sábado, 30 de outubro de 2021

Não terceirize a criação dos seus filhos


Gerar filhos é uma das etapas mais importantes da nossa vida. Na verdade, o gerar é algo mágico, pois um filho nada mais é do que o fruto gerado pela união profunda entre duas pessoas. E por isso, o ato sexual é tão importante e deve ser feito com amor, pois esse ato pode resultar em uma nova vida.

Mas se o gerar filhos é algo mágico, criar os filhos é algo trabalhoso. Apesar de saírem de dentro de nós mulheres, os filhos têm vida própria e se quando crianças querem estar colados nos pais, a partir da juventude eles querem voar. Enquanto estão sob as nossas vistas, temos algum controle, mas após serem adultos, eles mesmos escolhem os seus próprios caminhos.

E é nessa etapa que muitos pais têm sofrido. Provérbios 17:21 diz que o filho insensato entristece os seus pais. Criamos os nossos filhos para vê-los brilhar, e quando eles escolhem caminhos tortuosos, o nosso coração sofre.

Mas Provérbios 22:6;15 também nos exorta a ensinar os nossos filhos (enquanto crianças) a andar nos caminhos do Senhor e a castigá-los para que aprendam a sabedoria. Perceba que a orientação é para fazer isso enquanto são crianças pois é essa fase que determinará toda a vida adulta deles. 

O problema é que a nossa geração não têm cuidado das suas crianças. Estamos nos preocupando com o trabalho, com os estudos, com as redes sociais, com a decoração do lar, e estamos deixando de lado os nossos filhos, permitindo que eles sejam criados pela televisão, pelo celular ou pela rua.

E aí quando crescem, vêm a insensatez, que tanto gera desgosto. Não dá para terceirizar a criação dos nossos filhos. Essa responsabilidade é nossa, é nosso dever enquanto pais de assumi-la.


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

O valor de uma vida

Textos de referência: Marcos 4:35; 5:1-5; 18-20


O amor de Deus por nós é algo inexplicável. Ele nos ama, mesmo sem merecermos. E por que Ele nos ama, Ele deu seu único Filho para morrer por nós. Ainda que só existisse um ser humano nesta Terra, Jesus morreria, pois para Deus cada vida vale a pena.

Existe um texto que nos faz refletir bastante acerca desse tema, é a história do endemoninhado gadareno. Esse homem estava possuído por uma legião de demônios e vivia atormentado. Um certo dia, Jesus deixou uma multidão e saiu de barco com seus discípulos, chamando-os para irem à outra margem. 

No meio do caminho eles enfrentam uma grande tempestade, mas ao chegarem até a outra margem, no território de Gadara, encontram esse homem possesso, gritando e totalmente nu. Jesus então o liberta, e ele pede a Jesus para ir com Ele, mas Jesus não permite, dizendo que agora a sua missão era pregar em toda aquela região aquilo que Deus havia feito por ele.

Jesus então volta de barco para o lugar de onde Ele havia partido. Jesus havia ido até aquele território apenas porque ali havia um homem que precisava d'Ele. Mas a história daquele homem daria muitos frutos para o reino de Deus, pois através dele outras vidas poderiam conhecer o poder de Deus.

Cada vida para Deus importa. Cada alma é amada por Deus e por isso há festa no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15:10), porque uma alma vale mais do que o mundo inteiro (Mateus 16:26). Muitas vezes ficamos desanimados quando há uma pequena quantidade de pessoas em um culto, por exemplo, mas se naquele lugar uma vida for transformada, já valerá tudo o que foi feito ali.

Jesus foi até Gadara em busca de uma vida. E essa vida provavelmente gerou outras vidas para o reino de Deus. Jesus faz o mesmo por nós. Ele sai ao nosso encontro nos lugares mais remotos, para nos resgatar, porque a nossa vida vale muito para Ele. Ele não quer perder nenhuma vida, a começar de nós. Deus nos ama, a nossa vida tem valor diante d'Ele.


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Com qual visão temos enxergado o templo do Senhor?

Texto de referência: Jeremias 7:1-15


A casa de Deus é um lugar maravilhoso, um alicerce na vida do cristão. A casa de Deus é a nossa referência como cristãos, um ponto de encontro nosso com Deus e também de comunhão com os irmãos. Deixar de congregar é errado (Hebreus 10:25). 

Mas se por um lado, o templo é um lugar de aproximação com Deus, por outro lado existe um outro aspecto que camufla o verdadeiro sentido do templo do Senhor: está em usarmos a casa de Deus como uma espécie de amuleto, achando que estamos blindados apenas pelo fato de estarmos ali.

Houve um tempo em Israel que o povo começou a agir assim, mas logo o Senhor tratou de alertá-los sobre o perigo dessa atitude. Acontece que o povo estava cometendo graves pecados, como roubos, homicídios, adultérios e idolatrias, mas mesmo assim continuavam a frequentar o templo e enganavam a si mesmos dizendo que estavam salvos, apenas por estarem ali.

Através do profeta Jeremias o Senhor mostrou-lhes que na época do profeta Eli as pessoas também estavam agindo assim, e o castigo dado a eles foi a Arca do Senhor ter sido levada pelos inimigos e o tabernáculo de Siló ter sido abandonado por Deus (1 Samuel 4:11).

Apesar de ter sido escrito há tantos anos, esse texto serve para nós como um alerta acerca de fatos semelhantes a esses que também têm ocorrido nos nossos tempos. Como o povo de Israel, também temos por vezes nos apegado à casa de Deus como um lugar onde acreditamos estar blindados, não importando de qual forma temos chegado até lá.

O que Deus quer nos ensinar é que não podemos de forma alguma acreditar que o templo do Senhor nos protege, na verdade, o que nos livra do mal é o Senhor, e Ele está em qualquer lugar. Isso não é um desincentivo a estar na casa de Deus, até porque o Senhor se agrada em estarmos neste lugar. Mas o que ele requer de nós é a obediência, e ela independe do local que frequentamos. A nossa vida na igreja é a extensão da nossa vida fora dela. Dessa forma, importa que o nosso coração seja o mesmo, dentro ou fora do templo do Senhor. Mas se há divergências com relação a isso, o simples fato de estarmos no templo não agradará ao Senhor. O que nos acalma é sabermos que o Senhor é misericordioso, e sempre disposto a nos perdoar. Se até hoje temos agido assim, os seus braços estão abertos para nos acolher e nos dar uma nova chance. O templo do Senhor é lugar de adoração, e ela só acontecerá de fato, se o nosso coração estiver puro na presença do Senhor.


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

As três dimensões do amor

 Texto de referência: Mateus 22:36-40


Deus é amor e quando falamos em amor não podemos pensar em algo diferente de Deus pois Ele é a expressão do verdadeiro amor, que não espera ser amado para amar, que é real, que é sincero, que é doador. Esse é o amor de Deus, incondicional e perfeito. 

Mas Jesus também ensina que nós devemos amar, e sabemos que o nosso amor não é como o de Deus, todavia, Ele nos ensina três dimensões do amor, que envolvem a própria pessoa de Deus, o nosso próximo e a nós mesmos. Jesus ainda nos afirma que desse amor dependem toda a Lei e os profetas, isto é, cumprimos todos os mandamentos de Deus quando praticamos o amor nestas três dimensões.

A primeira dimensão do amor é para Deus. A Ele, o nosso amor deve ser com toda a profundidade do nosso ser, pois deve envolver coração, alma e entendimento. Amar a Deus deve ser uma atitude que começa dentro de nós e flui para as nossas atitudes. Não é um amor irracional, mas cheio de atitudes sinceras e verdadeiras, onde nós reconhecemos a Quem amamos (a Deus) e porque O amamos.

A segunda dimensão é o amor ao próximo. Nesse sentido, o Senhor nos mostra que ama o próximo quem dá a vida por ele, isto é, um amor que gere algum esforço da nossa parte. Também não pode ser apenas de palavras, tem que ser demonstrado com atitudes (1 João 3:16-18).

A terceira dimensão é o amor a nós mesmos. A maneira como nos amamos deve ser a mesma com a qual amamos o outro. Ter amor próprio não significa desprezar o outro para enaltecer a si mesmo, pois o nosso amor próprio deve ser na mesma dimensão do nosso amor pelos outros. Amar a si mesmo significa cuidar de si mesmo, tratar bem a si mesmo, querer bem a si mesmo, sem que isso prejudique o outro.

Essas três dimensões vivem em equilíbrio. Nenhuma sobrepõe a outra, pois cada uma tem um objeto específico. Quem ama a Deus acima de tudo certamente amará o seu próximo e também a si mesmo.


sábado, 23 de outubro de 2021

Deus quer te levar do ambiente de escassez para a abundância

 Texto de referência: Lucas 5:1-7


Onde Jesus está, o ambiente se transforma. Se há enfermidade, Jesus traz cura. Se há tristeza, Jesus traz alegria. Se há perturbação, Jesus traz paz. Se há escassez, Jesus traz abundância.

É nesse ambiente de escassez que se passa a primeira parte da história de hoje. Pedro, um simples pescador, sai junto com seus amigos, em uma noite comum para pescar. Mas naquela noite, não encontra nada. A pesca era o seu trabalho, o seu sustento vinha daquela profissão e não pescar nenhum peixe certamente não era um bom sinal.

Quando a noite acaba e o dia surge, Pedro e seus amigos desistem da pesca. Voltam para a praia, descem do barco e começam a lavar as redes. Quando de repente surge alguém lhe pedindo o seu barco. Era Jesus, que queria o barco para subir nele, a fim de obter maior visibilidade para pregar ao povo. 

Provavelmente Pedro estava bastante cansado, mas mesmo assim empresta seu barco a Jesus e permanece ali, ouvindo suas sábias palavras. Após Jesus ter ensinado a todos que ali estavam, Ele se dirige a Pedro, e o orienta a jogar as redes em um lugar mais fundo, para pescar. Pedro era um pescador experiente, ele sabia que não tinha peixes naquele mar pois ele havia acabado de passar a noite toda tentando.

Mas a Palavra que Jesus deu às multidões havia sido plantada também no coração de Pedro, e começava a dar os primeiros frutos. Confiando no que Jesus lhe disse, Pedro lançou suas redes e apanhou tantos peixes que sozinho não conseguiu pegar. Teve que chamar os seus companheiros para ajudá-lo. Apenas o seu barco não foi suficiente para colocar os peixes, então ele encheu também o barco dos seus amigos.

Naquele dia, aquele ambiente de escassez foi transformado em um ambiente de abundância. Essa é a realidade que Jesus quer trazer para nós. Ele quer nos tirar de um lugar de doença, tristeza, perturbação e escassez para nos colocar em um lugar de cura, alegria, paz e abundância. Mas para isso, precisamos dar ouvidos à sua Palavra e fazer conforme Ele nos ordena.

Além disso, Pedro se dispôs a emprestar o seu barco para Jesus. Ninguém que ajuda Jesus a expandir o Evangelho ficará sem recompensa.

Mais uma coisa: quando a abundância chegar, vai ser tão grande que vai transbordar e atingir aqueles que também caminham conosco. A pesca maravilhosa não se findou naquele dia, ela continua acontecendo, na vida de todos os Pedro's que se dispuserem a crer.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Não deixe de dar frutos, mesmo que você esteja no exílio

 Texto de referência: Jeremias 29:4-10


O exílio de Israel aconteceu no ano 586 a.C. durante o reinado do rei Joaquim, quando o povo de Judá foi levado para a Babilônia. Essa retirada do povo não ocorreu de forma única, mas foi acontecendo aos poucos, até que a quase totalidade dos judeus foi exilada.

Durante o período de exílio, muitos falsos profetas surgiram, enganando o povo, dizendo-lhes que o Senhor os tiraria rapidamente daquela situação. Mas a verdade dita pelo Senhor era de que aquele exílio duraria por muitos anos, mais precisamente por setenta anos.

Essa revelação era tão dura que não parecia ter vindo do Senhor, mas vinha. A perversidade e idolatria daquele povo eram muito grandes e eles precisavam ser tratados por Deus. Ele então alertou o povo através do profeta Jeremias que ali no exílio aquele povo deveria se esforçar para viverem a vida, afinal, o período exílico seria longo.

Diante disso, eles deveriam construir casas, plantar terras, casar, ter filhos e buscar viver em paz no lugar para onde eles foram mandados. O Senhor ainda reforça que Ele só queria o bem de todos eles, e que se eles cressem, no final daria tudo certo.

O que o Senhor queria dizer àquele povo era que a vida deles não podia parar pelo fato deles estarem exilados. Era preciso continuar a viver. Muitas pessoas têm vivido no exílio, mesmo estando em seu ambiente geográfico cotidiano. O exílio indica lugar de desconforto, fora da nossa situação normal.

Assim como o povo de Judá, o Senhor nos chama a viver, mesmo estando fora da nossa zona de conforto. É preciso frutificar para o reino d'Ele, é preciso fazer o bem, precisamos glorificar o nome de Jesus não importa onde e em qual situação estamos. A pandemia de Covid-19 não foi capaz de parar aqueles que estavam dispostos a viver, pelo contrário, muitos alcançaram lugares ainda mais altos e utilizaram do período pandêmico para crescer.

Deus está conosco em qualquer lugar que estivermos. A Sua presença nos capacita a fazer qualquer coisa, ainda que o ambiente nos seja desfavorável. O exílio não pode ser desculpa para pararmos. Prosseguir é a palavra de hoje.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Acabou o período de dominação: a história de Calebe

 Texto de referência: Josué 15:13-14


Calebe foi um dos doze espias que foram até a terra prometida para conhecer o território. Dentre esses doze homens, apenas ele e Josué trouxeram palavras animadoras ao povo de Israel. Os demais amedrontaram o povo, dizendo que naquele território haviam homens fortes e que eles não conseguiriam vencê-los. O povo se desesperou e por causa disso, tiveram que vagar quarenta anos pelo deserto. Mas após esse período, o povo começou a receber as terras por herança.

E foi nesse contexto que Calebe herdou um território chamado Hebrom. Mas antes de se chamar Hebrom, esse território se chamava Quiriate-Arba, pois ele era ocupado pelos descendentes de Arba. O seu filho Anaque fazia parte de alguns gigantes que ainda existiam na terra e por isso eram pessoas muito temidas, devido ao seu porte físico superior aos demais. Anaque tinha três filhos. Aquele território era dominado por essa família e essa dominação parecia estar longe do fim.

Mas Calebe não temeu essa condição. Calebe tinha uma força muito grande, pois ele afirmou a Josué que o seu vigor aos oitenta e cinco anos era o mesmo de quando Deus lhe deu a promessa, aos quarenta anos. Calebe também tinha fé, pois ele não se intimidou com o fato de que a terra era habitada por gigantes. Ele apenas creu que, se Deus havia lhe dado aquela terra, não importava quem estava habitando ali, a terra seria dele e tudo estava resolvido.

Através da força e fé de Calebe, os três filhos de Anaque foram expulsos daquele território. E aquele lugar que tinha o nome do seu antigo dono agora passa a se chamar Hebrom. Mas Calebe não se contentou apenas com Hebrom, vindo a adquirir também a cidade de Quiriate-Sefer (Josué 15:15-17).

A descendência de Arba significa a dominação que muitas vezes o inimigo exerce sobre as pessoas. Durante anos, muitos têm vivido debaixo da dominação e da escravidão do inimigo, amedrontados diante de gigantes. Mas quando Deus nos enche de força e fé, como fez com Calebe, esses gigantes se tornam como um nada, e o território de dominação tem que acabar.

Nós somos livres, vivemos para sermos livres e não podemos permitir que o inimigo exerça qualquer tipo de dominação sobre nós. Hoje o Senhor nos convida a desapossar os filhos de Anaque do seu território e tomar posse da terra que Ele nos deu. Uma nova terra, com um novo nome. Uma nova vida, sem temer os gigantes.