segunda-feira, 19 de abril de 2021

O segredo do maná

 Texto de referência: Êxodo 16:14:36


Maná foi o nome do alimento o qual o povo de Deus comeu no deserto durante os quarenta anos em que peregrinaram até chegarem à terra prometida. Ele tinha uma espessura fina, lembrava a semente de coentro, tinha sabor de bolo de mel e podia ser preparado cozido ou assado.

O maná era enviado literalmente do céu, pois ele caía diariamente do céu após o orvalho da manhã. Todos os israelitas colhiam o maná em porções específicas para cada família. Diariamente o maná era colhido, conforme a necessidade de cada um, exceto na sexta-feira quando ele caía em dobro, pois no sábado ele não cairia e o povo não poderia colhê-lo.

Se alguém guardasse o maná para o dia seguinte, ele se deteriorava e perdia, exceto o maná da sexta-feira, que poderia ser guardado para o dia seguinte que não perdia. O próprio Deus explicou que o segredo do maná cair diariamente, com a porção apenas para aquele dia, era com a finalidade de provar o povo de Israel quanto à dependência do Senhor.

O maná cessou de cair do céu quando os israelitas começaram a comer os frutos da terra que estavam para possuir. No dia seguinte a este, o maná parou de cair, pois ele não era mais necessário, haja vista os israelitas terem outras opções de alimentos.

Toda essa história se passou na antiga aliança. No Novo Testamento, Jesus declarou aos seus seguidores que Ele era o verdadeiro pão do céu. O maná que os israelitas comeram na verdade prefigurava a vinda de Cristo ao mundo. Jesus disse que quem se alimenta dele tem a vida eterna. Quando questionado pelo povo sobre como poderiam se alimentar Dele, Jesus diz que deveriam comer da Sua carne (João 6:54). Se alimentar de Jesus é estar na Palavra. Ela é o nosso pão diário. Viver diariamente a Palavra, fazendo a vontade de Deus é o nosso verdadeiro alimento.

E assim como o maná caía diariamente, conforme a necessidade do povo para aquele dia, somos diariamente alimentados por Deus na Palavra conforme a nossa necessidade.

Jesus é o pão da vida, é desse pão que verdadeiramente necessitamos. Ele é o nosso sustento e estando com Ele, jamais sentiremos fome (João 6:35).

domingo, 18 de abril de 2021

Os benefícios de se ter um(a) companheiro (a)

 Texto de referência: Eclesiastes 4:9-12


A medida que lemos e conhecemos a Bíblia, percebemos que Deus é um ser relacional. Ele se agrada que nós vivamos juntos das pessoas, claro que em união. O próprio Deus deseja se relacionar conosco. Desde o Éden, Deus já conversava e se relacionava com o homem (Gênesis 3:8).

O livro de Eclesiastes, dotado de grandes conselhos, nos fornece quatro benefícios quando temos alguém de confiança ao nosso lado.

Quando temos alguém, temos uma maior recompensa pelo nosso trabalho. Não que trabalhar sozinho seja ruim, mas quando trabalhamos juntos, o trabalho flui melhor, os resultados são alcançados mais rapidamente, e assim, temos um retorno mais satisfatório.

Quando caímos, se temos alguém do nosso lado, este poderá nos ajudar a levantar. Em muitas situações difíceis, tendemos a ficar prostrados, neste momento, se temos alguém para nos encorajar ou nos falar palavras de ânimo, conseguimos levantar e sair do estado de desânimo e prostração.

A companhia é o terceiro aspecto positivo em ter alguém do nosso lado. Duas pessoas juntas não passam frio, pois uma esquenta a outra. Ter alguém para conversar, dividir seus sonhos e até mesmo contar suas desilusões também nos faz bem.

E por último, quando temos alguém do nosso lado, vencemos as guerras mais facilmente. Quando lutamos sozinhos, temos apenas a nossa própria força, quando lutamos com alguém, somos mais fortes, afinal, o inimigo terá que derrotar dois, ao invés de um só.

Esses são os benefícios de termos alguém ao nosso lado. Essa companhia pode ser de um filho, de um amigo ou do nosso cônjuge. O importante é não vivermos sozinhos. Ter alguém conosco perpassa a ideia apenas de ser apenas uma opção, se torna um conselho bíblico para vivermos melhor.

sábado, 17 de abril de 2021

Quando tentamos apressar do nosso jeito as promessas de Deus

 Textos para consulta: Gênesis 16; 27; Êxodo 2:11-15


Todos nós temos promessas de Deus sobre as nossas vidas. Quando Deus nos promete algo, precisamos crer que Ele é suficientemente poderoso para cumprir aquilo que nos prometeu. Só há duas ressalvas: o modo de agir é Dele, e o tempo também.

Entretanto, nem sempre temos paciência para esperar Deus agir quando e como Ele quiser, e muitas vezes tentamos interferir no processo e fazermos as coisas ao nosso modo. Três personagens bíblicos agiram dessa forma e o resultado não foi bom.

A primeira pessoa foi Sara, esposa de Abraão. Por causa da esterilidade de Sara, eles não tinham filhos, mas havia uma promessa de Deus sobre a descendência deles, isto é, em algum momento aquele filho chegaria. Ao invés de esperar, Sara resolveu entregar Agar, sua serva, como concubina a Abraão, para que ela gerasse um filho para ele. O resultado foi desentendimento no lar deles e futuras brigas entre nações.

Rebeca, a nora de Sara, estava grávida de gêmeos. Havia uma promessa de Deus de que Jacó, o filho mais novo, seria maior que o filho mais velho, Esaú. Todavia, Isaque já estava velho e nada disso se cumpria. Rebeca então elabora um plano para enganar Isaque e fazer com que Jacó se disfarçasse, fingindo ser Esaú, para receber a bênção do pai. O resultado foi Jacó fugindo de Esaú e a família dividida.

Por fim, Moisés tinha um chamado por Deus para libertar o seu povo hebreu da escravidão egípcia. Achando que seria do seu jeito, Moisés ao ver um egípcio maltratando um hebreu, mata-o. Após esse fato, ele é perseguido por Faraó, acaba fugindo para o deserto e ali vive quarenta anos longe da sua família.

Em todas essas histórias, Deus acabou intervindo e cumprindo a Sua promessa. Sara e Abraão tiveram o filho Isaque, Jacó se tornou mais forte do que Esaú e Moisés se tornou o homem que Deus usou para libertar os israelitas. Entretanto, todos os atos impensados das pessoas para tentar cumprir a seu modo as promessas de Deus, tiveram consequências indesejadas.

Deus não precisa de nós para fazer cumprir a Sua Palavra. Não precisamos passar na frente das situações para darmos uma "ajudinha". Ele é autossuficiente. O Seu poder está acima de tudo, e ainda, Ele só quer o nosso bem. Cabe a nós apenas confiarmos que Ele fará, não importa o tempo ou o modo.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

As três etapas na vida de Moisés

Texto-base: Atos 7:20-36


Se fôssemos descrever Moisés teríamos sem dúvida muitos adjetivos positivos. Se a tarefa consistir em se lembrar de momentos da sua vida descritos na Bíblia, teríamos muitos momentos para exemplificar.

Na verdade, a história de Moisés pode ser dividida em três etapas, as quais são abordadas a seguir. Quando estudamos a vida desse profeta, percebemos que a cada quarenta anos a vida de Moisés sofreu uma reviravolta.

Tudo começa a partir do nascimento de Moisés até os seus quarenta anos de vida. A partir de algum momento de sua infância, Moisés passa a morar no palácio de Faraó. Ali foi criado como filho adotivo da filha de Faraó, tendo direito a todas as regalias reais, mas sempre sendo confrontado com o fato de ser filho biológico dos escravos hebreus. Aos quarenta anos e agindo de forma impulsiva, Moisés mata um egípcio e após ser perseguido por Faraó, foge para o deserto. A partir de então, começa uma nova etapa na vida de Moisés.

Vivendo no deserto entre os quarenta aos oitenta anos, Moisés se torna pastor de ovelhas. Ali ele aprende a cuidar desses animais e deixa seu estilo impulsivo para ser considerado o homem mais manso de toda a terra (Números 12:3). Na verdade, aquele era um período de experiência do que ele faria na próxima etapa de sua vida, que era pastorear o povo de Deus.

A partir dos seus oitenta anos, após voltar ao Egito e libertar o povo da escravidão, Moisés conduz o povo de Deus, extremamente rebelde, diga-se de passagem, pelo deserto. Ali ele vivencia o cuidado diário de Deus com o seu povo, tem experiências incríveis com o Senhor e é descrito como o homem que conversava com Deus face a face (Números 33:11). Após quarenta anos dessa última etapa, isto é, aos cento e vinte anos, Moisés morre.

Todas as etapas da vida de Moisés foram se encaixando até chegar à próxima. Ele foi sendo transformado aos poucos e tudo o que lhe aconteceu, seja pela vontade ou permissão de Deus, contribuiu para aquele homem ser tudo o que ele foi. Em nossa vida também não é diferente. As etapas pelas quais passamos não são  fragmentos separados, elas são parte do quebra-cabeça da vida e cada uma delas é essencial à nossa formação. Se bem aproveitadas por nós, elas trarão a maturidade necessária para vivenciarmos com sucesso a nossa vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os perigos do orgulho ministerial

Texto de referência: João 3:26-30


João Batista foi um homem fantástico, não apenas pela nossa visão humana, mas foi o próprio Jesus quem exaltou as suas características.

João era um homem desprendido. Vivendo no deserto, vestindo roupas de peles de animais e comendo mel silvestre e gafanhotos, ele não tinha medo de denunciar o pecado, até mesmo do próprio rei. Essa sua ousadia, inclusive, lhe custou a vida.

Com toda a sua humildade, João recebeu a honra de ser o precursor do Messias. Foi ele quem dizia acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Jesus ainda não havia se manifestado publicamente, e João já entendia toda a Sua missão, tamanha a comunhão daquele homem com o Espírito de Deus.

Mas o ministério de João já estava cumprido. Agora, era a hora de Cristo se manifestar. Os discípulos de João, entretanto, não entendiam porquê as pessoas estavam indo rapidamente atrás de Jesus e deixando João de lado. Mas ele entendia perfeitamente, afinal, esse era o curso exato das coisas. João atraía as pessoas, falava de Cristo e essas iam até Ele. Ele sabia que o objetivo do seu ministério era elevar o nome de Cristo, e não o seu próprio.

Segundo João, tudo o que recebemos vem do céu, e se não damos glória a Deus, estamos negligenciando o favor de Deus em nos presentear com Seus dons.

O problema é que muitos cristãos não têm entendido isso. Muitos ministérios têm sido criados e se expandido de forma surpreendente. Quando isso ocorre, os líderes começam a exaltar o homem, ao invés de Deus. Temendo perderem os seus fiéis, muitos não denunciam mais o pecado. Se deslumbram com a glória dos aplausos e das plateias e não exaltam a glória e o poder de Deus quando acontecem os milagres.

O orgulho ministerial ocorre quando usurpamos o lugar da glória de Deus, trazendo a glória para o nosso ministério. João não se rendeu a isso. Ele sabia da sua real missão: pregar a Cristo e exaltar somente a Ele. O fim da soberba é a queda (Provérbios 16:18). Os perigos de nos deixarmos tomar pelo orgulho são iminentes. Deus jamais dividirá Sua glória com o homem.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

A mulher virtuosa

 Texto de referência: Provérbios 31:10-31


Ser mulher é uma missão linda, mas também desafiadora. Quando nasce uma mulher, nascem multipapéis e multifunções. Uma só pessoa carrega em si uma infinidade de tarefas e responsabilidades. Ser mulher é ser mãe, esposa, profissional, mas é também ser humano. O livro de Provérbios é o manual da sabedoria. Com seus diversos conselhos, ele nos ensina acerca de muitas situações. E esse livro tão importante termina falando sobre qual assunto? Sobre a mulher.

São vinte e um versículos que exaltam uma mulher que o autor denomina como virtuosa. Vejamos quais características têm essa mulher:

A mulher virtuosa cuida do seu marido: É alguém que busca apenas lhe fazer bem, e essa atitude é buscada diariamente. O marido dessa mulher confia nela e ele é estimado entre pessoas nobres.

É uma mulher ativa: a mulher virtuosa não se rende à preguiça. Cuida com diligência das tarefas do seu lar, a fim de que nada falte.

É empreendedora: trabalha, ganha e age com inteligência na condução dos seus negócios. Com sabedoria, ela multiplica aquilo que ela possui.

É forte: se veste de força diariamente e está sempre atenta para que não venha a desfalecer nos dias maus.

É generosa: a mulher virtuosa está sempre atenta às necessidades alheias, buscando sempre ajudar aqueles que estão precisando.

Cuida dos seus: é a mulher quem veste todos da casa, para que não sintam frio nos dias de neve. Ela está atenta às necessidades de todos em sua casa, e transmite a sua força também a eles.

Cuida de si mesma: a mulher virtuosa faz para si cobertas, procurando atitudes que lhe tragam proteção. Veste-se de força, tomando atitudes que lhe fortaleçam e veste-se de linho fino e púrpura, embelezando a si mesma com atitudes interiores. Não se enche de preocupações e ansiedades, pois ela confia no Senhor.

É reconhecida por todos: as atitudes dessa mulher são tão admiráveis que não tem como passarem desapercebidas. O seu marido e seus filhos reconhecem o seu valor e a sociedade a louva pelas suas atitudes.

Esse texto não está escrito como uma utopia, mas como um exemplo daquilo que Deus espera de nós enquanto mulheres. O segredo da mulher virtuosa está escrito ao final desse texto, ela é uma mulher que teme ao Senhor. O temor do Senhor nos fará sermos como essa mulher, que não é perfeita, pois ninguém é, mas que é o retrato do que cada uma de nós temos a capacidade de ser.

domingo, 11 de abril de 2021

José: o homem que prosperou na terra da aflição

 Texto-base: Gênesis 41:52


Enquanto vivermos na terra, estaremos sujeitos a enfrentar aflições. Mas passar por aflições não significa viver em sofrimento constante. Teve um homem na Bíblia que conseguiu prosperar mesmo em meio a sua aflição: seu nome era José.

José foi vendido como escravo pelos próprios irmãos. Após começar a se recuperar, trabalhando na casa do oficial de Faraó - Potifar, José é novamente vítima de uma injustiça e acaba sendo preso. Após passar anos na prisão, José tem a oportunidade de interpretar os sonhos do rei Faraó, sendo então nomeado o governador do Egito, a segunda maior posição do império egípcio.

José se casa com a filha de Faraó e dá a um de seus filhos o nome de Efraim, se lembrando que Deus o fez próspero na terra de sua aflição.

José foi ao Egito para viver como um escravo, mas nesse lugar de sofrimento, ele cresce, amadurece e prospera. A cilada que lhe armaram para destruir sua vida foi a estratégia usada por Deus para livrar sua descendência da fome e fazer José ser exaltado, após sofrer muitas humilhações.

A Bíblia nos dá outros exemplos de pessoas que, como José, conseguiram vencer apesar de estarem vivendo em terras de aflição. Daniel, que foi levado como cativo de Judá para a Babilônia e se tornou governador da província e Ester, que foi levada ao palácio do rei Assuero como uma simples moça pobre, e acabou se tornando a rainha do império Persa.

Todos eles exaltaram o nome do Senhor em suas vidas e antes de serem exaltados, se deixaram ser guiados pela humildade. A história de José nos mostra que a terra da aflição pode ser uma ponte para a nossa prosperidade. É nos momentos de dificuldade que temos a oportunidade de crescer, de conhecermos a nós mesmos e de estarmos mais perto de Deus. E são fatores como esses que nos fazem prosperar, em todos os sentidos, não apenas materialmente.

José teve a oportunidade de prosperar na terra da sua aflição, e quanto a nós, será que temos enxergado as dificuldades pelas quais passamos como oportunidades para prosperarmos?