quinta-feira, 10 de março de 2022

O leproso que teve um coração grato

 Texto de referência: Lucas 17:11-19


A lepra era uma das enfermidades mais temidas dos tempos antigos. Isso acontecia porque, como ela era uma doença contagiosa, aquele que estivesse leproso teria que isolar-se de todas as pessoas, passando a viver em um local exclusivo para pessoas com esse tipo de enfermidade.

Quando Jesus iniciou o Seu ministério e a medida que Ele curava leprosos, quem tinha esse problema começou a procurá-lo para também receber a cura. É nesse contexto que em uma das viagens de Jesus ele encontra dez leprosos que ao virem-no, pediram de longe por compaixão por parte de Jesus.

Jesus de forma bastante inusitada, não lhes declara a cura, mas lhes ordena que eles fossem e se mostrassem ao sacerdote. Enquanto aqueles homens estavam indo, eles foram curados. Ao verem a cura, os demais seguiram o seu caminho, mas um deles voltou para agradecer a Jesus pelo milagre.

Dois detalhes chamam a atenção nessa história. O primeiro é o fato de que os leprosos agiram com fé, crendo na palavra de Jesus, mesmo sem verem o milagre. Afinal, Jesus não deu nenhuma palavra de cura, mas apenas ordenou que eles fossem até o sacerdote. Por terem crido n'Ele, mesmo sem terem ainda recebido o milagre, eles foram curados.

O segundo detalhe é que, apesar dos dez terem agido com fé, apenas um teve um coração grato. Ele foi ao encontro de Jesus e O adorou. Aquele homem que acabara de receber o milagre, também recebeu de Jesus a salvação.

Uma das funções dos milagres é nos aproximar de Jesus. Aquele homem entendeu isso e por isso não apenas recebeu cura, Ele recebeu uma vida nova, por fora, e também por dentro.


quarta-feira, 9 de março de 2022

Mordomos a serviço de Deus

 Texto de referência: Lucas 12:41-48


Um mordomo é alguém encarregado de servir as pessoas e administrar um determinado local. O mordomo também serve, mas ele também é responsável por delegar tarefas a certos funcionários.

Jesus em uma de suas parábolas apresentou o exemplo de um mordomo fiel e prudente a quem o seu senhor confiou alguns funcionários sob o seu cuidado, para que este os sustentasse. A recompensa desse mordomo seria receber todos os bens do seu senhor.

Ao mesmo tempo, apresentou uma situação onde esse mordomo não fez o que deveria, mas começou a espancar os funcionários e a viver de forma desregrada. O futuro desse mordomo seria o castigo.

Essa parábola foi proferida quando Pedro questionou a Jesus se as exortações sobre a vigilância até a consumação dos séculos (para nós seria a volta de Jesus nos dias de hoje) também se aplicaria a eles. Dessa forma, Jesus responde a Pedro que sim de uma maneira indireta.

Todos nós somos como mordomos na obra de Deus. Somos chamados a servir e administrar o Seu reino aqui na Terra. E semelhante a parábola, nós temos duas opções, ou fazemos a nossa função com fidelidade e prudência, ou vivemos desregradamente, abdicando do chamado d'Ele para nós.

O mordomo fiel e prudente recebeu todos os bens do seu senhor. Conhecermos a Deus plenamente será a nossa recompensa, se formos fiéis a Ele.

segunda-feira, 7 de março de 2022

A missão dos setenta discípulos

Texto de referência: Lucas 10:1-6


Além dos doze apóstolos, Jesus ainda designou setenta discípulos para ajudá-Lo em Seu ministério. As funções desses discípulos nos ensinam um pouco daquilo que o Senhor também espera de nós.

Primeiramente, Jesus ensinou que eles deveriam ir de dois em dois. Já dizia Salomão que é melhor serem dois do que um, porque se um cai tem o outro para ajudá-lo a levantar (Eclesiastes 4:9-12). Ir para as missões de dois em dois ajudaria para que eles não se sentissem desanimados.

Eles deveriam preceder Jesus nos lugares onde Ele deveria ir. A missão do discípulo é preparar o terreno do coração das pessoas para apresentar Jesus. Não vamos levar a nossa imagem, vamos apresentar Jesus às pessoas.

Eles seriam enviados como Cordeiros para o meio de lobos. Jesus não nos iludiu, mas advertiu que fazer a Sua obra é ingressar em terrenos perigosos, mas também nos garantiu que o inferno não pode prevalecer contra nós (Mateus 16:18).

Jesus também os aconselhou a não levarem bolsa, alforje, sandália e a não saudar ninguém pelo caminho. Enquanto discípulos devemos ser desprendidos dos bens materiais, dos pesos que só nos atrapalham a caminhar, devemos andar descalços como os servos faziam e não podemos nos distrair pelo caminho.

Por fim, o discípulo tem em si a autoridade da paz, ele carrega a paz de Deus consigo, e pode levá-la por onde ele for.

Apesar de todas as dificuldades, ser discípulo de Jesus é gratificante, pois ele leva aos perdidos a mensagem da salvação e aos aflitos uma mensagem de esperança.


sexta-feira, 4 de março de 2022

A figueira estéril

Texto de referência: Lucas 13:6-9


Em uma de suas muitas parábolas envolvendo elementos da natureza, em especial a botânica, Jesus abordou sobre uma figueira. Um certo agricultor plantou uma figueira em suas terras, e por três anos procurou frutos nela e não encontrou.

Ele então ordenou ao seu funcionário que cortasse aquela figueira pois estava ocupando inutilmente a terra, mas o funcionário pediu a ele que deixasse a figueira por mais algum tempo ali, pois ele iria tratar dela com adubos e podas. Então eles veriam, se a figueira mesmo assim não passasse a produzir, então poderia ser cortada.

A figueira, como qualquer árvore em geral, é um símbolo de produtividade. Aquela figueira representa a igreja do Senhor, que foi plantada por ele em seu campo. Como igreja, não fomos colocados nessa terra sem utilidade, mas para dar frutos para o reino de Deus.

Os nossos frutos representam as almas que se achegarão a Deus através da nossa pregação do Evangelho e também pelo nosso testemunho de vida. Quando não fazemos nenhum deles (o que o Senhor requer de nós é que façamos os dois), estamos como a figueira da parábola, ocupando inutilmente a terra.

E podemos a qualquer momento ser cortados. Mas assim como houve uma última oportunidade para a figueira, o Senhor pela sua misericórdia também tem nos concedido oportunidades para repensarmos o nosso papel enquanto igreja.

Na parábola, a figueira ganhou uma nova chance através da poda e dos adubos que seriam colocados nela. Semelhantemente, muitas vezes Deus permite que venham situações dolorosas como a poda para nos abrir o entendimento para o que Ele requer de nós. As dificuldades são o adubo que fará a nossa terra ser mais fértil e produtiva.

Deus é o melhor agricultor que podemos ter. Ele sabe o que nós, enquanto plantas, precisamos para crescer e frutificar. Se no momento estamos como a figueira estéril, hoje é a oportunidade para nos tornarmos a árvore frutífera que Ele nos criou para ser.

quinta-feira, 3 de março de 2022

O solo fértil

Mateus 13:23; Marcos 4:20; Lucas 8:15


No último texto meditamos sobre os solos inférteis mostrados na parábola do semeador. Hoje eu gostaria de abordar sobre o solo fértil. Ele é mostrado como o único lugar em que a semente caiu e produziu. A semente é a Palavra de Deus.

Conforme Lucas, o solo fértil corresponde às pessoas que, com um coração bom e reto, retém a Palavra. Isso significa que não basta ouvir, é preciso estar com um coração preparado para que a Palavra gere frutos. Além disso, é preciso reter a Palavra. Reter significa compreender, meditar, não apenas escutar.

Lucas ressalta que para essas pessoas, a Palavra dará frutos com perseverança. Aqui também temos uma revelação. Não se trata apenas de querer dar frutos, é preciso perseverar para que eles venham. Frutos não surgem da noite para o dia, mas são gerados com o trabalho do agricultor e do próprio solo, que internamente está trabalhando.

Os evangelistas Mateus e Marcos também destacam que é preciso ouvir e compreender a Palavra. Quando isso acontece, significa que a semente caiu em solo fértil e ela produzirá a trinta, a sessenta e a cem por um. Percebemos que, independente da quantidade que o solo produzir, ele já é fértil. Mas existem quantidades diferentes que essa produção pode ocorrer.

Algumas palavras produzirão mais frutos, outros menos. Como isso pode ocorrer se a semente é a mesma? É porque depende do solo em que ela irá cair, se mais ou menos fértil. Algumas pessoas recebem a mesma palavra, mas caminham de formas diferentes, algumas desenvolvem mais, outras nem tanto, porque algumas ousaram crer mais, outras não creram na mesma intensidade.

É preciso entender que a palavra frutifica de acordo com a nossa receptividade a ela. Deus anseia que a Palavra gere em nós muitos frutos, mas isso só será possível se houver em nós um solo fértil para isso. Que possamos cultivar o solo do nosso coração para que a Palavra de Deus encontre um solo que com produção máxima, a cem por um.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Os três solos inférteis

 Texto de referência: Lucas 4:8-15


A parábola do semeador é muito conhecida pelas pessoas, mas acredito que ainda que possamos lê-la centenas de vezes, sempre teremos algo novo a aprender com ela. Essa parábola é apresentada em três versões. Hoje eu gostaria de meditar acerca da versão dada pelo evangelista Lucas acerca das três sementes que caíram em solos inférteis.

Resumindo rapidamente, são três sementes e cada uma cai em um tipo de solo, tendo um fim específico.

A primeira semente caiu à beira do caminho e foi pisada, então as aves do céu a comeram. Jesus disse que essa semente refere-se às pessoas que ouvem a Palavra, mas que o diabo a tira do coração para que o ouvinte não creia e seja salvo. Percebe-se que não basta apenas ouvir, é preciso crer para ser salvo, mas o diabo sabe que ouvir é o primeiro passo. Então na sua astúcia, ele tira essa palavra do coração das pessoas através da incredulidade, fazendo com que a pessoa ouça, mas não creia e assim a palavra se torne infrutífera.

A segunda semente caiu entre pedras, mas secou por falta de umidade. A explicação dessa parte é que se refere àqueles que ouvem a palavra, recebem com alegria e chegam a crer, logo, prosseguem mais do que os primeiros da beira do caminho, mas logo desistem da Palavra quando vêm as provações e dificuldades.

A terceira semente caiu entre espinhos, vindo a ser sufocada por eles. Jesus disse que essa semente refere-se às pessoas que ouviram a palavra mas com o passar do tempo foram sufocadas pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida e assim não chegam a amadurecer os seus frutos. Semelhante à segunda semente, essas pessoas chegam a desenvolver a Palavra em si, mas não conseguem prosseguir com ela.

Se formos analisar a segunda e terceira sementes, percebemos que tanto as dificuldades quanto as facilidades da vida roubam a Palavra de nós. Enquanto muitos se desviam por não suportarem as dificuldades, outros se desviam por se envolverem demais com as facilidades.

Que a Palavra de Jesus não encontre em nós nenhum desses solos inférteis.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Amor que brota do perdão: a história da pecadora que ungiu os pés de Jesus

 Texto de referência: Lucas 7:36-50


A palavra de Deus está repleta de histórias bíblicas sobre mulheres. Em um desses episódios, Jesus estava em um jantar na casa de um fariseu quando chegou uma mulher pecadora. A Bíblia não relata o nome dessa mulher e que tipo de pecado ela praticava, mas sabe-se que era algo conhecido por muitos do lugar.

A mulher veio por trás de Jesus, ungiu os seus pés com unguento (óleo), e chorava derramando lágrimas em seus pés. A seguir, ela enxugava os pés de Jesus com seus cabelos e beijava-os. Esses gestos foram feitos repetidas vezes, gerando o incômodo de todos ao redor. Mas Jesus justificou o ato excêntrico da mulher como um gesto de amor. Para demonstrar isso, ele usou uma parábola na qual um homem que tinha dois devedores que lhe devia quantias de diferentes valores e perdoava a ambos, e explicou que o amaria mais aquele que tinha uma dívida maior, pois esta havia sido perdoada.

A explicação de Jesus foi de que, quanto mais somos perdoados, mais amamos aquele que nos perdoou. Por isso a atitude da mulher era um gesto de amor, pois ela era rotulada como pecadora perante toda a comunidade, e de fato, havia cometido pecados, mas encontrou em Jesus uma fonte de amor e perdão. Talvez pela primeira vez alguém olhava para ela sem olhar de julgamento, mas de acolhimento.

Enquanto as pessoas ao redor continuavam a julgá-la, agora pela sua atitude com Jesus, Ele a amava, pois sabia que dentro dela também havia amor por Ele. E esse amor estava fazendo com que ela se arrependesse e abandonasse os seus pecados.

Aquela mulher é exemplo para nós de arrependimento e gratidão. O fariseu achava-se justo demais, enquanto a mulher reconhecia tão veementemente o seu pecado, que se derramou aos pés de Jesus. Ela recebeu perdão e salvação e soube agradecer a Jesus por essas dádivas.