quinta-feira, 17 de junho de 2021

Família, o nosso primeiro ministério

 Texto de referência: Juízes 6:25-34


Independente do chamado que temos para a obra do Senhor, uma coisa é comum a todos nós: a família. Os homens e mulheres de Deus que tomam conta de grandes ministérios têm as suas famílias para cuidar. E, se cada ministério tem uma abrangência e características peculiares, o ministério da família não muda. Apesar de cada família ser diferente, o cuidado é o mesmo.

Houve um homem na Bíblia chamado Gideão que recebeu um chamado de Deus para libertar o povo de Deus, mas antes de assumir publicamente esse chamado, ele recebeu a incumbência de consertar as coisas na sua casa.

O pai de Gideão era idólatra e o Senhor pediu a Gideão que destruísse o altar que o seu pai havia feito como forma de adoração ao ídolo. Ele então obedeceu a Deus e destruiu o altar. Assim que Gideão tomou essa atitude, o Espírito do Senhor se apossou dele e Deus operou a libertação dos israelitas por seu intermédio.

Essa história nos mostra a importância de cuidarmos da nossa casa ao assumirmos um ministério. Isso não significa que temos que esperar a nossa casa estar em perfeita ordem para obedecermos ao chamado de Deus, mas algumas atitudes devem ser tomadas. Não há como assumirmos a responsabilidade de um ministério deixando o nosso lar jogado às traças. Muitas vezes queremos assumir responsabilidades na obra de Deus sem cuidarmos daquela que é o nosso maior ministério: a família. O zelo que devemos empreender na obra de Deus deve ser o mesmo zelo que devemos ter com a nossa casa. A Bíblia nos diz em I Timóteo 5:8 que se alguém não cuida da sua família, negou a fé e é pior que um descrente.

A família é o nosso primeiro ministério, antes de nos empenharmos na obra do Senhor precisamos certificar que estamos cuidando da nossa casa, onde devemos dar diariamente o nosso testemunho. 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A corrupção de Gideão

Texto de referência: Juízes 8:22-27


Gideão foi um dos juízes de Israel. O período dos juízes foi um período muito sombrio da história de Israel, onde o povo se afastou dos caminhos do Senhor e começou a seguir deuses estranhos, advindos dos povos pagãos que viviam ao redor deles.

Antes de Gideão julgar o povo, eles estavam sob a opressão dos midianitas. Quando o Senhor usou Gideão para libertá-los dos seus inimigos, o povo o constituiu como juiz de Israel. Ele julgou o povo por quarenta anos. Quando Gideão voltou da guerra entre Israel e os midianitas, os israelitas lhe pediram para reinar sobre eles, mas Gideão não aceitou, alegando ser Deus o rei daquele povo. Até esse momento, Gideão agiu corretamente, não se deixando corromper pela sedução de ser o rei daquele povo.

Entretanto, Gideão pede ao povo objetos de ouro para si, e desses objetos faz para si uma estola, uma espécie de manto sacerdotal, que foi utilizada pelos israelitas como objeto de idolatria, o que trouxe maldição sobre a sua casa.

Gideão, apesar de recusar governar, achou que poderia obter vantagens financeiras de sua posição enquanto juiz. A sua ideia de fazer uma estola sacerdotal indica que o seu coração se ensoberbeceu com a sua posição perante o povo.

Gideão também teve muitas mulheres, que lhe concederam setenta filhos. As atitudes de poligamia de Gideão fizeram com que seus filhos disputassem entre si a sucessão da posição de juiz. Após a morte de Gideão, um de seus filhos planejou e executou o assassinato de todos os seus irmãos, com exceção de um deles que conseguiu escapar.

Gideão foi um juiz usado por Deus para libertar o Seu povo da opressão de um adversário devastador. Ele tinha em suas mãos os instrumentos para liderar com excelência o povo de Deus, mas pequenas atitudes trouxeram marcas negativas ao seu legado. Como servos de Deus e instrumentos usados para o Seu reino, temos a incumbência de não apenas levar o Evangelho da libertação, mas viver nesse Evangelho, não nos deixando corromper pelas astutas artimanhas do inimigo.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

O agir de Deus perante o impossível e utilizando o improvável

Textos de referência: Juízes 6:11-24;7:1-25


A opressão que o povo de Deus sofreu diante dos midianitas foi uma das mais terríveis da sua história. Os midianitas eram adversários cruéis, cuja estratégia era de destruição. Quando as plantações em Israel estavam na fase da colheita, vinham os midianitas e as destruíam e roubavam, retirando o sustento do povo. A Bíblia relata que essa situação gerou um abatimento muito grande nos israelitas, que já não sabiam o que fazer.

É nesse contexto que surge Gideão, um homem da tribo de Manassés. Enquanto ele estava tratando um trigo às escondidas por medo dos midianitas, um Anjo surge para falar com ele. O Anjo exalta a força de Gideão, que ao invés de se ver como um homem forte, se enxergava fraco e incapaz. Por algumas vezes Gideão temeu e duvidou de que Deus os ajudaria por intermédio dele, mas Deus sempre deu a Gideão provas de que estaria com ele. 

A batalha liderada por Gideão foi de trezentos homens batalhando contra cento e vinte mil. A batalha humanamente impossível se transformou em uma vitória dada por Deus, e o povo pôde contemplar o Seu agir maravilhoso.

Mas a história de Gideão além de ilustrar os impossíveis de Deus ilustra também os improváveis. Um homem que era o menor da menor família de sua tribo foi escolhido por Deus. Na verdade, Gideão podia ser pequeno aos olhos humanos, mas tinha uma grande força dentro de si. Ele mesmo não via essa força, nem mesmo quando Deus tentou mostrá-lo. Quando passamos a nos ver como Deus nos vê, enxergamos as nossas qualidades que o inimigo tenta a todo momento esconder. Gideão era um homem forte, Deus o enxergava assim, ele porém não se via dessa forma.

Esse é Deus, que age no impossível utilizando o improvável. Nas situações impossíveis da nossa vida também podemos recorrer ao Senhor, ainda que não entendamos o Seu modo de agir. O Deus dos impossíveis age também por intermédio dos improváveis.

domingo, 13 de junho de 2021

Débora: uma mulher ousada

 Texto de referência: Juízes 4 e 5


Débora foi uma mulher que julgou o povo de Israel no período dos juízes. Ela foi uma figura icônica para a sua geração, pois embora em geral os homens ocupassem os cargos de liderança, Débora quebrou esses paradigmas, surgindo como juíza em Israel, a única mulher nesse cargo citada na Bíblia, diga-se de passagem.

Talvez Débora tenha se inquietado diante da vergonha que Israel vivia na época, por causa da opressão que o povo estava sofrendo diante dos seus inimigos. Em seu cântico, Débora relata que as aldeias de Israel estavam desertas, até que ela se levantou para mudar aquela situação. Débora não foi apenas juíza de Israel, ela foi também mãe daquele povo, isto é, ela cuidou deles com amor.

Débora inspirava autoridade, pois quando ela chamou Baraque para sair à peleja por Israel, ele só aceitou ir se Débora fosse com ele, indicando a autoridade que a presença dela transmitia. Na verdade, a força que Débora inspirava, estava na presença de Deus na vida dela.

Outra característica marcante de Débora é a sua coragem. Os cananeus, que oprimiam o povo de Deus, tinham carros de ferros, um instrumento de batalha muito potente, o que causava muito medo no povo. Mas Débora não se deixou amedrontar, pois o Senhor já havia ordenado a peleja, e ela sabia que quando o Senhor se coloca a frente de uma batalha, a vitória está garantida.

Deus atraiu os cananeus até um determinado rio, chamado Quisom, que foi instrumento utilizado por Deus para derrotar os adversários do Seu povo.

Débora, uma mulher excêntrica para os seus tempos, que se destacou pela sua coragem e ousadia em liderar, em uma época onde as mulheres não tinham tanta visibilidade, se torna nos tempos de hoje também uma referência para nós. Se nos tempos onde a visibilidade da mulher era tão pequena, Débora alcançou o seu espaço, hoje também podemos galgar lugares altos. Mas havia um diferencial nesta mulher, ela tinha intimidade para ouvir a voz de Deus e tinha coragem para obedecê-la. A fé de Débora a levou a crer que, apesar da força dos adversários, Deus era poderoso para dar vitória ao Seu povo.

Que o Senhor encontre mulheres corajosas como Débora, que se levantem como mães nessa geração, para ajudarem o povo de Deus a vencer os adversários do nosso tempo.

sábado, 12 de junho de 2021

Quatro motivos para acreditar que se Deus é por nós, ninguém será contra nós

 Texto de referência: Romanos 8:31


A expressão "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" frequentemente é utilizada por muitas pessoas, mesmo aquelas que não andam com Deus. É uma frase de encorajamento, pois nos anima saber que se há um ser tão grande ao nosso lado, ninguém poderá nos derrotar.

Todavia, se formos colocar essa frase dentro do contexto em que ela se encontra, veremos que ela está no final de um capítulo onde o apóstolo Paulo exprime diversos conselhos e situações. Desse capítulo, eu separei quatro elementos gerais que ele aponta.

O Espírito Santo: a primeira coisa que Paulo aborda neste capítulo é a presença do Espírito que tem todos aqueles que receberam a Cristo em suas vidas. Ter o Espírito Santo ao nosso lado nos faz sermos cheios de vida e paz.

Somos filhos de Deus: a segunda declaração é de que aqueles que têm o Espírito são filhos de Deus. Ora, quem é filho é herdeiro do seu pai e co-herdeiro com seus irmãos. No mundo espiritual, somos filhos de Deus e portanto seus herdeiros e co-herdeiros com Cristo de todas as suas promessas.

A esperança da salvação: quando recebemos a Cristo em nós, não o fizemos pensando apenas acerca da vida nesta terra, mas o fizemos muito mais pela esperança da salvação eterna. Todavia, a vida eterna para aqueles que estão vivos é apenas uma esperança, pois ela só se concretizará ao fecharmos os nossos olhos para a vida nesta terra.

A intercessão do Espírito: para os que são filhos de Deus, o Espírito Santo se torna um intercessor, orando a Deus por nós segundo a Sua vontade.

E após o apóstolo Paulo relatar todas essas coisas, ele aponta a famosa frase de que, a vista destas coisas, se Deus está conosco, ninguém poderá ser contra nós. E verdadeiramente, sermos filhos de Deus, ter a esperança da salvação, ter o Espírito Santo e saber que Ele intercede por nós são fatores que nos encorajam a viver nesta terra, crendo que o mal não pode nos atingir.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Somos fortes porque cremos no Deus Forte

Texto de referência: Josué 17:14-18


Após a entrada dos israelitas na terra prometida, o próximo desafio do líder Josué era dividir as terras conquistadas. Todas as tribos receberam a sua parte. Quando foi a hora da divisão para as tribos de Efraim e Manassés, elas refutaram a Josué dizendo que, haja vista eles serem um povo grande, haviam recebido uma herança pequena.

Josué então os adverte que, se eles se consideravam um grande povo, deveriam tomar uma parte do bosque para eles e também desapossarem os moradores do lugar. As duas tribos então dizem a Josué que os moradores daquele lugar eram fortes e utilizavam carros de ferro, uma arma muito potente para as batalhas da época.

Nesse momento, Josué reforçou a eles de que as duas tribos realmente eram um povo forte e ressalta que eles conseguiriam tomar posse de toda a região montanhosa, apesar do local ser um bosque e os habitantes de lá serem fortes e utilizarem carros de ferro.

Essa história nos apresenta um fato importante acerca das tribos de Efraim e Manassés. Diante do seu crescimento, eles perceberam a necessidade de se expandirem, mas ao perceberem as dificuldades para obterem essa expansão, se sentiram desanimados.

Ao perceberem que eles teriam que desbravar um bosque e lutar contra fortes adversários, eles desanimaram. Eles queriam ampliar seus limites e se consideravam grandes, mas no momento em que passaram a olhar para os obstáculos a serem vencidos para alcançarem esse feito, não acreditaram na força que havia neles.

Em muitas situações em nossa vida também enfrentamos situações como essas, em que queremos algo e nos sentimos capazes de conseguir, mas ao olharmos as dificuldades do caminho a percorrer, desanimamos. O bosque e os adversários, bem equipados com carros de ferro, eram os empecilhos que afastavam o povo da terra que almejavam. Apesar de serem um grande povo, não se sentiam fortes o suficiente para enfrentar os adversários, e se deixaram levar pelo medo. 

A força dos israelitas vinha do Senhor, bem como a nossa força. Não importam o tamanho das dificuldades, em Deus poderemos vencê-las. Somos fortes porque temos um Deus Forte ao nosso lado (Isaías 9:6).

terça-feira, 8 de junho de 2021

Os passos para a caminhada da nossa libertação

 Texto de referência: Salmos 40:1-3


O Salmos 40, de autoria de Davi, é um hino de libertação. No início do texto, o salmista relata que esperou pacientemente no Senhor e que o Senhor o ouviu, quando ele clamou por socorro. Ele então relata sobre a situação na qual se encontrava, antes de receber o livramento: em um poço de perdição e em um ambiente de sujeira. Após a sua libertação, o Senhor o coloca sobre uma Rocha e lhe firma os passos. Por fim, o salmista foi revestido de atitudes de louvor e as pessoas ao seu redor que viram tudo o que aconteceu com ele, passaram a temer e confiar no Senhor.

Os três primeiros versículos deste salmo nos apresenta de uma maneira bastante sintetizada o caminho da libertação pelo qual muitas vezes percorremos.

O contexto do problema do salmista não é relatado, mas sem dúvida, a comparação da sua aflição a um poço de perdição e tremedal de lama revela que era algo bastante sério e incômodo. Para se ver livre do seu problema, o salmista toma algumas decisões.

A primeira atitude do salmista foi a de esperar com confiança no Senhor. A atitude de espera é uma demonstração de fé da nossa parte, pois revela que cremos que no momento certo Deus irá agir.

Ao esperar em Deus e também clamar por socorro, ele foi ouvido e liberto da sua situação dramática. A partir de então, ele experimenta um novo tempo, onde os seus pés são colocados sobre uma Rocha e os seus passos são firmados. Em geral, o processo de libertação não é restrito apenas ao livramento daquilo que nos aprisiona, mas sempre vem acompanhado de ensinamentos e situações permitidas pelo Senhor para nos fortalecer, a fim de que não sejamos aprisionados novamente. Ter os pés sobre a Rocha indica a confiança de que há alguém que nos guarda, e ter os passos firmes significa que não andaremos mais tropeçando.

Após esse processo, o louvor flui dos nossos lábios de uma maneira espontânea. A libertação tem o poder de despertar em nós atitudes e palavras de gratidão. Se fomos realmente libertos, haverá o reconhecimento da grandeza do Senhor, o nosso Libertador.

E por fim, a nossa libertação deve gerar o fruto do testemunho a fim de que outras pessoas vejam aquilo que o Senhor fez por nós, e sejam tocadas a servir ao Senhor e confiar n'Ele também nas suas adversidades. Isso significa que aquilo que vivemos não pode ficar só para nós, mas deve ser levado a outros que estão passando por problemas semelhantes aos nossos. Quando somos libertos e outras vidas não são edificadas a partir do nosso testemunho, o processo não gerou os devidos frutos.

O Salmos 40 é um hino de encorajamento. Mesmo enfrentando uma situação desesperadora, o salmista colocou sua confiança em Deus, que lhe deu o livramento. A partir de então, a sua vida foi mudada e frutos foram gerados na vida de outras pessoas. Diante das nossas mais terríveis aflições, também podemos agir como o salmista, esperando em Deus e experimentando o trabalhar d'Ele por nós.