segunda-feira, 17 de maio de 2021

O Senhor é o nosso Pastor

 Texto de referência: Salmos 23


Davi antes de ser rei foi um pastor de ovelhas. Por muitos anos pastoreou as ovelhas de seu pai. No Salmos 23 ele inverte os papéis e ao invés de se colocar como pastor ele se coloca na posição de ovelha. Trabalhando por tantos anos como pastor, ele provavelmente observava e conhecia bem o comportamento desses animais.

Ele inicia dizendo que o Senhor era o seu pastor e portanto nada lhe faltaria. Como pastor, ele sabia como um pastor cuida com carinho do seu rebanho. Todavia, por mais diligente que seja o pastor, ele é falho e pode cometer deslizes no cuidado das ovelhas. Mas com o Senhor o pastoreio é diferente. Ele é o pastor perfeito, que cuida das suas ovelhas de modo exemplar, e por isso ele dizia que não teria falta de nada.

Quanto ao alimento, o pasto é sempre verdinho e as águas são tranquilas. O Senhor nos dá a condição de que precisamos para estarmos sempre alimentados e confortáveis.

Ele se sentia guiado e disciplinado pelo Senhor. Um dos papéis do pastor é conduzir as suas ovelhas não permitindo que elas se desviem da rota traçada. Para isso, ele utiliza a vara e o cajado, para guiar e puxar para si as ovelhas, caso elas se desviem.

A confiança de Davi era tão grande no seu Pastor que mesmo andando próximo a morte, ele não tinha medo de nada. Tendo Deus como nosso Pastor, não tememos as adversidades pois sabemos que Ele sempre nos olha e nos guarda.

A bondade e misericórdia que seguiram a Davi diariamente é a mesma que quer nos seguir também. Mas assim como a ovelha é cuidada pelo pastor, ela também deve obedecer o pastor. Como ovelhas de Cristo, nosso papel é obedecê-Lo, tratando Ele conforme a Sua autoridade sobre nós.

Neste Salmo, Davi enxerga o Senhor como seu pastor, e ele é. Jesus nos diz em João 10:11 que Ele é o bom pastor, que dá a Sua vida pelas ovelhas. E como nosso Pastor, temos que acreditar no cuidado do Senhor para conosco.

Se o pastor homem sabe cuidar bem das suas ovelhas, não o faria muito melhor aquele que nos ama com amor incondicional? 

sábado, 15 de maio de 2021

Abra Senhor os meus olhos

 Texto de referência: Salmos 13:3


Se a língua é considerada por muitos como o órgão mais influenciador do nosso corpo, eu diria que os olhos não ficam muito atrás. A Bíblia fala por diversas vezes acerca dos olhos, sempre utilizando os verbos abrir ou iluminar.

O salmista Davi no Salmos 13 inicia o texto com uma lamentação, um pedido de socorro a Deus. Ele questiona ao Senhor se foi esquecido por Ele e pede que o Senhor lhe responda. Mas logo em seguida o salmista pede a Deus que lhe ilumine os olhos, para que ele não experimentasse a morte e fosse derrotado pelos seus inimigos.

Esse salmo é um dos exemplos da utilização da palavra olhos na Bíblia, que vem juntamente ao verbo iluminar. O salmista entendeu que não era apenas clamar por socorro ao Senhor, mas que era preciso também que os olhos dele fossem abertos.

Muitas vezes temos fracassado diante das dificuldades da vida. Começamos a clamar por socorro a Deus, mas não obtemos a nossa vitória porque os nossos olhos ainda estão fechados para muitas situações em que precisamos primeiro enxergar, para só então nos libertarmos delas.

A Bíblia relata acerca de muitas pessoas cujos olhos foram abertos e a partir de então enxergaram a solução para o problema que enfrentavam. 

Uma dessas personagens é Agar. Essa mulher estava no deserto próxima a um poço e quase morrendo por não ter água para beber. Quando Deus lhe abriu os olhos, Agar viu um poço de água e foi salva. O poço não foi colocado ali milagrosamente, ele já estava ali, Agar só precisava enxergá-lo (Gênesis 14:21-19).

Em outro exemplo, quando um certo homem chamado Balaão caminhava em direção a Moabe para amaldiçoar o povo de Israel, o Anjo do Senhor lhe opôs no caminho, e por três vezes se colocou na estrada para matá-lo. A jumenta a qual ele estava montado viu o Anjo, mas Balaão não. Cada vez que o Anjo aparecia no caminho, a jumenta se desviava, irritando a Balaão, que a espancava. Quando Deus lhe abriu os olhos, Balaão enxergou o Anjo e entendeu o motivo do comportamento diferente da jumenta (Números 22:21:33).

Muitos desafios em nossa vida não são vencidos porque nossos olhos ainda estão fechados diante de muitas situações e não pela ausência do agir de Deus. Em muitas guerras, ter os olhos abertos pode ser a principal arma para vencermos. Os nossos olhos são a luz de todo o nosso corpo. Que a nossa oração hoje seja como a do salmista, que possamos clamar pela ajuda do Senhor, mas também pedir: "Senhor abra os meus olhos!"

quarta-feira, 12 de maio de 2021

As formas que Deus usa para falar conosco

 Texto de referência: Números 22


Nos dias da antiga aliança, o Senhor falava conosco através de sonhos, visões e profetas. Hoje, Ele nos fala por Jesus, através da Palavra (Hebreus 1:1-2). Como não havia a Palavra de Deus escrita nos dias do Antigo Testamento, era comum existirem os profetas.

Balaão era um profeta. Não se sabe a origem correta dele. Sabe-se que ele não morava no território de Israel, mas ouvia a voz de Deus. Apesar de ter o dom de profeta, Balaão tinha perversidade no coração. Quando foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para ir à sua terra e amaldiçoar o povo de Deus, Balaão ouviu claramente a ordem de Deus para que não fosse. Todavia, movido pela ganância de receber muitos presentes, ele foi.

No caminho, ele foi confrontado pelo Anjo do Senhor que queria matá-lo. A jumenta na qual ele estava montado desviou-se por três vezes do Anjo e por esse motivo foi espancada por Balaão. Deus então deu voz à jumenta que começou a mostrar a Balaão que havia algo errado naquele caminho.

Por fim, Deus abriu os olhos de Balaão que enxergou o Anjo do Senhor com uma espada na mão para lhe opor. Balaão então compreendeu que a ordem do Senhor era para não ter ido com os oficiais de Balaque.

A voz de Deus é soberana. O homem pode se deixar enganar, mas o Senhor não se engana. A Sua Palavra é a verdade e se cumprirá. Quando Ele nos ordena algo, cumpre a nós ouvirmos. Deus não nos deixa sem resposta quando pedimos a Ele uma direção. Entretanto, muitas vezes quando a resposta não atende às nossas expectativas iniciais, tendemos a fingir que não ouvimos.

O Senhor falou com Balaão de três maneiras. Primeiro, Balaão ouviu a voz de Deus. Depois, foi avisado por um animal. Por fim, Deus lhe abriu os olhos para ver o Anjo que estava no caminho. Balaão teve muitas oportunidades de ouvir a Deus. Não obstante a isso, ele escolheu ir até Balaque. Ali não pôde amaldiçoar o povo, mas instigou Balaque a seduzir os israelitas com mulheres moabitas, a fim de pecarem contra Deus. Essa atitude lhe custou a vida, pois pouco tempo depois ele foi morto em um combate entre israelitas e midianitas (Números 31:8;16).

Ao ouvirmos a voz de Deus, o nosso coração tem que ser o terreno fértil que Ele precisa para frutificar em nós a Sua vontade. Ele pode nos falar de diversos modos, mas só Lhe ouviremos se o nosso coração estiver aberto ao que Ele tem a nos dizer, afinal, somente os puros de coração verão a Deus (Mateus 5:8).

 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Onde estão os nossos olhos? Em Deus ou nas dificuldades?

Texto de referência: Números 13:25-33


Números 14 é particularmente um capítulo difícil de ser lido. Considero esse capítulo assim devido o fato de que ele relata como o povo de Israel perdeu a oportunidade de tomar posse da terra prometida.

Eles já haviam andado por aproximadamente dois anos no deserto. Durante esse período foram sustentados diariamente por Deus. Não passaram fome ou sede, não sentiram frio ou ficaram sem roupas. Deus providenciava tudo. Após dois anos, Deus ordena que fossem enviados doze homens a Canaã com o intuito de espiarem a terra, para eles começarem a elaborar as estratégias para entrarem lá. Estava chegando o momento tão aguardado de terem a sua própria terra. E não era qualquer terra, era um lugar preparado por Deus para eles, terra que manava leite e mel, cujos frutos eram excelentes.

Toda essa realidade foi vista pelos espias. Eles viram a terra e suas boas dádivas, mas também se deram conta de que para entrarem definitivamente nela, teriam que primeiro derrotar algumas nações humanamente fortes.

Isso foi o suficiente para fazê-los temer. Eles não se lembraram, como Josué e Calebe, de tudo o que Deus já havia feito por eles desde o Egito. Eles não se lembraram de como Deus cuidava tão bem deles naquele deserto. Nada disso foi levado em conta. Eles pensaram apenas nos inimigos que teriam que vencer para conquistarem a terra.

E por terem desencorajado o povo, estimulando uma rebelião contra Deus, o Senhor castigou a todo o povo, penalizando-os com quarenta anos vagando pelo deserto, até morrerem todos os homens de vinte anos para cima. Uma pena bastante dura, que todos tiveram que cumprir.

E por isso considero esse capítulo difícil de ser lido, porque o povo estava com um pé na terra prometida, mas não a receberam. Estiveram a um passo de receber a bênção, mas retrocederam.

Essa situação também é vista em nossos dias. Muitas vezes temos uma promessa e estamos caminhando em um deserto de provações esperando recebê-la, mas quando estamos a poucos passos de alcançar a nossa bênção, retrocedemos. Esquecemos do cuidado de Deus e nos deixamos levar pelo medo ou pelo desânimo. Outras vezes focamos demais no inimigo e tiramos os nossos olhos do Senhor. 

Viver pela fé é acreditar que mesmo diante das impossibilidades nós venceremos. O cuidado de Deus é constante sobre nós. Se estamos caminhando rumo a nossa Terra Prometida, que venhamos a ter os nossos olhos firmes no Senhor, sabendo que nós colheremos no tempo certo, se não desfalecermos.


sábado, 8 de maio de 2021

Não apagueis o Espírito

 Texto de referência: Números 11:25


Apagar é um verbo que indica uma ação de anular algo. Geralmente nos referimos a ação de apagar a objetos que contém fogo ou claridade, como uma lâmpada. O apóstolo Paulo, instruindo a igreja, lhes ordena a não apagarem o Espírito (I Tessalonicenses 5:19).

O Espírito Santo é associado na Bíblia ao fogo. João Batista diz que Jesus traria o batismo com o Espírito e com fogo (Mateus 3:11). Os apóstolos quando foram batizados no Espírito falavam línguas de fogo (Atos 2:13). Dessa forma, se o Espírito Santo pode ser associado ao fogo, Ele também pode ser apagado.

Quando Moisés conduzia o povo no deserto, Deus ungiu no Espírito setenta homens para ajudá-lo. Quando o Espírito desceu sobre aqueles homens, eles começaram a profetizar. Mas depois, nunca mais profetizaram.

Aqui temos uma clara manifestação de como o Espírito pode ser apagado. Eles foram tomados pelo Espírito, mas não mantiveram aquela chama acesa. Em um fogo comum, para que este se mantenha aceso, é preciso atiçar, mexer a lenha e frequentemente soprar. A manifestação do Espírito em nós não é diferente. Para que sejamos cheios do Espírito e não venhamos a apagá-lo, precisamos estar constantemente ligados a Ele.

Diferente dos setenta homens do episódio de Moisés, após os apóstolos serem cheios do Espírito no dia do Pentecostes, eles estavam sempre na casa do Senhor e perseveravam em oração (Atos 2:42;46). Essas atitudes mantinham viva a chama do Espírito na vida daqueles homens.

Recebemos o Espírito quando recebemos a fé de Cristo em nós. Somos inundados pela manifestação do Espírito quando somos batizados por Ele. Mas o Espírito é um fogo, que para não ser apagado precisa ser constantemente estimulado. As nossas atitudes de obediência à Palavra e oração constante farão a chama do Espírito se manter viva em nós.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

A alegria que transcende as circunstâncias

 Salmos 4:7 "Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho".


Alegria, sentimento tão almejado pelas pessoas. Estar alegre é uma expectativa das pessoas com relação nós. O problema é que não conseguimos estar alegres o tempo todo. Existem momentos em nossa vida que nos entristecemos, seja com pessoas ou com circunstâncias. A tristeza faz parte da nossa natureza humana e o próprio Jesus no Getsêmani sentiu uma tristeza muito grande, que ele relatou ser uma tristeza de morte (Mateus 26:38).

Mas há uma esperança; existe uma alegria que independe das circunstâncias. É uma alegria interior, que não acaba com o fim do acontecimento favorável, mas que pode estar sempre conosco, mesmo que as coisas não estejam da maneira que gostaríamos.

É acerca dessa alegria que o salmista relata. Ele diz que o Senhor havia colocado mais alegria no coração dele do que a alegria dos seus inimigos, quando havia abundância material para eles. Esse trecho retrata a alegria não circunstancial, pois o autor via em si uma alegria muito maior do que aquela ocasionada pelas circunstâncias favoráveis as quais seus inimigos viviam. Essa alegria não estava relacionada a nenhum fator humano, mas pura e simplesmente pela presença de Deus em sua vida.

Essa é a alegria que Jesus nos promete que não nos será tirada, uma alegria que vem com a revelação das Escrituras (João 16:22), que nos faz livres independentemente da nossa condição e que está conosco a despeito de qualquer situação.

Essa verdade não anula a importância da alegria circunstancial, quando comemoramos alguma vitória, nossa ou daqueles que estão próximos a nós. Temos que nos alegrar com coisas boas. Também não significa que se estamos tristes não temos o Senhor conosco. O próprio Jesus, como já foi dito, se entristeceu. Entretanto, quando temos a revelação da Palavra, sabemos onde está a fonte da nossa verdadeira alegria.

Nos momentos de tristeza podemos ir aos pés do Senhor e seremos confortados com a alegria do Alto, que vem Dele e que nos fará estarmos de pé mesmo que tudo ao nosso redor se desmorone.

Essa é alegria que o mundo todo almeja adquirir, mas ela não tem preço e só pode ser encontrada em Deus. Ele é a nossa fonte de alegria. Ao Seu lado podemos nos deleitar e receber alegria em abundância (Salmos 16:11).

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O noivo bate à porta

Texto de referência: Cânticos 5:2-7


O livro de Cânticos, com seu ar poético, nos fala sobre um romance entre um homem e uma mulher. Pode ser entendido dessa forma, mas também podemos compreendê-lo como o relacionamento entre Cristo e a Igreja, o noivo e a noiva, respectivamente.

Entre os diálogos presentes no livro, existe um onde a esposa relata que o seu esposo batia à sua porta no meio da noite. Ela, acomodada por já estar deitada e preparada para dormir, resiste em abrir ao esposo, mesmo o amando. 

Quando ela se levanta para abrir a porta, o seu amado já tinha ido embora. Ela sai à sua procura, mas já não o encontra. Não somente isso, por ser tarde da noite, ela é espancada na rua pelos guardas que vigiavam a cidade.

Se formos interpretar esse diálogo como uma figuração entre Cristo e a Igreja, percebemos o quão corriqueira é essa situação. De um lado, um noivo que bate à porta e anseia por entrar. Do outro, uma noiva acomodada que demora e quando abre, já não encontra mais o noivo.

Essa situação nos revela o quanto Cristo tem batido em nossas portas, querendo entrar no nosso quarto, isto é, na nossa intimidade para estar conosco. Somos amados pelo noivo, que deseja estar conosco.

Entretanto, temos nos deixado acomodar por muitas situações. Não queremos sair da nossa condição de conforto para enfrentarmos o confronto da Palavra de Deus. Não queremos deixar nossa popularidade entre o mundo para entrarmos no anonimato e deixar que Ele brilhe em nós. Não queremos abandonar práticas pecaminosas que nos oferecem alguns minutos de prazer, para nos oferecermos a Ele, em sacrifício integral.

E enquanto estamos procrastinando em tomarmos a decisão de corrermos para Jesus, o tempo está passando. Não podemos perder a oportunidade da nossa visitação. Não podemos deixar o noivo ir embora e o perdermos de vista. Não podemos deixar para procurá-Lo quando Ele já tiver saído e sofrermos a dor de viver sem a Sua presença.

O tempo é agora. O noivo bate à porta. Ele nos chama. Qual será a nossa resposta? Que possamos prontamente abrir a porta para Ele. Que Ele entre em nossa intimidade. Estar junto Dele é o melhor lugar.