quinta-feira, 27 de maio de 2021

O poder da palavra de Deus

Texto de referência: Salmos 29:4-9


No antigo testamento eram comuns os relatos acerca de homens que ouviam a voz de Deus de forma audível. Moisés é um dos maiores exemplos de homens que ouviram a voz de Deus da mesma forma como ouvimos a voz de pessoas comuns. Mas ele não é o único. Como Moisés, outros homens também tiveram experiência, os quais podemos citar Abraão, Isaque e Jacó, Josué, Elias e Eliseu.

Mas a partir da nova aliança, representada pela vinda de Jesus a essa terra, o Senhor passou a nos falar pela Palavra, o verbo feito carne. Hoje, quando falamos em ouvir a voz de Deus, não nos referimos mais ao som audível, mas à Sua Palavra.

O Salmos 29 exalta a voz de Deus, mostrando em alguns versículos os atributos da Sua voz. O salmista ressalta o poder e a majestade da voz de Deus (v.4), que também é capaz de destruir coisas muito resistentes, como por exemplo, o cedro (v. 5). Outras características da voz de Deus são a capacidade de queimar (v.7), estremecer estruturas (v. 8), dar a vida e criar coisas ou de destruir elementos já criados (v.9). 

Se em cada expressão "voz de Deus" substituirmos por "Palavra de Deus", podemos ter a noção do poder que há nela. A Palavra do Senhor é cheia de majestade e glória, nela encontramos o que precisamos para que obstáculos sejam removidos, o que não existe possa ser criado e o que é endurecido seja quebrantado.

Entretanto, temos diminuído aos nossos olhos o poder da Palavra, não crendo naquilo que ela pode realizar por nós. Em muitas situações, estamos esperando ouvir de forma audível e sobrenatural a voz de Deus, sendo que temos ela ao nosso dispor, através das Escrituras. A voz de Deus é a Sua Palavra, é por meio dela que vamos ser instruídos, repreendidos e fortalecidos. Ao abrir a Palavra, que possamos entendê-la como o falar extraordinário de Deus conosco.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Os caminhos da obediência

 Texto de referência: Deuteronômio 30:15-20


Dentre os livros do pentateuco o livro de Deuteronômio se destaca por um assunto: a obediência a Deus. Enquanto Gênesis retrata a história dos patriarcas, Êxodo e Números relatam a saída do povo do Egito e a caminhada pelo deserto, Levítico aborda sobre as leis de Deus, Deuteronômio faz uma síntese acerca do povo no deserto e das leis, mas dedica seus últimos capítulos a convocar o povo de Deus à obediência.

Em toda a caminhada do povo pelo deserto, Deus foi lhes dando as suas leis de forma escrita. Eram muitas leis e todas, sem exceção, deveriam ser guardadas. Cada lei, decreto e ordem tinha o seu propósito, tanto em refletir o amor pelo próximo, quanto em refletir a adoração do povo ao Senhor.

A obediência do povo os levaria a uma abundância inexorável, eles seriam abençoados em tudo e essa bênção de Deus seria notória a todos os povos. Por outro lado, a desobediência traria consequências terríveis, inimagináveis, e aquele povo seria envergonhado em tudo o que fizesse.

O Senhor ainda alerta que o povo não teria desculpas para não cumprir a lei alegando estar ela longe deles, pois ela havia sido dada pelo próprio Deus através de Moisés. Todas as palavras foram escritas em pedras para que não se perdessem, então não apenas o povo, mas a sua descendência a conheceria. 

Por fim, Moisés faz um paralelo entre a obediência e a desobediência, comparando-as com a vida e a morte, respectivamente. Ele alerta ao povo de que estava sendo colocado diante deles esses dois caminhos, e que eles eram livres para escolherem aquilo que eles quisessem, conscientes de que ambos lhes trariam consequências, positivas ou negativas.

Apesar de Deuteronômio ser um livro da velha aliança, no tempo da lei, os seus ensinamentos continuam válidos entre nós cristãos. A obediência a Deus não fica ultrapassada e ela é exigida de nós diariamente, nas pequenas coisas.

Se formos notar as leis de Deus descritas em Levíticos há ordenanças acerca de grandes coisas, mas também acerca de pequenas.

Os crimes graves foram citados, mas as práticas cotidianas também. Obedecer a Deus vai além de não matar, roubar, adulterar ou coisas nesse sentido. Implica também em ações do nosso dia a dia, quando por exemplo não entramos em uma roda de conversa que envolve fofoca, não aceitamos "pequenas mentiras" ou deixamos de lado a internet para nos conectarmos mais a Deus.

Obedecer a Deus é uma escolha diária. Todos os dias temos à nossa disposição duas alternativas, o mal e o bem, a vida e a morte. Que possamos escolher sempre o bem e a vida, e assim colheremos todas as bênçãos que o Senhor nos promete através da obediência.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Batalha espiritual: preparando-se para vencer

 Texto de referência: Josué 6


Após o povo de Israel peregrinar por quarenta anos no deserto chegou o momento mais esperado por eles, entrar na terra prometida. Mas até chegar a essa terra, era preciso primeiro desapossar os moradores das terras vizinhas. Um desses territórios era denominado Ai.

Após terem destruído a cidade de Jericó, os israelitas estavam confiantes. Sem muito preparo eles saem à peleja contra Ai. Não estudam com profundidade o território inimigo e enviam apenas uns poucos homens. O resultado foi a derrota dos israelitas.

Após consultarem o Senhor, Este lhes revela que a derrota ocorreu porque um homem, chamado Acã, havia pegado coisas consagradas de Jericó, o que foi proibido pelo Senhor. Após matarem Acã e se redimirem perante o Senhor, eles elaboram uma nova estratégia para vencerem Ai.

Dessa vez, por ordem do Senhor, eles enviam para a guerra cerca de trinta mil homens, cercam a cidade de emboscadas e se colocam em posição de alerta. Ainda, eles elaboram a estratégia de retirar todos os moradores da cidade, a fim de os tirarem do seu lugar seguro. Dessa vez Israel prevaleceu e todos os moradores de Ai foram destruídos.

A batalha de Ai nos traz algumas lições. O desejo contínuo do Senhor é nos dar vitória, mas Ele não compactua com o pecado. Enquanto há coisas erradas não podemos obter vitória. É preciso primeiro nos santificarmos. Além disso, toda batalha requer de nós preparo e vigilância. Não podemos sair para a guerra de qualquer forma. É preciso planejar as nossas estratégias. E por fim, enquanto estamos no território inimigo ele prevalecerá. Quando o tiramos do seu lugar e passamos a batalhar no nosso território espiritual, cobertos pela oração e pela Palavra, nós venceremos.

Santificação, estratégia e cobertura espiritual são armas que o Senhor nos ensina para guerrearmos. O final da batalha contra Ai nós já sabemos, não ficou nenhum adversário. Seguindo as orientações do Senhor também venceremos, para a glória Dele.

domingo, 23 de maio de 2021

A nova aliança

  Texto de referência: Jeremias 31:31-33;40


O povo de Deus foi marcado por alianças com o criador. Com Abraão, o Senhor fez aliança com aquele homem sobre ser o seu único Deus. Tudo isso diante de um cenário de idolatria, pois os povos das nações adoravam diversos deuses ao mesmo tempo. Essa aliança foi renovada com Isaque e Jacó. Posteriormente, quando o povo já estava no deserto e quando entraram com Josué na terra prometida, o Senhor também fez aliança com eles.

Em geral, o pacto da aliança era marcado por sacrifícios de animais, que selavam o compromisso do povo com Deus. Mas aquele povo frequentemente quebrava essa aliança, se inclinando às práticas pagãs dos povos ao redor e adorando outros deuses. Após muitos anos de altos e baixos e muitos períodos de rebeldia o povo vai ao exílio babilônico e ali fica por quarenta anos.

No exílio, Deus envia profetas que denunciavam os pecados do povo, mas que também lhes pregavam palavras de esperança, de que aquele exílio um dia chegaria ao fim. Em uma dessas profecias de esperança, o Senhor usa o profeta Jeremias para anunciar àquele povo um novo tempo, onde uma nova aliança seria firmada com eles.

Mas o Senhor alerta de que aquela não seria mais uma aliança como aquela feita com o povo no deserto. A aliança agora consistia na lei do Senhor estar na mente e no coração deles. As leis dadas ao povo pelo Senhor não consistiriam mais em práticas externas, mas em uma atitude interior de um coração temente a Deus, que o adoraria de todo o coração.

Ao final o profeta ressalta que esse povo não seria mais desarraigado ou destruído.

O povo estava tão acostumado às ordenanças da lei que achavam que essa era a essência da vida com Deus. Agora o Senhor estava lhes preparando para o tempo do Messias, onde a graça superava a lei e onde a obediência transcendia a necessidade do sacrifício.

Quando vivemos apegados às normas, a uma liturgia pronta, a uma adoração formalizada, aos poucos vamos perdendo a essência da intimidade com Deus, que está acima de tudo isso e que exige de nós apenas um requisito: que o nosso coração seja totalmente do Senhor. E quando estamos nesse nível, não há como sermos destruídos, pois as nossas raízes estão em Deus. Um povo que vive inteiramente para Deus não é exilado, pois o Senhor é a sua morada. Era esse nível de espiritualidade que Deus esperava daquele povo. É essa comunhão que Deus também espera de nós.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

O perigo de vivermos despreocupadamente

 Texto de referência: Isaías 32:9-20


Houve um tempo no Reino de Israel onde servir a Deus não era mais prioridade para o seu povo. Enriquecer-se, de preferência às custas dos pobres, era a principal preocupação. Nesse tempo, a palavra de Deus era ministrada através dos profetas, que denunciavam os pecados existentes. 

É nesse contexto que surgiu o profeta Isaías, denunciando a vida pecaminosa que o povo estava levando. O profeta falou acerca de mulheres, que vivendo despreocupadamente diante da boa vida que levavam, não se atentavam mais em cumprir as leis do Senhor. Mas o profeta alertou para o fato de que aquela situação confortável estava se findando e que viriam tempos difíceis.

Esse período de escassez só se findaria quando fosse derramado o Espírito do alto, então aquilo que estava deserto, floresceria. A justiça então seria praticada, trazendo paz, repouso e segurança para sempre. Mesmo que tudo ao redor não estivesse bem, o povo continuaria vivendo em paz e seguro.

Essa palavra não foi dirigida a qualquer um, mas a mulheres que viviam despreocupadamente. Nesse contexto, viver despreocupado não implica em levar uma vida sem propósitos, mas denota a uma vida onde Deus não é mais prioridade. Estamos sujeitos a viver assim quando tudo em nossa vida flui muito bem e devido a isso nos esquecemos da importância da vigilância. Além disso, o tripé da comunhão com Deus - oração, Palavra e jejum - já não são praticados, e as coisas dessa terra se tornam a nossa única preocupação.

Todos sabemos que o tempo da bonança existe, mas infelizmente não dura para sempre. Durante a nossa caminhada na terra, todos nós passamos por momentos difíceis, e se nesses momentos a nossa fé não estiver ancorada em Deus e na Sua Palavra, não resistiremos às intempéries da vida.

Assim como no texto, o nosso jardim só volta a florescer quando o Espírito é derramado, isto é, quando voltamos aos pés do Senhor. A comunhão com o Espírito Santo nos fará vivermos em justiça, e isso nos trará a paz e a tranquilidade necessárias para enfrentar qualquer situação.

Perceba que o texto diz que ainda que haja escuridão e que a cidade seja completamente assolada, o povo de Deus viveria em paz e segurança. Essa característica do repouso ao povo de Deus não está condicionada à ausência de aflições, mas à prática da justiça e comunhão com o Espírito Santo. 

Apesar dessa palavra começar em um tom de alerta e ameaça, ele termina trazendo uma palavra de esperança. Viver despreocupado das coisas de Deus no presente é um passo para vivermos desnorteados no futuro. Pelo contrário, quando nos esforçamos para caminhar com Deus sempre, não nos desesperamos quando vêm as adversidades.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cultivando a vida após a promessa

Texto de referência: Deuteronômio 7:1-4


Durante todos os quarenta anos que o povo de Israel peregrinou no deserto, o alvo deles era chegar à terra prometida - denominada Canaã. Havia uma expectativa muito grande de entrada daquele povo nesta terra, pois Deus já havia lhes adiantado de que aquela terra seria produtiva e abençoada.

Após a peregrinação no deserto, eles chegaram aos limites da terra, mas a entrada deles ali estava condicionada à derrubada dos atuais moradores daquela terra. Deus os alertou de que eles deveriam eliminar todos os moradores da terra, bem como seus objetos de culto, a fim de que eles futuramente não se tornassem empecilhos para eles. 

Os moradores de Israel finalmente tomaram posse de Canaã, mas eles não desapossaram totalmente os moradores da terra e no futuro sofreram muito com eles.

Essa história nos faz refletir sobre a importância da nossa trajetória após conquistarmos as promessas de Deus. Quando tomamos posse das promessas de Deus, é essencial que busquemos cultivar aquilo que alcançamos. Ao experimentarmos o sucesso almejado, podemos ser tentados a abandonarmos o Senhor, mas devemos ser firmes em não nos esquecermos de tudo o que Ele fez por nós.

Ainda, mesmo durante a nossa estadia na terra da promessa, podemos experimentar problemas que querem nos retirar do lugar que Deus preparou para nós. Quando isso acontece, cabe a nós sermos firmes e nos apegarmos a todas as nossas experiências com o Senhor, para não vacilarmos.

Para muitos, ser fiel a Deus quando tudo vai bem pode ser mais difícil do que quando tudo vai mal, haja vista estarmos em um ambiente livre de problemas. Tomar posse das promessas que Deus nos deu é algo maravilhoso, entretanto, algumas vezes essa é apenas uma etapa do processo. Cultivar a fé vivendo na terra da promessa também é um grande desafio. 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

O Senhor é o nosso Pastor

 Texto de referência: Salmos 23


Davi antes de ser rei foi um pastor de ovelhas. Por muitos anos pastoreou as ovelhas de seu pai. No Salmos 23 ele inverte os papéis e ao invés de se colocar como pastor ele se coloca na posição de ovelha. Trabalhando por tantos anos como pastor, ele provavelmente observava e conhecia bem o comportamento desses animais.

Ele inicia dizendo que o Senhor era o seu pastor e portanto nada lhe faltaria. Como pastor, ele sabia como um pastor cuida com carinho do seu rebanho. Todavia, por mais diligente que seja o pastor, ele é falho e pode cometer deslizes no cuidado das ovelhas. Mas com o Senhor o pastoreio é diferente. Ele é o pastor perfeito, que cuida das suas ovelhas de modo exemplar, e por isso ele dizia que não teria falta de nada.

Quanto ao alimento, o pasto é sempre verdinho e as águas são tranquilas. O Senhor nos dá a condição de que precisamos para estarmos sempre alimentados e confortáveis.

Ele se sentia guiado e disciplinado pelo Senhor. Um dos papéis do pastor é conduzir as suas ovelhas não permitindo que elas se desviem da rota traçada. Para isso, ele utiliza a vara e o cajado, para guiar e puxar para si as ovelhas, caso elas se desviem.

A confiança de Davi era tão grande no seu Pastor que mesmo andando próximo a morte, ele não tinha medo de nada. Tendo Deus como nosso Pastor, não tememos as adversidades pois sabemos que Ele sempre nos olha e nos guarda.

A bondade e misericórdia que seguiram a Davi diariamente é a mesma que quer nos seguir também. Mas assim como a ovelha é cuidada pelo pastor, ela também deve obedecer o pastor. Como ovelhas de Cristo, nosso papel é obedecê-Lo, tratando Ele conforme a Sua autoridade sobre nós.

Neste Salmo, Davi enxerga o Senhor como seu pastor, e ele é. Jesus nos diz em João 10:11 que Ele é o bom pastor, que dá a Sua vida pelas ovelhas. E como nosso Pastor, temos que acreditar no cuidado do Senhor para conosco.

Se o pastor homem sabe cuidar bem das suas ovelhas, não o faria muito melhor aquele que nos ama com amor incondicional?