terça-feira, 23 de novembro de 2021

Abraão, exemplo de obediência e fé

 Textos de referência: Gênesis 12;15;17;22


Após Noé, Abraão é o primeiro homem na Bíblia do qual se sabem tantos detalhes. Ele era descendente de Sem. Esse homem se destaca na Bíblia pela sua fé. Ele recebeu de Deus uma promessa, de que a partir dele seria estabelecida uma grande nação, e que ele seria engrandecido e abençoado.

Para que isso se cumprisse, Abraão precisava deixar a casa do seu pai. Abraão abandonou toda a sua família, sem saber para onde ia, apenas confiando na Palavra que Deus lhe dera.  Mais a frente, Deus lhe prometeu uma grande descendência. Mas o fato é que Sara, esposa de Abraão era estéril e idosa, e por esses motivos não tinha condições biológicas de lhe gerar filhos. Mesmo assim Abraão creu. 

Ele creu contra todas as possibilidades. Não havia esperança humana nenhuma, Abraão não tinha os testemunhos de fé que temos hoje, mesmo assim ele creu, e por isso Deus se agradou dele.

Todavia ele recuou na fé, quando anuiu ao conselho de Sara, de ter um filho com Agar, uma das suas servas. Esse fato pode tê-lo distanciado do Senhor, pois dos oitenta e seis anos até aos noventa e nove não há registros de diálogos entre Deus e Abraão. Quando Deus chama novamente Abraão, Ele o convida a voltar à Sua presença e mudar os seus caminhos. Abraão se rende ao Senhor, e a partir dali, passou a ter sempre comunhão com Deus.

Outra característica da vida de Abraão era a sua obediência. Quando ordenado por Deus a circuncidar todos da sua casa, Abraão prontamente obedeceu. Mas a principal prova de obediência de Abraão foi não ter negado a Deus o seu único filho. Esse ato de obediência selou a promessa de Deus na vida de Abraão, que recebeu a promessa de uma descendência vitoriosa e grandiosa.

Abraão é para nós um exemplo de obediência e fé. Ele obedeceu mesmo sendo confrontado com um pedido doloroso. Teve fé mesmo não tendo nenhuma condição favorável. Temos muito o que aprender com ele.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Seja sincero na presença de Deus

 Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. Provérbios 28:13


Deus é perfeito e maravilhoso, mas Ele nunca escondeu de nós a nossa condição de pecadores. Somos pecadores e o Senhor não nos priva de sabermos dessa realidade, entretanto, Ele também nos adverte acerca dos perigos de uma vida de permanência no pecado.

Deus nunca irá compactuar com o pecado. Ele é Santo, a Sua natureza é de santidade, em Seu reino não há espaço para o pecado, mas há lugar para o pecador. Mas isso não se dá de qualquer maneira, isto é, Deus acolhe o pecador, mas para que nós pecadores sejamos aceitos em seu reino, precisamos de uma atitude: o arrependimento.

Apesar de toda a perfeição de Deus, o Seu reino é formado de pessoas imperfeitas, mas que reconhecem a sua condição e que Deus é poderoso para transformar qualquer coração. O versículo de hoje nos diz que aquele que esconde os seus pecados não prospera, isto é, não há avanços naquele que não reconhece os seus pecados. Por outro lado, aquele que se arrepende, confessa os seus erros e se esforça para mudar encontra misericórdia por parte de Deus. 

Percebemos então que existem dois caminhos. Um caminho consiste em não reconhecer os seus erros, pelo contrário, passar panos quentes, varrer os pecados para "debaixo do tapete", com o intuito de não ser descoberto, ou em uma tentativa de enganar a si próprio. O outro caminho é daquele que reconhece perante Deus que está errado, pede perdão a Ele e muda suas atitudes. Esse indivíduo é aquele que alcança misericórdia. 

Uma característica de alguém verdadeiramente cristão é a sinceridade. Deus se agrada em sermos sinceros diante d'Ele. Podemos enganar qualquer pessoa, menos a Deus, pois Ele nos conhece no mais profundo do nosso ser. Por isso, quando somos sinceros diante do Senhor, estamos reconhecendo a nossa fragilidade perante Ele, e a um coração quebrantado, Deus não desprezará.

Se eu fosse resumir essa mensagem de hoje em uma frase, eu diria: seja sincero diante de Deus quanto aos seus pecados. Não esconda nada d'Ele, pelo contrário, confesse a Deus os seus pecados, sejam quais forem a gravidade deles, pois para aquele que confessa e arrepende, há misericórdia. Para aqueles que tentam esconder, estão tomando uma atitude inútil, pois Deus não se deixa enganar.


sábado, 20 de novembro de 2021

Das portas da morte, para a presença de Deus

Tu, que me levanta das portas da morte, para que às portas da filha de Sião, eu proclame todos os Teus louvores, e me regozije da Tua salvação. Salmos 9:13-14


O livro dos Salmos é um livro muito completo, que expressa de uma maneira muito marcante a realidade do coração do homem, que muitas vezes se sente radiante de alegria, mas outras vezes se afunda em tristezas. E por isso o livro do Salmos é tão real, pois revela a nossa fragilidade enquanto seres humanos.

É essa fragilidade que é expressa no Salmos 9, onde o salmista agradece a Deus um grande livramento recebido contra os seus adversários. Ele exalta a grandeza e a bondade de Deus, e revela que o Senhor o levantou das portas da morte e colocou às portas da filha de Sião, para que ele pudesse proclamar louvores a Deus e se alegrar em Sua salvação.

Esse versículo nos aponta duas situações. Em um primeiro momento, o salmista, cercado pelos seus adversários estava à beira da morte, sofrendo e aflito. Em um segundo momento, aquele homem foi tirado das portas da morte para ser colocado na presença de Deus. A partir desse momento, aquele homem deveria louvar a Deus e se alegrar pela salvação recebida.

Em nossa vida, muitas vezes nos encontramos como o salmista, às portas da morte. São muitas as situações que nos trazem tristeza, sofrimento e dor. Mas o Senhor é poderoso para mudar a nossa situação, e nos tirar de uma vida de dor e nos colocar na presença d'Ele, onde há regozijo e esperança.

Mas é preciso lembrar que todas as bênçãos que recebemos tem o intuito de glorificar a Deus. Nascemos para adorá-Lo, esse é o propósito da nossa existência, mas muitas vezes nos esquecemos disso, e Ele permite situações difíceis para que possamos reconhecer a Sua grandeza e o Seu poder.

A vida do salmista foi transformada, ele saiu das portas da morte para a presença de Deus. Nós também podemos experimentar isso em nossas vidas. O dia que crermos no poder e na grandeza de Deus, poderemos experimentar o melhor que Ele pode fazer em nós.


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

As etapas na vida de Abraão até o cumprimento da promessa

 E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado. Gênesis 21:2


Abraão tinha setenta e cinco anos quando recebeu de Deus a promessa de que herdaria uma terra. Mas ele não herdaria sozinho, a sua descendência também. Acontece que Sara, dez anos mais jovem do que Abraão, era estéril, e por toda a vida eles desejaram um filho, que não veio.

Mas apesar de não ter nenhuma circunstância favorável ao cumprimento da promessa, Abraão creu, e isso agradou a Deus. Mas quando Abraão tinha oitenta e seis anos, Sara lhe propõe que ele se deitasse com a sua serva para que esta engravidasse dele. Abraão consentiu e isso lhe gerou diversas consequências.

Treze anos se passaram e nesse período não há referências bíblicas de nenhum diálogo entre  Deus e Abraão. Apenas aos noventa e nove anos, Deus aparece a Abraão, ordena-lhe que fosse perfeito em seus caminhos, muda o nome de Abraão e Sara (Abrão e Sarai eram seus nomes) e novamente renova a promessa feita anteriormente. Mas dessa vez, Deus estabelece o prazo de um ano.

Após um ano, conforme a Palavra do Senhor que não falha, Abraão e Sara, com cem anos e noventa, respectivamente, recebem o tão sonhado filho.

A vida de Abraão até o cumprimento da promessa foi definida em etapas. Apesar de sua fé inicial, durante esse período de vinte e cinco anos, Abraão esmoreceu algumas vezes e até mesmo falhou, mas quando aos noventa e nove anos Deus apareceu a ele, Abraão se mostrou disposto a obedecer. 

Quando Deus fala algo conosco, até que essa palavra se cumpra, muitas vezes precisamos cumprir diversas etapas. Cada etapa até a nossa vitória completa possibilita o nosso crescimento espiritual. E isso nos prepara para que estejamos maduros na fé para recebermos as bênçãos.

A maturidade que Abraão adquiriu permitiu que ele não retrocedesse na fé quando Deus lhe pediu Isaque em sacrifício. A disponibilidade de Abraão em obedecer mostrou o seu nível de intimidade e confiança no Senhor. E é essa maturidade que Deus também espera de nós. Que não venhamos a desanimar quando tivermos que enfrentar as etapas rumo às nossas bênçãos, pois cada etapa desse processo nos fará crescer e irá nos preparar da melhor maneira para recebermos o melhor de Deus para nós.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Viver sem domínio próprio é viver desprotegido

 Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio. Provérbios 25:28


O domínio próprio é uma virtude encontrada nas escrituras que sempre nos deixam constrangidos. Antes de aprofundarmos no que a Bíblia diz, vamos entender o que é essa qualidade. O domínio próprio diz respeito ao controle de si mesmo, em outras palavras, domínio próprio significa autocontrole.

Na Bíblia, vamos encontrar algumas passagens que falam sobre o domínio próprio. Em uma delas, talvez a mais conhecida (Gálatas 5:23), vemos o domínio próprio como um fruto do Espírito. Isso quer dizer que à medida que nos deixamos ser conduzidos pelo Espírito, vamos adquirindo a capacidade de controlar a nós mesmos.

Em outra passagem bíblica, vemos as consequências da falta de domínio próprio. O sábio escritor de Provérbios (25:28) diz que o homem que não tem domínio próprio é como uma cidade que está demolida por não ter muros. Na época do Antigo Testamento, era comum as cidades serem cercadas por muros altos, que tinham o objetivo de proteger a cidade contra ataques inimigos.

Imagine uma cidade cujos adversários conseguiram derrubar os muros. Certamente, após entrarem na cidade, farão uma destruição total. É com essa comparação que o Senhor compara aqueles que não têm domínio próprio. Estão desprotegidos, e sujeitos a ataques adversários. E quando estes entram, causam uma grande destruição.

Uma pessoa que não tem controle de si, das suas palavras, das suas atitudes, das suas emoções acaba ficando totalmente vulnerável a ataques adversários. Qualquer coisa o abate, qualquer afronta o tira do sério, qualquer fagulha vira uma fogueira.

Como vencer tudo isso? Não existe fórmula mágica. O segredo é andar no Espírito. A cada dia que vamos permitindo o Espírito Santo habitar em nós, vamos colhendo os frutos da Sua presença transformadora. E um desses frutos é o domínio próprio. Não viva sem o Espírito, não caminhe mais sem domínio próprio.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Jeremias: o profeta fiel

 Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Jeremias 1:8-9


O profeta Jeremias foi um grande profeta no território de Israel. O seu ministério ocorreu desde os tempos do rei Josias até o início do período de exílio de Israel na Babilônia. 

O ministério de Jeremias foi extremamente penoso, porque ele exerceu o seu ministério em um período onde o povo de Judá estava vivendo uma corrupção moral e religiosa muito grande, além de uma grande idolatria. E Jeremias foi fiel ao seu chamado pois ele não se calou diante da realidade em que o povo estava vivendo.

Entretanto, Jeremias pagou um alto preço por sua fidelidade a Deus, pois as profecias anunciadas aos judeus os desagradaram muito, isso porque Jeremias não apenas denunciava o pecado, mas anunciava também o castigo de Deus ao povo. E por tudo isso, Jeremias foi rejeitado pelas pessoas (15:17), foi açoitado, jogado em uma cisterna cheia de lama (38:6) e preso (37:16).

Uma das características mais marcantes de Jeremias foi a sua sinceridade com Deus. Jeremias por vezes se queixava diante de Deus e achava penoso o seu ministério. Todavia, Deus sempre buscava dar uma palavra de consolo ao profeta. Deus lhe prometeu que Ele estaria com Jeremias, e que ninguém faria mal a ele.

E quando Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor e levada para o exílio para a Babilônia, Jeremias foi tratado com toda a humanidade, e por ordem do próprio Nabucodonosor (39:12) pôde escolher para qual lugar iria, se para Babilônia ou se escolheria ficar em Jerusalém. Os príncipes que o humilharam foram levados como escravos, mas Jeremias estava livre.

A vida de Jeremias nos ensina sobre a fidelidade em cumprir o chamado de Deus. Em um tempo onde os líderes têm medo de falar a verdade e serem "cancelados", encontramos Jeremias, um profeta que falou a Palavra genuína de Deus, mesmo sabendo as consequências disso para a  sua vida pessoal. O legado de Jeremias permanece vivo. Ele é exemplo para todos os profetas. São os profetas de ontem que continuam falando hoje.


sábado, 6 de novembro de 2021

Começando uma nova etapa: a história de Elias

 Texto de referência: 1 Reis 17:1-9


A história de Elias começa no capítulo 17 do primeiro livro de Reis. Não há muita informação sobre as origens dele, apenas que ele era da tribo de Gileade. A primeira profecia atribuída a ele foi a de prever uma grande seca sobre Israel, governada pelo perverso rei Acabe. Após essa profecia, Elias por ordem de Deus vai até as proximidades do rio Jordão, onde havia um ribeiro de água. Naquele lugar Elias foi alimentado por corvos que traziam a ele diariamente pão e carne (garçons nada tradicionais, diga-se de passagem) e bebia água do rio. Mas após um período aquele rio secou.

Deus então ordena a Elias que fosse até a região de Sarepta, território pertencente a Sidom, fora do território israelita, e ali ele seria sustentado por uma viúva previamente avisada pelo Senhor. Acontece que aquela viúva era uma mulher extremamente pobre, que não tinha condições humanas de sustentar a si mesmo. Vivendo na casa da viúva, Elias continuou a experimentar o poder de Deus, mas de uma maneira ainda mais profunda, pois em um episódio em que o filho da viúva adoeceu e morreu, através de Elias, Deus trouxe a vida novamente à criança.

Por muitos anos eu li essa passagem, mas nunca me atentei ao fato de que Deus permitiu que o ribeiro de água secasse e Elias saísse dali. Deus era suficientemente poderoso para fazer com que aquele ribeiro continuasse a ter águas, mas naquele momento o propósito era Elias sair dali e iniciar uma nova etapa em sua vida.

A entrada dele em Sarepta era uma oportunidade de levar a Palavra àquele território, bem como socorrer uma mulher que estava prestes a morrer com o seu filho. Além disso, o próprio Elias precisava avançar em seu ministério e ali ele pôde crescer muito espiritualmente.

Apesar de ter poder para nos sustentar em qualquer situação, muitas vezes Deus permite circunstâncias que nos obrigam a avançar para outros caminhos. Esse é o caminho para o nosso crescimento. Diz uma história que a necessidade fez o sapo pular e a falta de comida fez as girafas terem o pescoço grande. São as dificuldades que nos impulsionam a crescer. Muitas vezes enquanto temos sustento, tendemos a nos acomodar, mas o Senhor permite o aperto, a fim de que possamos progredir. Esse é o caminho natural do ser humano, avançar.