sexta-feira, 16 de abril de 2021

As três etapas na vida de Moisés

Texto-base: Atos 7:20-36


Se fôssemos descrever Moisés teríamos sem dúvida muitos adjetivos positivos. Se a tarefa consistir em se lembrar de momentos da sua vida descritos na Bíblia, teríamos muitos momentos para exemplificar.

Na verdade, a história de Moisés pode ser dividida em três etapas, as quais são abordadas a seguir. Quando estudamos a vida desse profeta, percebemos que a cada quarenta anos a vida de Moisés sofreu uma reviravolta.

Tudo começa a partir do nascimento de Moisés até os seus quarenta anos de vida. A partir de algum momento de sua infância, Moisés passa a morar no palácio de Faraó. Ali foi criado como filho adotivo da filha de Faraó, tendo direito a todas as regalias reais, mas sempre sendo confrontado com o fato de ser filho biológico dos escravos hebreus. Aos quarenta anos e agindo de forma impulsiva, Moisés mata um egípcio e após ser perseguido por Faraó, foge para o deserto. A partir de então, começa uma nova etapa na vida de Moisés.

Vivendo no deserto entre os quarenta aos oitenta anos, Moisés se torna pastor de ovelhas. Ali ele aprende a cuidar desses animais e deixa seu estilo impulsivo para ser considerado o homem mais manso de toda a terra (Números 12:3). Na verdade, aquele era um período de experiência do que ele faria na próxima etapa de sua vida, que era pastorear o povo de Deus.

A partir dos seus oitenta anos, após voltar ao Egito e libertar o povo da escravidão, Moisés conduz o povo de Deus, extremamente rebelde, diga-se de passagem, pelo deserto. Ali ele vivencia o cuidado diário de Deus com o seu povo, tem experiências incríveis com o Senhor e é descrito como o homem que conversava com Deus face a face (Números 33:11). Após quarenta anos dessa última etapa, isto é, aos cento e vinte anos, Moisés morre.

Todas as etapas da vida de Moisés foram se encaixando até chegar à próxima. Ele foi sendo transformado aos poucos e tudo o que lhe aconteceu, seja pela vontade ou permissão de Deus, contribuiu para aquele homem ser tudo o que ele foi. Em nossa vida também não é diferente. As etapas pelas quais passamos não são  fragmentos separados, elas são parte do quebra-cabeça da vida e cada uma delas é essencial à nossa formação. Se bem aproveitadas por nós, elas trarão a maturidade necessária para vivenciarmos com sucesso a nossa vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os perigos do orgulho ministerial

Texto de referência: João 3:26-30


João Batista foi um homem fantástico, não apenas pela nossa visão humana, mas foi o próprio Jesus quem exaltou as suas características.

João era um homem desprendido. Vivendo no deserto, vestindo roupas de peles de animais e comendo mel silvestre e gafanhotos, ele não tinha medo de denunciar o pecado, até mesmo do próprio rei. Essa sua ousadia, inclusive, lhe custou a vida.

Com toda a sua humildade, João recebeu a honra de ser o precursor do Messias. Foi ele quem dizia acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Jesus ainda não havia se manifestado publicamente, e João já entendia toda a Sua missão, tamanha a comunhão daquele homem com o Espírito de Deus.

Mas o ministério de João já estava cumprido. Agora, era a hora de Cristo se manifestar. Os discípulos de João, entretanto, não entendiam porquê as pessoas estavam indo rapidamente atrás de Jesus e deixando João de lado. Mas ele entendia perfeitamente, afinal, esse era o curso exato das coisas. João atraía as pessoas, falava de Cristo e essas iam até Ele. Ele sabia que o objetivo do seu ministério era elevar o nome de Cristo, e não o seu próprio.

Segundo João, tudo o que recebemos vem do céu, e se não damos glória a Deus, estamos negligenciando o favor de Deus em nos presentear com Seus dons.

O problema é que muitos cristãos não têm entendido isso. Muitos ministérios têm sido criados e se expandido de forma surpreendente. Quando isso ocorre, os líderes começam a exaltar o homem, ao invés de Deus. Temendo perderem os seus fiéis, muitos não denunciam mais o pecado. Se deslumbram com a glória dos aplausos e das plateias e não exaltam a glória e o poder de Deus quando acontecem os milagres.

O orgulho ministerial ocorre quando usurpamos o lugar da glória de Deus, trazendo a glória para o nosso ministério. João não se rendeu a isso. Ele sabia da sua real missão: pregar a Cristo e exaltar somente a Ele. O fim da soberba é a queda (Provérbios 16:18). Os perigos de nos deixarmos tomar pelo orgulho são iminentes. Deus jamais dividirá Sua glória com o homem.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

A mulher virtuosa

 Texto de referência: Provérbios 31:10-31


Ser mulher é uma missão linda, mas também desafiadora. Quando nasce uma mulher, nascem multipapéis e multifunções. Uma só pessoa carrega em si uma infinidade de tarefas e responsabilidades. Ser mulher é ser mãe, esposa, profissional, mas é também ser humano. O livro de Provérbios é o manual da sabedoria. Com seus diversos conselhos, ele nos ensina acerca de muitas situações. E esse livro tão importante termina falando sobre qual assunto? Sobre a mulher.

São vinte e um versículos que exaltam uma mulher que o autor denomina como virtuosa. Vejamos quais características têm essa mulher:

A mulher virtuosa cuida do seu marido: É alguém que busca apenas lhe fazer bem, e essa atitude é buscada diariamente. O marido dessa mulher confia nela e ele é estimado entre pessoas nobres.

É uma mulher ativa: a mulher virtuosa não se rende à preguiça. Cuida com diligência das tarefas do seu lar, a fim de que nada falte.

É empreendedora: trabalha, ganha e age com inteligência na condução dos seus negócios. Com sabedoria, ela multiplica aquilo que ela possui.

É forte: se veste de força diariamente e está sempre atenta para que não venha a desfalecer nos dias maus.

É generosa: a mulher virtuosa está sempre atenta às necessidades alheias, buscando sempre ajudar aqueles que estão precisando.

Cuida dos seus: é a mulher quem veste todos da casa, para que não sintam frio nos dias de neve. Ela está atenta às necessidades de todos em sua casa, e transmite a sua força também a eles.

Cuida de si mesma: a mulher virtuosa faz para si cobertas, procurando atitudes que lhe tragam proteção. Veste-se de força, tomando atitudes que lhe fortaleçam e veste-se de linho fino e púrpura, embelezando a si mesma com atitudes interiores. Não se enche de preocupações e ansiedades, pois ela confia no Senhor.

É reconhecida por todos: as atitudes dessa mulher são tão admiráveis que não tem como passarem desapercebidas. O seu marido e seus filhos reconhecem o seu valor e a sociedade a louva pelas suas atitudes.

Esse texto não está escrito como uma utopia, mas como um exemplo daquilo que Deus espera de nós enquanto mulheres. O segredo da mulher virtuosa está escrito ao final desse texto, ela é uma mulher que teme ao Senhor. O temor do Senhor nos fará sermos como essa mulher, que não é perfeita, pois ninguém é, mas que é o retrato do que cada uma de nós temos a capacidade de ser.

domingo, 11 de abril de 2021

José: o homem que prosperou na terra da aflição

 Texto-base: Gênesis 41:52


Enquanto vivermos na terra, estaremos sujeitos a enfrentar aflições. Mas passar por aflições não significa viver em sofrimento constante. Teve um homem na Bíblia que conseguiu prosperar mesmo em meio a sua aflição: seu nome era José.

José foi vendido como escravo pelos próprios irmãos. Após começar a se recuperar, trabalhando na casa do oficial de Faraó - Potifar, José é novamente vítima de uma injustiça e acaba sendo preso. Após passar anos na prisão, José tem a oportunidade de interpretar os sonhos do rei Faraó, sendo então nomeado o governador do Egito, a segunda maior posição do império egípcio.

José se casa com a filha de Faraó e dá a um de seus filhos o nome de Efraim, se lembrando que Deus o fez próspero na terra de sua aflição.

José foi ao Egito para viver como um escravo, mas nesse lugar de sofrimento, ele cresce, amadurece e prospera. A cilada que lhe armaram para destruir sua vida foi a estratégia usada por Deus para livrar sua descendência da fome e fazer José ser exaltado, após sofrer muitas humilhações.

A Bíblia nos dá outros exemplos de pessoas que, como José, conseguiram vencer apesar de estarem vivendo em terras de aflição. Daniel, que foi levado como cativo de Judá para a Babilônia e se tornou governador da província e Ester, que foi levada ao palácio do rei Assuero como uma simples moça pobre, e acabou se tornando a rainha do império Persa.

Todos eles exaltaram o nome do Senhor em suas vidas e antes de serem exaltados, se deixaram ser guiados pela humildade. A história de José nos mostra que a terra da aflição pode ser uma ponte para a nossa prosperidade. É nos momentos de dificuldade que temos a oportunidade de crescer, de conhecermos a nós mesmos e de estarmos mais perto de Deus. E são fatores como esses que nos fazem prosperar, em todos os sentidos, não apenas materialmente.

José teve a oportunidade de prosperar na terra da sua aflição, e quanto a nós, será que temos enxergado as dificuldades pelas quais passamos como oportunidades para prosperarmos?

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Lições bíblicas que extraímos do comportamento dos animais

 Texto-base: Provérbios 30:24-28


A natureza é sábia, não precisamos ser cristãos para reconhecer isso. Mas, enquanto cristãos, entendemos que a sabedoria existente por trás da natureza advém do seu criador, Deus, que é a própria sabedoria. Sintetizando, a natureza é sábia porque o seu criador é sábio.

A Bíblia nos fornece muitos exemplos de como aprender com a natureza. No texto de hoje, quero ressaltar como podemos aprender com a vida dos animais. O livro de Provérbios nos fala sobre quatro animais que nos ensinam com seu modo de vida, a saber: as formigas, os arganazes , os gafanhotos e as lagartixas. 

As formigas, apesar de serem animais sem força alguma, não passam fome, pois no verão, apanhando folha por folha, conseguem estocar toda a comida que utilizarão no inverno. Qual o segredo delas? Elas não tem preguiça e são pacientes.

Os arganazes (uma espécie de roedor, semelhante a esquilos), não tem poder algum, entretanto fazem suas casas nas rochas, pois sabem que ali estarão protegidos dos seus predadores e de outros perigos.

Os gafanhotos não têm rei para articular estratégias, todavia, eles andam sempre em bandos, pois sabem que sozinhos eles serão fracos, mas unidos eles podem ser imbatíveis.

As lagartixas, apesar de serem animais tão pequenos, vivem nos palácios dos reis. Qual o segredo delas? Andam sempre nos lugares altos e assim, são difíceis de serem capturadas.

Todos esses animais vencem suas dificuldades, apesar de terem seus pontos fracos. Eles nos ensinam que a despeito de qualquer dificuldade em nossa formação, podemos vencer. Eles nos ensinam a sermos ativos, espertos, pacientes e sábios. Com eles aprendemos que viver sozinhos e isolados não é uma boa estratégia de guerra e que para desfrutar do melhor desta terra, precisamos andar em lugares altos.

A natureza tem muito o que nos ensinar. Para aqueles que desejam viver em Deus, há sempre algo a aprender, ainda que seja com as coisas mais simples e naturais da vida.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

José: o funcionário que todo chefe gostaria de ter

 


Texto-base: Gênesis 39:3-6; 21-23


A história de José é até difícil de ler algumas vezes, devido ao fato dele ter sido tão injustiçado e maltratado no decorrer de sua vida. Entretanto, mesmo diante de tanto sofrimento, José se destacava por onde passava. 

Após ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos, José vai para a casa de Potifar, o oficial de Faraó. Mesmo na condição de escravo, José prosperou. Ao ver esse fato tão impressionante, afinal pensar em um escravo próspero é algo bastante incomum, Potifar tenta descobrir o motivo da prosperidade de José, e entende que isso vinha pelo fato de José servir a Deus.

E assim José foi promovido a mordomo de Potifar. Ele tomava conta de tudo na casa de Potifar e este não se preocupava com nada. Não apenas José era abençoado, mas por amor a José, o Senhor prosperou também os negócios de Potifar.

Entretanto, novamente José foi injustiçado e acabou indo parar na prisão. Mas ali na prisão, José foi visto com benignidade pelo carcereiro, que lhe confiou todos os presos que estavam sob sua responsabilidade. E na prisão José cumpria com fidelidade todas as suas obrigações, de tal forma que o carcereiro não tinha que se preocupar com nada no cárcere.

Anos depois, ao interpretar o sonho de Faraó, e lhe dar conselhos sobre como administrar o Egito nos tempos de fartura e fome que viriam sobre a terra, José é elevado a governador do Egito, cargo que alcançou por ter sido considerado por Faraó como um homem ajuizado, sábio e em quem havia o Espírito de Deus.

Nos três lugares por onde José passou ele prosperou. Em todos eles, a mão do senhor estava sobre ele. E em todos os lugares, José se comportava como um homem de confiança diante dos seus superiores, fazendo com que estes deixassem tudo em suas mãos.

O fato dos seus superiores saberem que José servia a Deus, demonstrava que a devoção dele a Deus era visível. José demonstrava publicamente o seu amor por Deus, que lhe recompensava, dando-lhe prosperidade. Ainda, José sempre agia com fidelidade diante das suas responsabilidades, fazendo com que seus superiores não tivessem que se preocupar com nada que eles confiavam nas mãos dele.

Por fim, a presença do Espírito Santo na vida de José lhe dava a direção necessária nas suas atribuições, fazendo dele um homem sábio.

Honrar a Deus, ser fiel às suas responsabilidades e ser cheio do Espírito, essas características fizeram de José um funcionário respeitado e próspero por onde quer que ele andasse. 

A história de José não pode nos servir apenas como uma história a ser lida, mas deve nos servir de exemplo sobre como devemos nos comportar enquanto trabalhadores nesta terra, sujeitos a chefias e a responsabilidades. O Senhor deseja encontrar homens como José em nossa geração.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Tire os olhos dos problemas e comece a louvar

 Texto-base: Gênesis 29:30-35


O patriarca Jacó teve uma família com muitos problemas. Por ter sido enganado pelo seu sogro Labão, Jacó teve que se casar a contragosto com Lia. Na verdade, ele amava a irmã dela, Raquel, com quem se casou depois.

Lia então viveu uma vida toda desprezada. Ela competia o tempo todo com sua irmã pelo amor do seu marido, mas sem sucesso.

Por ser desprezada, o Senhor deu a Lia a fecundidade. Ela começou a gerar filhos para Jacó, enquanto Raquel era estéril. Lia teve três filhos, Rúben, Simeão e Levi. Em todos estes três filhos, Lia deu a eles nomes que remetiam ao desejo dela de que Jacó a amasse. Na verdade, a cada filho que Lia gerava, ela aumentava a esperança de ser desejada pelo esposo.

Mas após ela ter dado três filhos a Jacó e perceber que continuava sendo desprezada como esposa, Lia tem um quarto filho, chamado por ela de Judá, que significa "Louvado", remetendo ao louvor ao Senhor. No nascimento de Judá, Lia então declara que agora ela louvaria ao Senhor. Lia estava tão obcecada pelo amor de Jacó que ela estava vivendo em função disso. Três filhos foram gerados na esperança desse amor. Mas o nascimento de Judá representou na vida de Lia um passo rumo à sua maturidade espiritual, onde ela parou de olhar para o seu problema e passou a adorar ao Senhor.

A história de Lia representa o que acontece muitas vezes conosco. Diante de determinadas dificuldades, nos tornamos tão obcecados em resolver aquela situação que nos esquecemos de louvar ao Senhor. Só nos importa ficar livres dos problemas e nessa ânsia não adoramos mais Àquele que é por si só suficiente para nos dar a vitória. E assim nos esquecemos de que, enquanto louvamos ao Senhor, Ele está cuidando das nossas causas. Ainda, o ato de louvá-Lo demonstra fé e gratidão da nossa parte.

As muitas opressões pelas quais passamos nos fazem clamarmos ao Senhor por socorro. Mas mesmo diante delas, o nosso egocentrismo muitas vezes nos impede de louvarmos ao Senhor e reconhecermos a Sua grandeza (Jó 35:9-11). 

O Senhor é digno do nosso louvor. Apesar de não precisar dele para ser grande, Deus se agrada quando O exaltamos. Que venhamos a louvá-Lo em todo o tempo, seja na aflição ou na bonança.