segunda-feira, 25 de outubro de 2021

As três dimensões do amor

 Texto de referência: Mateus 22:36-40


Deus é amor e quando falamos em amor não podemos pensar em algo diferente de Deus pois Ele é a expressão do verdadeiro amor, que não espera ser amado para amar, que é real, que é sincero, que é doador. Esse é o amor de Deus, incondicional e perfeito. 

Mas Jesus também ensina que nós devemos amar, e sabemos que o nosso amor não é como o de Deus, todavia, Ele nos ensina três dimensões do amor, que envolvem a própria pessoa de Deus, o nosso próximo e a nós mesmos. Jesus ainda nos afirma que desse amor dependem toda a Lei e os profetas, isto é, cumprimos todos os mandamentos de Deus quando praticamos o amor nestas três dimensões.

A primeira dimensão do amor é para Deus. A Ele, o nosso amor deve ser com toda a profundidade do nosso ser, pois deve envolver coração, alma e entendimento. Amar a Deus deve ser uma atitude que começa dentro de nós e flui para as nossas atitudes. Não é um amor irracional, mas cheio de atitudes sinceras e verdadeiras, onde nós reconhecemos a Quem amamos (a Deus) e porque O amamos.

A segunda dimensão é o amor ao próximo. Nesse sentido, o Senhor nos mostra que ama o próximo quem dá a vida por ele, isto é, um amor que gere algum esforço da nossa parte. Também não pode ser apenas de palavras, tem que ser demonstrado com atitudes (1 João 3:16-18).

A terceira dimensão é o amor a nós mesmos. A maneira como nos amamos deve ser a mesma com a qual amamos o outro. Ter amor próprio não significa desprezar o outro para enaltecer a si mesmo, pois o nosso amor próprio deve ser na mesma dimensão do nosso amor pelos outros. Amar a si mesmo significa cuidar de si mesmo, tratar bem a si mesmo, querer bem a si mesmo, sem que isso prejudique o outro.

Essas três dimensões vivem em equilíbrio. Nenhuma sobrepõe a outra, pois cada uma tem um objeto específico. Quem ama a Deus acima de tudo certamente amará o seu próximo e também a si mesmo.


sábado, 23 de outubro de 2021

Deus quer te levar do ambiente de escassez para a abundância

 Texto de referência: Lucas 5:1-7


Onde Jesus está, o ambiente se transforma. Se há enfermidade, Jesus traz cura. Se há tristeza, Jesus traz alegria. Se há perturbação, Jesus traz paz. Se há escassez, Jesus traz abundância.

É nesse ambiente de escassez que se passa a primeira parte da história de hoje. Pedro, um simples pescador, sai junto com seus amigos, em uma noite comum para pescar. Mas naquela noite, não encontra nada. A pesca era o seu trabalho, o seu sustento vinha daquela profissão e não pescar nenhum peixe certamente não era um bom sinal.

Quando a noite acaba e o dia surge, Pedro e seus amigos desistem da pesca. Voltam para a praia, descem do barco e começam a lavar as redes. Quando de repente surge alguém lhe pedindo o seu barco. Era Jesus, que queria o barco para subir nele, a fim de obter maior visibilidade para pregar ao povo. 

Provavelmente Pedro estava bastante cansado, mas mesmo assim empresta seu barco a Jesus e permanece ali, ouvindo suas sábias palavras. Após Jesus ter ensinado a todos que ali estavam, Ele se dirige a Pedro, e o orienta a jogar as redes em um lugar mais fundo, para pescar. Pedro era um pescador experiente, ele sabia que não tinha peixes naquele mar pois ele havia acabado de passar a noite toda tentando.

Mas a Palavra que Jesus deu às multidões havia sido plantada também no coração de Pedro, e começava a dar os primeiros frutos. Confiando no que Jesus lhe disse, Pedro lançou suas redes e apanhou tantos peixes que sozinho não conseguiu pegar. Teve que chamar os seus companheiros para ajudá-lo. Apenas o seu barco não foi suficiente para colocar os peixes, então ele encheu também o barco dos seus amigos.

Naquele dia, aquele ambiente de escassez foi transformado em um ambiente de abundância. Essa é a realidade que Jesus quer trazer para nós. Ele quer nos tirar de um lugar de doença, tristeza, perturbação e escassez para nos colocar em um lugar de cura, alegria, paz e abundância. Mas para isso, precisamos dar ouvidos à sua Palavra e fazer conforme Ele nos ordena.

Além disso, Pedro se dispôs a emprestar o seu barco para Jesus. Ninguém que ajuda Jesus a expandir o Evangelho ficará sem recompensa.

Mais uma coisa: quando a abundância chegar, vai ser tão grande que vai transbordar e atingir aqueles que também caminham conosco. A pesca maravilhosa não se findou naquele dia, ela continua acontecendo, na vida de todos os Pedro's que se dispuserem a crer.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Não deixe de dar frutos, mesmo que você esteja no exílio

 Texto de referência: Jeremias 29:4-10


O exílio de Israel aconteceu no ano 586 a.C. durante o reinado do rei Joaquim, quando o povo de Judá foi levado para a Babilônia. Essa retirada do povo não ocorreu de forma única, mas foi acontecendo aos poucos, até que a quase totalidade dos judeus foi exilada.

Durante o período de exílio, muitos falsos profetas surgiram, enganando o povo, dizendo-lhes que o Senhor os tiraria rapidamente daquela situação. Mas a verdade dita pelo Senhor era de que aquele exílio duraria por muitos anos, mais precisamente por setenta anos.

Essa revelação era tão dura que não parecia ter vindo do Senhor, mas vinha. A perversidade e idolatria daquele povo eram muito grandes e eles precisavam ser tratados por Deus. Ele então alertou o povo através do profeta Jeremias que ali no exílio aquele povo deveria se esforçar para viverem a vida, afinal, o período exílico seria longo.

Diante disso, eles deveriam construir casas, plantar terras, casar, ter filhos e buscar viver em paz no lugar para onde eles foram mandados. O Senhor ainda reforça que Ele só queria o bem de todos eles, e que se eles cressem, no final daria tudo certo.

O que o Senhor queria dizer àquele povo era que a vida deles não podia parar pelo fato deles estarem exilados. Era preciso continuar a viver. Muitas pessoas têm vivido no exílio, mesmo estando em seu ambiente geográfico cotidiano. O exílio indica lugar de desconforto, fora da nossa situação normal.

Assim como o povo de Judá, o Senhor nos chama a viver, mesmo estando fora da nossa zona de conforto. É preciso frutificar para o reino d'Ele, é preciso fazer o bem, precisamos glorificar o nome de Jesus não importa onde e em qual situação estamos. A pandemia de Covid-19 não foi capaz de parar aqueles que estavam dispostos a viver, pelo contrário, muitos alcançaram lugares ainda mais altos e utilizaram do período pandêmico para crescer.

Deus está conosco em qualquer lugar que estivermos. A Sua presença nos capacita a fazer qualquer coisa, ainda que o ambiente nos seja desfavorável. O exílio não pode ser desculpa para pararmos. Prosseguir é a palavra de hoje.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Acabou o período de dominação: a história de Calebe

 Texto de referência: Josué 15:13-14


Calebe foi um dos doze espias que foram até a terra prometida para conhecer o território. Dentre esses doze homens, apenas ele e Josué trouxeram palavras animadoras ao povo de Israel. Os demais amedrontaram o povo, dizendo que naquele território haviam homens fortes e que eles não conseguiriam vencê-los. O povo se desesperou e por causa disso, tiveram que vagar quarenta anos pelo deserto. Mas após esse período, o povo começou a receber as terras por herança.

E foi nesse contexto que Calebe herdou um território chamado Hebrom. Mas antes de se chamar Hebrom, esse território se chamava Quiriate-Arba, pois ele era ocupado pelos descendentes de Arba. O seu filho Anaque fazia parte de alguns gigantes que ainda existiam na terra e por isso eram pessoas muito temidas, devido ao seu porte físico superior aos demais. Anaque tinha três filhos. Aquele território era dominado por essa família e essa dominação parecia estar longe do fim.

Mas Calebe não temeu essa condição. Calebe tinha uma força muito grande, pois ele afirmou a Josué que o seu vigor aos oitenta e cinco anos era o mesmo de quando Deus lhe deu a promessa, aos quarenta anos. Calebe também tinha fé, pois ele não se intimidou com o fato de que a terra era habitada por gigantes. Ele apenas creu que, se Deus havia lhe dado aquela terra, não importava quem estava habitando ali, a terra seria dele e tudo estava resolvido.

Através da força e fé de Calebe, os três filhos de Anaque foram expulsos daquele território. E aquele lugar que tinha o nome do seu antigo dono agora passa a se chamar Hebrom. Mas Calebe não se contentou apenas com Hebrom, vindo a adquirir também a cidade de Quiriate-Sefer (Josué 15:15-17).

A descendência de Arba significa a dominação que muitas vezes o inimigo exerce sobre as pessoas. Durante anos, muitos têm vivido debaixo da dominação e da escravidão do inimigo, amedrontados diante de gigantes. Mas quando Deus nos enche de força e fé, como fez com Calebe, esses gigantes se tornam como um nada, e o território de dominação tem que acabar.

Nós somos livres, vivemos para sermos livres e não podemos permitir que o inimigo exerça qualquer tipo de dominação sobre nós. Hoje o Senhor nos convida a desapossar os filhos de Anaque do seu território e tomar posse da terra que Ele nos deu. Uma nova terra, com um novo nome. Uma nova vida, sem temer os gigantes.



segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Você é autoridade espiritual na sua família

Texto de referência: Lucas 19:1-10


A história de hoje nos conta acerca de um homem chamado Zaqueu. Ele era chefe dos publicanos, homens que cobravam os impostos dos cidadãos e em sua maioria faziam isso de forma corrupta, pois retiravam valores a mais, para si próprios. Sendo Zaqueu o chefe, era um homem de classe importante e rico, sendo que parte da sua riqueza não havia sido obtida de forma justa, mas à base de corrupção.

Mas aquele homem, um dia, ouviu acerca de Jesus. Não se sabe qual foi a ocasião, mas ele creu e a partir daquele momento, buscava uma oportunidade de conhecê-Lo. Em certo dia que Jesus passava em sua cidade, ele subiu em uma figueira para vê-lo e Jesus ao contemplar a sua fé, hospedou-se na casa de Zaqueu. Aquele homem se arrependeu dos seus pecados e prometeu restituir todo o dinheiro que havia ganhado ilicitamente.

Ao ver as atitudes de Zaqueu, Jesus afirmou que a salvação havia chegado até aquela casa. Jesus não disse que a salvação havia alcançado Zaqueu, mas a casa de Zaqueu. Quando encontramos a Jesus, não apenas a nossa vida é transformada, mas toda a nossa casa. Quando Obede-Edom recebeu a arca de Deus em sua casa, toda a sua família foi transformada (2 Samuel 6:11).

Mas o problema é que temos recebido o Senhor, mas não temos crido no que Ele pode fazer por nossa família através da nossa fé. A partir do momento que recebemos o Senhor nas nossas vidas, nos tornamos autoridade espiritual na nossa casa, e a nossa família pode ser transformada por meio da presença de Deus que habita em nós. Temos autoridade para orar por eles, e declarar que pelo poder da Palavra de Deus eles também serão salvos.



sábado, 16 de outubro de 2021

O banquete da graça

 Texto de referência: Isaías 55


O capítulo 55 de Isaías começa chamando todos os sedentos a beberem águas e todos os que têm fome, mas não têm dinheiro, comprar de graça alimentos. O texto ainda repreende aqueles que gastam o seu dinheiro e esforços em coisas que não satisfazem.

O próximo convite é ouvir ao Senhor, se alimentar do que é bom e então se satisfazer com coisas deleitosas. Há ainda o convite a buscar ao Senhor enquanto há tempo e se arrepender dos maus caminhos, porque n'Ele há perdão.

Esses poucos versículos nos fazem um convite a um banquete que não é pago, mas de graça e aberto a todos que quiserem e têm sede. Também não depende do nosso esforço. Esse banquete é o banquete da graça.

A graça de Deus está presente na salvação que o Senhor nos concede, apesar de não merecermos. Não podemos comprá-la, pois todo o dinheiro do mundo não seria suficiente. Não depende do nosso esforço porque ainda que trabalhássemos arduamente não conseguiríamos obtê-la. É por isso que ela se chama graça.

Acerca dessa graça, o apóstolo Paulo nos diz que ela nos alcança através da fé, não por meio de obras, para que ninguém venha a se gloriar (Efésios 2:8-9). Assim, entendemos que não há nada que possamos fazer para obtê-la, senão crer.

O Senhor já nos deu o convite ao banquete da graça. Ele já nos convidou a irmos até Ele e vivermos a vida abundante que Ele tem para nós. O que nos falta é aceitarmos participar desse banquete e receber o maior presente que poderíamos: a salvação.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Apenas crescer não basta, é preciso manter-de pé

 A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa. Provérbios 13:23


O livro de Provérbios é vasto em conceder conselhos acerca de diversos assuntos e um deles é acerca de finanças. Se nos empenharmos em estudar finanças baseando-nos no livro de Provérbios, teremos muito sucesso.

O versículo acima nos fala acerca de uma terra que é virgem e por isso é bastante proveitosa para o plantio. Uma terra é virgem quando ainda não foi utilizada para o plantio e por isso possui boas condições agrárias.

Entretanto, apesar das condições favoráveis, toda a fartura produzida nessa terra é dissipada por falta de justiça. A justiça no âmbito do reino de Deus é a capacidade das pessoas em fazerem o que é justo, isto é, em praticar a palavra de Deus que é a própria justiça. Isso significa que a falta de justiça indica a ausência de retidão na vida.

Agora podemos nos aprofundar no verdadeiro sentido desse provérbio. O que o sábio quis dizer nesse versículo é que muitas vezes possuímos as condições favoráveis para crescer e até aproveitamos, mas as nossas atitudes erradas derrubam aquilo que construímos.

A Bíblia diz em Provérbios 24:3 que com sabedoria construímos a casa, mas é com inteligência que ela se mantém de pé. Apenas crescer não basta, é preciso manter esse crescimento de forma contínua. Não dá para desperdiçar aquilo que conquistamos. As nossas atitudes de sabedoria revelarão se aquilo que construímos irá se manter e essa sabedoria só adquirimos através de uma vida de obediência à palavra de Deus.