quinta-feira, 14 de abril de 2022

Por que pecamos, mesmo não querendo pecar?

Texto de referência: Romanos 7:7-25


O pecado é o grande vilão desse mundo. Quando Deus criou o primeiro homem, não havia pecado nele, mas por causa da sua desobediência às ordens de Deus, o pecado então entrou no mundo.

Desde então as pessoas peçam, e mesmo sem querer ceder ao pecado, acabam cedendo algumas vezes. É preciso entender que nem todo pecado é cometido de forma deliberada, isto é, com prazer em pecar. Muitas vezes pecamos sem querer, porque a nossa natureza é inevitavelmente carnal.

Paulo em sua carta aos Romanos aborda um pouco sobre esse assunto, ao declarar que o bem que ele queria fazer ele não fazia, mas o mal que ele não queria praticar, esse ele fazia. A sua aflição quanto a isso é tanta que ele chama a si mesmo de miserável e deseja ficar livre daquele corpo de morte.

Paulo ainda ressalta que existe uma luta da nossa carne com o nosso homem interior, onde este tem prazer na lei de Deus, enquanto aquele apenas tem prazer no pecado. De fato, existe uma guerra diária travada em nós, onde mesmo que dentro de nós não queremos pecar, muitas vezes pecamos.

O que acontece na verdade é que nós éramos carnais, vendidos à escravidão do pecado, mas Cristo fez a nossa remissão na cruz do calvário, libertando-nos das mãos do inimigo. Todavia, apesar de não sermos mais escravos do diabo, a nossa natureza continua sendo carnal, e por isso o pecado continua a habitar em nós.

Por isso é que frequentemente pecamos, ainda que não seja essa a nossa vontade. Mas isso não é motivo para desanimarmos, pois para cada pecado confessado há um perdão. Então se nós, mesmo sem querer, fizemos algo errado, podemos confessar a Deus o nosso pecado e clamar a misericórdia d'Ele. Certamente Ele irá nos perdoar e termos a nossa comunhão com Deus restaurada.



segunda-feira, 11 de abril de 2022

Simão, o homem que quis comprar a presença do Espírito Santo

 Texto de referência: Atos 8:9-21


A história da igreja primitiva traz à tona diversos personagens. Um deles se chamava Simão e vivia na região de Samaria. O relato bíblico diz que ele era um mágico que durante muitos anos iludiu diversas pessoas com suas mágicas. Todavia, quando Filipe foi até àquela região pregar o Evangelho, as pessoas se converteram e deixaram de crer no falso poder de Simão.

Até o próprio Simão abraçou a fé, foi batizado e passou a andar com Filipe, principalmente porque ele se sentia admirado com os grandes milagres que eram operados por meio dele.

Mas a principal admiração de Simão foi ao ver o batismo no Espírito Santo. Quando Pedro e João ficaram sabendo da grande conversão de Samaria, foram para lá orar pelas pessoas para que recebessem o batismo no Espírito. Ao ver isso, Simão, impressionado com o fato, ofereceu aos apóstolos dinheiro para que fosse concedido a ele também o dom de orar pelas pessoas e elas receberem o Espírito Santo.

Pedro o repreendeu severamente, e lhe disse que ele não tinha parte no ministério do Evangelho porque o coração dele não era reto diante de Deus.

Simão é a representação de muitas pessoas que temos visto hoje. Indivíduos que não tem o coração mudado, mas apenas "abraçam a fé" de forma exterior, sem transformação interior, apenas motivadas pelos sinais vistos no povo de Deus. Como não há mudança de coração, acreditam que milagres são barganhados com Deus, e vivem apenas em busca destes.

Essas pessoas não entendem que tudo o que vem de Deus é dado por graça e misericórdia, e não por mérito ou condições humanas. E por isso logo se afastam da fé, apesar de muitas serem até batizadas, pois o que nos torna salvos e participantes do Reino de Deus não é só o batismo ou uma profissão pública de fé, mas crer em Jesus e no Seu sacrifício e andar em obediência a Ele.

Não se sabe o que aconteceu com Simão, mas se ele não tiver mudado a sua postura, provavelmente logo se afastou da igreja e dos cristãos primitivos. A mudança que Deus quer de nós tem que ser algo interno, e não somente no nosso exterior.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

"Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer para a seguir derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxesse para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabaram sendo usados para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nós desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Uma igreja que cresce mesmo em meio às perseguições

 "Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria. Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra."  Atos 8:1‭,4


Quando Jesus ressuscitou Ele disse aos seus apóstolos que ficassem em Jerusalém até receberem o Espírito Santo, mas pouco antes de ser assunto aos céus, Ele ordenou também a eles que fossem a todas as nações pregando o Evangelho.

Dentre as aproximadamente quinhentas pessoas que estavam no momento da ascensão de Jesus, apenas cento e vinte perseveraram em oração no cenáculo e receberam o Espírito Santo. A partir daí vemos o início da igreja primitiva. Era tudo lindo, a presença de Jesus muito forte entre eles, milagres e sinais sendo operados, mas apenas no âmbito de Jerusalém.

Após a morte de Estevão (Atos 7:59-60), levantou-se uma grande perseguição à igreja e os primeiros cristãos acabaram sendo dispersos para várias cidades da Judéia e Samaria. Naqueles lugares eles continuaram a pregar o Evangelho, que cresceu muito nesses lugares. A partir de então, o Evangelho começou a alcançar outros lugares, e nunca mais parou.

O "Ide" de Jesus estava se cumprindo, mas tudo só começou porque houve uma perseguição contra a igreja em Jerusalém, o que obrigou os cristãos a saírem de lá.

O propósito daquela perseguição era acabar com o Evangelho, mas Deus fez com que, aquilo que o inimigo tramou para destruir o povo de Deus fizesse ele crescer ainda mais.

Se nós enfrentamos perseguições, é tempo de colocarmos os nossos olhos em Deus e não desistirmos de fazer a Sua obra, pois a recompensa logo virá. Podemos sim ver crescimento em meio às perseguições, inclusive é nesses momentos que mais enxergamos o trabalhar do Senhor por nós. Aquilo que o inimigo tramar para nos enfraquecer, são os instrumentos que Deus usará para nos fazer mais fortes.


segunda-feira, 4 de abril de 2022

Quando o sofrimento é para manifestar as obras de Deus

"Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus." João 9:1‭-‬3


Quando as pessoas enfrentam problemas, temos a mania de procurarmos o motivo que originou os problemas. Como somos inclinados a julgar as pessoas, em grande parte das vezes procuramos algum pecado para justificar o sofrimento.

Mas por meio de um milagre operado, Jesus nos ensina que nem sempre o sofrimento advém do pecado ou de escolhas erradas. Muitas vezes, ele acontece para se manifestarem as obras de Deus.

Um cego de nascença estava em certo lugar, provavelmente pedindo esmolas, como ele fazia diariamente, quando Jesus e seus discípulos o viram. Os amigos de Jesus logo lhe questionaram qual pecado ele ou seus pais haviam cometido para ele nascer assim. Jesus então responde que a sua cegueira não estava relacionada ao pecado, mas era uma oportunidade para Deus manifestar as obras d'Ele.

Não é relatado que o cego tenha pedido a Jesus a cura, mas Ele toma a iniciativa de cuspir na terra, fazer uma pequena lama, passar nos olhos do cego e mandá-lo se lavar no tanque de Siloé. Após o cego lavar seus olhos, ele passou a enxergar, para surpresa de todos.

Muitas lições podem ser extraídas desse episódio, mas eu gostaria de ressaltar o fato de Jesus ter dito que aquela enfermidade não era em decorrência do pecado, mas para manifestação das obras de Deus. Quando a história daquele homem foi escrita, o Senhor já sabia que ele ficaria cego, mas que seria curado.

Muitas vidas provavelmente se renderam ao Senhor através do testemunho daquele homem. Da mesma forma, as nossas aflições não vêm para nossa vergonha, mas para nos fazer buscar a bênção, até que, quando a encontrarmos, sejamos testemunho às demais pessoas que passam pelos mesmos problemas.


quarta-feira, 30 de março de 2022

Uma segunda chance: considerações sobre o Pedro que negou a Cristo

 Texto de referência: João 21:15-17


Pedro provavelmente tenha sido o discípulo de Jesus mais conhecido dentre todos. De temperamento forte, ele é frequentemente citado nos evangelhos. Após a morte de Jesus ele se tornou como um líder da igreja primitiva. Mas se naquele momento ele tinha muita ousadia, nem sempre foi assim. Isso porque quando Jesus foi preso e estava prestes a ser condenado à morte, Pedro negou perante algumas pessoas que conhecia a Jesus, e isso por três vezes.

Quando Jesus foi preso, todos os seus discípulos O abandonaram, com medo de serem presos também. Enquanto Jesus estava sendo julgado, Pedro estava vendo de longe o seu julgamento. Nesse momento ele foi reconhecido pelas pessoas do lugar como alguém que andava com Jesus. Por três vezes ele foi questionado se O conhecia, mas em todas ela negou (Lucas 22:54-62).

Após cair em si e ver que ele havia traído de certa forma a confiança de Jesus, Pedro chorou amargamente. A Bíblia não relata tal fato, mas provavelmente Pedro estivesse cheio de remorso pela sua atitude, e sentindo-se como se não pudesse fazer mais nada para mudar aquela situação, haja vista Jesus já ter morrido.

Todavia, quando Jesus ressuscitou, Ele conseguiu resolver tudo com Pedro.  Em uma de suas aparições, Jesus dialoga com Pedro acerca do seu amor por Ele. Jesus questiona a Pedro se ele O amava, e faz isso por três vezes. Pedro reconhece que, apesar de amá-Lo, talvez o seu amor por Ele não seria tão puro como ele gostaria.

Assim como Pedro teve por três vezes a oportunidade de reconhecer a Jesus e não o fez, agora ele tem por três vezes a oportunidade de dizer que O ama. E ele faz isso, com sinceridade, sem tentar enganar a Jesus ou a si próprio. O que Pedro tem naquele momento é uma segunda chance.

Assim como Pedro, muitas vezes negamos ao Senhor. Temos a oportunidade de dizer a Ele que O amamos através da nossa obediência, mas preferimos seguir o mundo. Mas Jesus quer nos dar uma nova oportunidade. Nunca é tarde para declararmos o nosso amor por Ele. Pedro não recusou a oportunidade que teve. Ele não apenas reconheceu a Cristo, como morreu como mártir em favor do Evangelho. Se um dia negamos a Cristo em nossas vidas, temos hoje a oportunidade de declarar o nosso amor por Ele e mudar essa situação.

sábado, 26 de março de 2022

Não volte para casa

E voltaram os discípulos outra vez para casa. João 20:10


O versículo lido acima se trata dos fatos relativos à ressurreição de Jesus. Quando Jesus ressuscitou, as primeiras pessoas a saberem do fato foram algumas mulheres que o acompanhavam durante o Seu ministério e foram ao túmulo levar especiarias.

A princípio elas não viram Jesus, mas apenas um anjo que lhes anunciou a ressurreição d'Ele. Elas imediatamente creram e foram avisar os discípulos e demais pessoas. Ao ouvirem a história das mulheres, Pedro e João resolveram ir ao túmulo. Chegando lá viram as vestes nas quais o corpo de Jesus foi envolvido, mas não viram mais nada. Eles então voltaram para casa e continuaram com as portas trancadas por medo dos judeus. Nesse intervalo, Jesus apareceu a Maria Madalena.

As reações das mulheres e dos discípulos ao fato da ressurreição de Jesus foram completamente opostas. Enquanto elas saíram a anunciar o que tinham visto, eles voltaram para casa e continuaram na tristeza em que já se encontravam. Apesar de Jesus já ter lhes revelado que Ele ressuscitaria, eles ainda não haviam compreendido tudo.

Muitas vezes Deus nos concede grandes revelações acerca de algo e nos dá até mesmo demonstrações físicas do que irá acontecer, mas a incredulidade nos impede de enxergar. Algo maravilhoso estava acontecendo mas os discípulos não entenderam e ao invés de saírem a proclamar o Jesus ressuscitado, optaram por permanecer em casa a portas trancadas.

O que temos feito com as revelações que Deus nos têm dado? Temos anunciado o poder de Deus ou estamos trancados em casa com medo? É tempo de sairmos a proclamar a grandeza de Deus a todos. É tempo de proclamarmos a salvação obtida através do sacrifício de Jesus.