quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Um cego não pode guiar outro cego

 Texto de referência: Lucas 6:39-42


A Palavra de Deus tem vários benefícios, dentre eles o de ser luz para as nossas vidas. Se você estiver em um caminho escuro, precisará de uma fonte de luz (uma lanterna, por exemplo) para clarear a estrada. Caso contrário, você poderá cair em buracos, tropeçar em obstáculos ou até ser surpreendido por algum animal.

Mas a Palavra não é uma luz propriamente dita. A expressão de ser luz é apenas uma metáfora, no sentido de que quando andamos sob a Palavra, sabemos com clareza qual direção seguir. O discípulo de Jesus vive sob a instrução da Palavra. Se assim ele viver, ele poderá ser como Jesus, nunca maior, mas como Ele. Não em glória e majestade, mas nas mesmas obras.

O problema é que o discípulo dos dias atuais não têm buscado a instrução da Palavra e sobre isso Jesus também nos alertou, ao dizer que um cego não pode guiar outro cego, pois se isso ocorrer, ambos cairão no buraco. Essa comparação se refere à Palavra, pois aquele que não tem a instrução desta, vive em completa escuridão, como aqueles que não enxergam.

E, mesmo sem uma vida na Palavra, muitos discípulos têm, mesmo vivendo em sua cegueira, buscado ensinar a outros, mas Jesus nos alerta de que isso não é possível, pois só podemos levar luz quando temos luz em nós.

Toda essa situação acarreta outro problema, o de ver problemas no outro, sem enxergarem os seus próprios. 

Não dá para exercemos o nosso chamado sem termos a nossa vida pautada na Palavra. Não dá para vivermos um ministério de curas, milagres e libertação se a instrução da Palavra não estiver em nós. Se a luz não estiver em nós, nós também seremos trevas. Como então poderemos clarear o caminho do outro se o nosso está em completa escuridão?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

A plenitude do Espírito no início do ministério de Jesus

 "Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto. (...) Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galileia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança." Lucas 4:1;14


No início do Seu ministério, Jesus foi batizado por João no Rio Jordão. Naquele momento, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea de uma pomba e ele foi cheio da Sua presença. Mas logo em seguida, Jesus enfrentou uma situação desafiadora, pois o mesmo Espírito do qual Ele estava cheio O levou ao deserto para ser tentado pelo diabo.

Ali Jesus foi tentado de diversas maneiras (mais sobre esse assunto no texto: disponível pelo link:https://santidadenapalavra.blogspot.com/2022/01/os-tres-vieses-da-tentacao.html?m=1), mas não caiu em nenhuma delas. Ao final dos quarenta dias, Jesus venceu aquela etapa e uma nova se iniciava: o seu ministério. Nesse momento, a Palavra relata que ele regressou para a Galiléia no poder do Espírito.

Há três menções sobre o Espírito Santo nesse texto, sendo a primeira a respeito de que Jesus estava cheio do Espírito, a segunda a qual diz que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e a terceira que diz que Jesus regressou do deserto no poder do Espírito para dar início ao Seu ministério público.

O mesmo Espírito do qual Jesus foi cheio O levou ao local onde seria tentado. Quando Ele superou as tentações, o Espírito O encheu de poder para que Ele anunciasse o Reino de Deus às pessoas. O Espírito Santo é a nossa companhia diária. Quando temos Ele conosco, sabemos que em todas as situações nós sentiremos a Sua presença. O Espírito não abandonou Jesus enquanto Ele estava no deserto, mas estava lá o tempo todo. Jesus viveu na plenitude do Espírito, para nos ensinar que nós também podemos viver assim, para a glória do Senhor.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

As consequências do pecado

 Texto de referência: Salmos 38


Em geral é muito difícil reconhecer os nossos pecados, pois ele revela as nossas fraquezas. Somos bons em reconhecer pecados alheios, mas péssimos em reconhecer os nossos. Mas uma das provas de que amadurecemos espiritualmente é quando reconhecemos as nossas falhas. O salmista Davi no Salmos 38 reconheceu, e demonstrou arrependimento (v. 20).

Neste salmo, ele apresenta a Deus o seu pecado e expõe tudo o que ele causou em sua vida. 

Doenças físicas: o salmista diz em algumas partes que o seu corpo físico estava doente como consequência do seu pecado (v. 3, 5 e 7). Apesar de sabermos que nem toda enfermidade tem relação direta com algum pecado, sabemos que de fato o pecado pode causar algumas enfermidades em nosso corpo.

Abatimento e tristeza: o salmista encontrava-se abatido, havia tristeza em seu coração (v. 6, 18). Essa é uma das consequências do pecado, pois sabemos que fomos criados para Deus e quando estamos distantes d'Ele, o nosso prazer interior acaba.

Fraqueza: o pecado suga também as nossas forças, como fez com o salmista (v. 10). Quando nos entregamos ao pecado, perdemos a força que vem de Deus.

Desassossego e aflição: Deus é um Deus de paz. Não há quem queira mais que tenhamos paz do que Deus. Ele é a nossa paz. Quando estamos distantes do Senhor, pois o pecado nos afasta d'Ele, perdemos a nossa paz (v. 8 e 10).

Adversários: outra consequência do pecado é que quando nos entregamos a ele, perdemos a proteção de Deus e ficamos a mercê dos nossos adversários (v. 12).

É importante ressaltar que nem toda doença, tristeza, aflição ou inimigos são consequências diretas do pecado. Outros fatores também contribuem para tais condições e é preciso avaliar cada caso de forma específica. Muitos santos na Bíblia, mesmo vivendo em santidade experienciaram situações bastante adversas.

Apesar disso, sabemos que o pecado é extremamente prejudicial à nossa vida, pois o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Dessa forma, cabe a nós ficarmos cada dia mais distantes dele e nos esforçarmos por viver uma vida de justiça e santidade.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Vivendo uma vida (com Deus) abundante

 Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.  Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber. Salmos 36:7‭-‬8


Temos vivido dias difíceis onde o TER se sobrepõe ao SER. Diariamente somos bombardeados com mensagens midiáticas que nos impulsionam a comprar coisas que muitas vezes nem necessitamos, somente para sermos socialmente aceitos. Nesse contexto, na expectativa de termos cada vez mais, passamos a olhar para a Palavra de Deus com foco apenas na prosperidade material, esquecendo-nos das demais coisas.

O versículo de referência dessa mensagem nos convida a uma vida abundante. Primeiramente, ele faz referência a uma abundância que há em Deus, depois nos convida a beber em um rio de Deus onde há delícias. Quando o nosso foco está no material passamos a pensar nessa abundância apenas para esse contexto.

Mas quando meditamos profundamente na Palavra de Deus descobrimos que existe algo muito maior, que não se limita aos aspectos materiais.

Em Isaías 55:2 o Senhor nos convida a não gastarmos o nosso dinheiro em coisas que não nos satisfazem, mas nos aproximarmos de Deus e ouvi-Lo, para comermos de finos manjares. Quando lemos todo o capítulo, percebemos que esse banquete oferecido por Deus não é material, mas espiritual, pois se trata de uma vida de arrependimento sincero.

E assim, vamos saindo do foco de abundância material para apreciarmos outro tipo de plenitude: a de uma vida debaixo da Palavra de Deus. Esse pensamento se torna ainda mais nítido quando Jesus no sermão do monte afirma que aqueles que têm fome e sede de justiça serão completamente satisfeitos. Dessa forma, percebemos que somos realmente plenos, ou seja, completos, quando fazemos a vontade do Senhor.

É a mesma sociedade que nos impulsiona a comprar que nos diz que existem coisas que o dinheiro não compra. De fato, existem muitas coisas e uma delas é a presença de Deus conosco, pois esta só pode ser alcançada quando vivemos em obediência. Não é errado desejar uma vida material abundante, mas o nosso maior desejo deve ser a abundância da presença de Deus, e assim todas as demais coisas também virão até nós.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Maria, a mulher que só queria estar aos pés de Jesus

 Texto de referência: Lucas 10:38-42


Existem três referências a Maria irmã de Lázaro na Bíblia. A primeira delas está em Lucas e relata uma visita que Jesus fez à sua casa. Marta também estava e Lázaro, apesar de não mencionado no episódio, provavelmente estava, pois parecia se tratar de um almoço entre várias pessoas.

Nesse dia, Marta estava cuidando das tarefas da casa, e Maria estava aos pés de Jesus, ouvindo seus ensinamentos. Isso indignou muito Marta, que veio reclamar de tal fato com Jesus. Com amor, Jesus ensinou a Marta que na verdade, quem estava certa era Maria, pois a melhor parte daquele momento festivo era a presença de Jesus ali.

Nos dias atuais, essa atitude de Maria seria completamente repudiada por nós, que a chamaríamos de preguiçosa e relapsa, mas Jesus não enxergou assim, pelo contrário, Ele a elogiou. Isso não significa que Jesus seja contra o fato de organizarmos a nossa casa, pelo contrário, é a Bíblia que manda que as mulheres sejam boas donas de casa. O que Ele quis nesse episódio nos deixar como lição é acerca das nossas prioridades.

Maria estava diante do próprio Deus, e ela entendeu isso. Nesse sentido, Maria percebeu que se ocupar com as coisas da casa e deixar de desfrutar da Sua presença não era a melhor escolha. Maria tinha sede pela presença de Deus e demonstrou isso ao deixar tudo para trás para estar aos pés de Jesus.

Em um mundo onde tantas preocupações tomam a nossa mente, onde a vida tem sido tão agitada, precisamos dessa serenidade que Maria nos passa, onde nós vamos deixar tudo por fazer, para estar aos pés de Jesus e desfrutar da Sua agradável presença.


Mais sobre esse assunto em: https://santidadenapalavra.blogspot.com/2020/12/pouco-nos-e-necessario.html?m=1



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

O jovem rico

 Texto de referência: Marcos 10:17-22


Um jovem rico certa vez procurou Jesus. Ele sentia que faltava algo dentro de si que o impedia de tomar posse da vida eterna. Ao questionar Jesus sobre o que ele precisava para herdar a eternidade, Jesus lhe ordenou obedecer os mandamentos de honrar os seus pais e não roubar, matar, adulterar, mentir ou cobiçar. O jovem alegou que já cumpria tudo aquilo.

Jesus já sabia disso. Então disse ao jovem a única coisa que lhe faltava para obter a vida eterna: vender todos os seus bens, dar aos pobres e segui-Lo. Mas o jovem foi embora triste, pois era muito rico. E assim ele perdeu a oportunidade de seguir a Jesus e herdar a vida eterna ao lado d'Ele.

Essa história nos mostra o que realmente importa para recebermos a vida eterna: negar a nós mesmos e seguir a Jesus. Se formos olhar aquele jovem, ele era um rapaz de bons costumes. As práticas dele perante a sociedade eram impecáveis, mas apenas isso não era suficiente.

Quando Jesus o convida a vender tudo, dar aos pobres e servi-Lo, Ele não estava condenando ter riquezas, mas alertando o jovem sobre quais eram e quais deveriam ser as suas prioridades. O que Jesus queria dizer ao jovem, é que as suas riquezas estavam usurpando o lugar de Deus no coração dele, e que por isso, ao decidir vendê-las ele estaria devolvendo o lugar de Deus em seu coração.

Naquele momento, Jesus convidou o jovem a segui-Lo de coração inteiro, mas ele se recusou. Ele preferiu continuar fazendo suas obras morais, mas deixando o seu coração longe de Deus. Apenas as suas obras não o levariam à eternidade com Deus, pois para isso ele precisava servir a Deus de todo o coração, e isso não estava acontecendo, pois o seu coração estava nas riquezas.

Não se sabe se o jovem voltou, ou se futuramente ele se arrependeu. Se isso não tiver acontecido, aquele jovem perdeu a oportunidade de seguir a Jesus e viver a sua vida com Ele para sempre a partir daquele momento. Quanto às suas riquezas… certamente elas não permaneceram com ele após a morte.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Não esconda a sua candeia, repasse o seu conhecimento

 "Também lhes disse: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? Não vem, antes, para ser colocada no velador?" Marcos 4:21


A energia elétrica é algo tão comum aos nossos dias, que nem paramos para pensar que um dia ela não existiu para algumas pessoas. Em tempos antigos as pessoas não possuíam energia elétrica e a luz que iluminava a casa das pessoas era advinda de lamparinas e candeias.

Jesus nos fala em uma de suas parábolas sobre a candeia. Ele afirma que ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma cama ou de um cesto. Pelo contrário, quando se acende uma candeia é com o intuito de colocá-la em um lugar visível, onde a sua luz possa refulgir para todos da casa.

Essa candeia da parábola pode representar muitas coisas, mas eu gostaria de ressaltar a candeia como uma tradução para o conhecimento. Uma luz vem para revelar o que estava oculto pelo escuro. O conhecimento acerca de qualquer assunto é uma luz naquela área. 

Dessa forma, toda vez que há conhecimento sobre qualquer assunto, isso se torna uma luz. Muitas pessoas têm escondido a sua luz, isto é, não têm levado aquilo que sabem às demais pessoas. E assim, fazem com que as suas candeias fiquem debaixo das camas ou dos cestos.

Esse conhecimento não se refere apenas a aspectos espirituais, mas envolve qualquer área das nossas vidas. Se temos conhecimento acerca de qualquer assunto, vem de Deus que possamos levá-lo às outras pessoas, a fim de edificá-las. Todos nós temos uma luz, todos nós somos candeias, e a nossa luz deve brilhar, o que sabemos deve ser repassado aos outros, não para glória própria, mas para glória de Deus.