditando que Ele nos abandonou e não nos ajudará.

Mas como o salmista, temos que nos voltar para a Palavra, que nos faz enxergar a grandeza do poder de Deus, para percebermos que Ele não mudou, mas aquilo que Ele fez no passado é uma demonstração do que Ele pode fazer por nós também no presente. Pode ser que não entendamos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz, mas se entendemos que o caminhos do Senhor são de santidade, cremos que não há desvios, e portanto, estaremos certos de que estamos vivendo o que Ele traçou para nós.

Viver questionando e lamentando as circunstâncias só contribui para a nossa miopia espiritual. O Senhor não quer os nossos olhos no presente, mas no futuro que Ele tem para nós. A grande questão do futuro é que não temos ele nas nossas mãos, o futuro não chegou e portanto, só podemos nos apossar dele pela fé. Mas isso não é um problema, pois quando cremos em Deus, temos a certeza de que, mesmo não sabendo como será o futuro, sabemos que ele será de paz, pois é isso que nos promete o Senhor, que nunca falhou e jamais irá falhar.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Os valentes de Deus

 Texto-base: 2 Samuel 23:8-22


O rei Davi foi um grande líder. Tendo Deus sempre ao seu lado, ele venceu muitas batalhas. Mas ele não saía sozinho para as batalhas. Ao seu lado estavam homens de guerra que, por sua força e coragem, foram denominados "os valentes de Davi". Foram listados trinta e sete homens, mas apenas a história de alguns deles foi mencionada.

Um desses valentes foi Josebe-Bassebete, que sozinho, feriu de uma só vez oitocentos homens.

O outro valente foi Eleazar, que feriu os filisteus também sozinho, depois que os israelitas já tinham abandonado a peleja. Ele lutou com tanta intensidade que a sua mãe ficou grudada à espada. 

Outro valente chamado Sama se levantou para ajudar Israel contra os filisteus quando o povo estava fugindo diante deles.

Outros três valentes ousaram buscar água para Davi em um poço de um determinado lugar que estava totalmente cercado pelos filisteus.

Por fim, Benaia foi um valente que matou um leão em uma cova em um dia de neve. Ele também lutou contra um gigante utilizando apenas um cajado, e depois conseguiu arrancar de sua mão a lança, com a qual o matou.

Todos esses valentes se destacaram pela sua ousadia e coragem. Eles não tinham medo e enfrentavam fortes adversários que ninguém tinha coragem de enfrentar. Mesmo quando todos fugiam da batalha com medo, eles se colocavam em posição de luta e não desistiam. Todos eles venceram e por isso foram coroados como valentes, que estavam sempre à frente das batalhas reais.

Não podemos nos convencer que valentes existiram apenas nos tempos dos reis. Apesar de não termos essas batalhas reais como nos tempos bíblicos, hoje continuamos a enfrentar muitas batalhas, porém em âmbitos diferentes. As guerras familiares, emocionais e as mazelas sociais existem e requerem de nós uma posição de enfrentamento.

Aqueles homens se destacaram pela sua coragem em enfrentar qualquer inimigo, mesmo que fossem aparentemente mais fortes do que eles. Da mesma forma, o Senhor procura também homens valentes, que enfrentam as adversidades da vida sem temê-las, crendo não na sua própria força, mas na força do Senhor sobre eles.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Não inveje a vida dos maus

 Texto de referência: Salmos 73


O Salmos 73 é um cântico escrito há tantos anos atrás, mas que retrata com profunda clareza situações que vivemos rotineiramente. O início deste salmo revela um momento de lamentação de um salmista, que diz quase ter caído em sua caminhada, ao olhar com inveja para os maus e arrogantes. Esse homem estava com a sua confiança em Deus abalada, ao erroneamente pensar que nada acontecia com os perversos, mesmo eles cometendo terríveis erros. Para o salmista, os perversos não eram castigados, pelo contrário, viviam sempre felizes e prósperos. E com esses pensamentos, ele passou a acreditar que de nada havia adiantado viver longe do pecado, servindo a Deus.

Mas uma atitude fez o salmista mudar a sua forma de pensar, quando ele entrou na presença de Deus. Nesse lugar de intimidade, o Senhor fez com que ele entendesse o que realmente acontecia com os arrogantes e maus. 

O Senhor lhe mostrou que, apesar de aparentemente viverem bem, essas pessoas têm um fim desastroso. Eles não são lembrados pelo Senhor, o que faz com que tenham uma vida miserável. Quando o salmista compreende essas verdades, ele passa a enxergar o valor de ter o Senhor do seu lado. Ele percebe que não há bem maior nessa terra do que ter o Senhor, e que apesar de ver o seu exterior muitas vezes desfalecendo, o seu interior é renovado pelo Senhor.

Semelhante ao que ocorreu com o salmista, muitas vezes somos tomados por esses pensamentos, e começamos a acreditar que não vale a pena servir ao Senhor, pois aqueles que não O servem estão vivendo melhor do que nós. Na verdade, estamos olhando apenas para as situações momentâneas, nos esquecendo que o controle de tudo - inclusive do futuro, está nas mãos do Senhor. Ele é o justo juiz, que não se isenta de recompensar a cada um pelas suas obras, sejam elas boas ou más.

Ainda, frequentemente nos apegamos demais às coisas materiais, acreditando que o bem-estar se limita a esse quesito. Na verdade, ter o Senhor conosco é o que realmente faz a vida valer a pena. Ele é o nosso maior bem, e estar perto de Deus é o que traz sentido à nossa vida. O perverso não tem essa dádiva e, portanto, possui um vazio em seu coração que só poderá ser preenchido se ele se arrepender de seus erros e se voltar ao Senhor.

Quando o salmista entendeu o verdadeiro valor do Senhor ao seu lado, ele parou de se importar com os perversos. Essa também deve ser a nossa atitude, de parar de olhar sobre como vive o outro e focar os nossos olhos em nós e Deus. Ele é galardoador daqueles que O buscam, e só quem tem fé pode crer nisso e viver o melhor de Deus.