sexta-feira, 8 de abril de 2022

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

"Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer para a seguir derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxesse para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabaram sendo usados para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nós desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Uma igreja que cresce mesmo em meio às perseguições

 "Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria. Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra."  Atos 8:1‭,4


Quando Jesus ressuscitou Ele disse aos seus apóstolos que ficassem em Jerusalém até receberem o Espírito Santo, mas pouco antes de ser assunto aos céus, Ele ordenou também a eles que fossem a todas as nações pregando o Evangelho.

Dentre as aproximadamente quinhentas pessoas que estavam no momento da ascensão de Jesus, apenas cento e vinte perseveraram em oração no cenáculo e receberam o Espírito Santo. A partir daí vemos o início da igreja primitiva. Era tudo lindo, a presença de Jesus muito forte entre eles, milagres e sinais sendo operados, mas apenas no âmbito de Jerusalém.

Após a morte de Estevão (Atos 7:59-60), levantou-se uma grande perseguição à igreja e os primeiros cristãos acabaram sendo dispersos para várias cidades da Judéia e Samaria. Naqueles lugares eles continuaram a pregar o Evangelho, que cresceu muito nesses lugares. A partir de então, o Evangelho começou a alcançar outros lugares, e nunca mais parou.

O "Ide" de Jesus estava se cumprindo, mas tudo só começou porque houve uma perseguição contra a igreja em Jerusalém, o que obrigou os cristãos a saírem de lá.

O propósito daquela perseguição era acabar com o Evangelho, mas Deus fez com que, aquilo que o inimigo tramou para destruir o povo de Deus fizesse ele crescer ainda mais.

Se nós enfrentamos perseguições, é tempo de colocarmos os nossos olhos em Deus e não desistirmos de fazer a Sua obra, pois a recompensa logo virá. Podemos sim ver crescimento em meio às perseguições, inclusive é nesses momentos que mais enxergamos o trabalhar do Senhor por nós. Aquilo que o inimigo tramar para nos enfraquecer, são os instrumentos que Deus usará para nos fazer mais fortes.


segunda-feira, 4 de abril de 2022

Quando o sofrimento é para manifestar as obras de Deus

"Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus." João 9:1‭-‬3


Quando as pessoas enfrentam problemas, temos a mania de procurarmos o motivo que originou os problemas. Como somos inclinados a julgar as pessoas, em grande parte das vezes procuramos algum pecado para justificar o sofrimento.

Mas por meio de um milagre operado, Jesus nos ensina que nem sempre o sofrimento advém do pecado ou de escolhas erradas. Muitas vezes, ele acontece para se manifestarem as obras de Deus.

Um cego de nascença estava em certo lugar, provavelmente pedindo esmolas, como ele fazia diariamente, quando Jesus e seus discípulos o viram. Os amigos de Jesus logo lhe questionaram qual pecado ele ou seus pais haviam cometido para ele nascer assim. Jesus então responde que a sua cegueira não estava relacionada ao pecado, mas era uma oportunidade para Deus manifestar as obras d'Ele.

Não é relatado que o cego tenha pedido a Jesus a cura, mas Ele toma a iniciativa de cuspir na terra, fazer uma pequena lama, passar nos olhos do cego e mandá-lo se lavar no tanque de Siloé. Após o cego lavar seus olhos, ele passou a enxergar, para surpresa de todos.

Muitas lições podem ser extraídas desse episódio, mas eu gostaria de ressaltar o fato de Jesus ter dito que aquela enfermidade não era em decorrência do pecado, mas para manifestação das obras de Deus. Quando a história daquele homem foi escrita, o Senhor já sabia que ele ficaria cego, mas que seria curado.

Muitas vidas provavelmente se renderam ao Senhor através do testemunho daquele homem. Da mesma forma, as nossas aflições não vêm para nossa vergonha, mas para nos fazer buscar a bênção, até que, quando a encontrarmos, sejamos testemunho às demais pessoas que passam pelos mesmos problemas.


quarta-feira, 30 de março de 2022

Uma segunda chance: considerações sobre o Pedro que negou a Cristo

 Texto de referência: João 21:15-17


Pedro provavelmente tenha sido o discípulo de Jesus mais conhecido dentre todos. De temperamento forte, ele é frequentemente citado nos evangelhos. Após a morte de Jesus ele se tornou como um líder da igreja primitiva. Mas se naquele momento ele tinha muita ousadia, nem sempre foi assim. Isso porque quando Jesus foi preso e estava prestes a ser condenado à morte, Pedro negou perante algumas pessoas que conhecia a Jesus, e isso por três vezes.

Quando Jesus foi preso, todos os seus discípulos O abandonaram, com medo de serem presos também. Enquanto Jesus estava sendo julgado, Pedro estava vendo de longe o seu julgamento. Nesse momento ele foi reconhecido pelas pessoas do lugar como alguém que andava com Jesus. Por três vezes ele foi questionado se O conhecia, mas em todas ela negou (Lucas 22:54-62).

Após cair em si e ver que ele havia traído de certa forma a confiança de Jesus, Pedro chorou amargamente. A Bíblia não relata tal fato, mas provavelmente Pedro estivesse cheio de remorso pela sua atitude, e sentindo-se como se não pudesse fazer mais nada para mudar aquela situação, haja vista Jesus já ter morrido.

Todavia, quando Jesus ressuscitou, Ele conseguiu resolver tudo com Pedro.  Em uma de suas aparições, Jesus dialoga com Pedro acerca do seu amor por Ele. Jesus questiona a Pedro se ele O amava, e faz isso por três vezes. Pedro reconhece que, apesar de amá-Lo, talvez o seu amor por Ele não seria tão puro como ele gostaria.

Assim como Pedro teve por três vezes a oportunidade de reconhecer a Jesus e não o fez, agora ele tem por três vezes a oportunidade de dizer que O ama. E ele faz isso, com sinceridade, sem tentar enganar a Jesus ou a si próprio. O que Pedro tem naquele momento é uma segunda chance.

Assim como Pedro, muitas vezes negamos ao Senhor. Temos a oportunidade de dizer a Ele que O amamos através da nossa obediência, mas preferimos seguir o mundo. Mas Jesus quer nos dar uma nova oportunidade. Nunca é tarde para declararmos o nosso amor por Ele. Pedro não recusou a oportunidade que teve. Ele não apenas reconheceu a Cristo, como morreu como mártir em favor do Evangelho. Se um dia negamos a Cristo em nossas vidas, temos hoje a oportunidade de declarar o nosso amor por Ele e mudar essa situação.

sábado, 26 de março de 2022

Não volte para casa

E voltaram os discípulos outra vez para casa. João 20:10


O versículo lido acima se trata dos fatos relativos à ressurreição de Jesus. Quando Jesus ressuscitou, as primeiras pessoas a saberem do fato foram algumas mulheres que o acompanhavam durante o Seu ministério e foram ao túmulo levar especiarias.

A princípio elas não viram Jesus, mas apenas um anjo que lhes anunciou a ressurreição d'Ele. Elas imediatamente creram e foram avisar os discípulos e demais pessoas. Ao ouvirem a história das mulheres, Pedro e João resolveram ir ao túmulo. Chegando lá viram as vestes nas quais o corpo de Jesus foi envolvido, mas não viram mais nada. Eles então voltaram para casa e continuaram com as portas trancadas por medo dos judeus. Nesse intervalo, Jesus apareceu a Maria Madalena.

As reações das mulheres e dos discípulos ao fato da ressurreição de Jesus foram completamente opostas. Enquanto elas saíram a anunciar o que tinham visto, eles voltaram para casa e continuaram na tristeza em que já se encontravam. Apesar de Jesus já ter lhes revelado que Ele ressuscitaria, eles ainda não haviam compreendido tudo.

Muitas vezes Deus nos concede grandes revelações acerca de algo e nos dá até mesmo demonstrações físicas do que irá acontecer, mas a incredulidade nos impede de enxergar. Algo maravilhoso estava acontecendo mas os discípulos não entenderam e ao invés de saírem a proclamar o Jesus ressuscitado, optaram por permanecer em casa a portas trancadas.

O que temos feito com as revelações que Deus nos têm dado? Temos anunciado o poder de Deus ou estamos trancados em casa com medo? É tempo de sairmos a proclamar a grandeza de Deus a todos. É tempo de proclamarmos a salvação obtida através do sacrifício de Jesus.

quarta-feira, 23 de março de 2022

A transformação do Espírito Santo na vida dos discípulos de Jesus

 E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. João 20:22


Os doze discípulos de Jesus foram homens privilegiados, pois tiveram a oportunidade de conviver com Ele, ainda que por pouco tempo,e desfrutar da Sua companhia diária. Eles eram homens comuns, mas que viveram o extraordinário.

Se formos pensar acerca da vida dos onze discípulos (excluindo Judas que traiu Jesus), poderíamos traçar três etapas as quais eles enfrentaram. 

A primeira etapa ocorreu antes do chamado de Jesus. Essa etapa nos fala sobre o comodismo. Eles viviam em suas casas como homens comuns, fazendo as suas atividades diárias. Esta etapa se finda quando eles conhecem a Jesus.

Na segunda etapa, eles viveram como discípulos de Jesus, ouvindo seus ensinamentos, presenciando milagres e crescendo na fé. Apesar da grandeza desta etapa, eles ainda não eram aquilo que estavam predestinados a ser. Essa etapa infelizmente termina pouco depois da morte de Jesus, quando os discípulos estão trancados em casa com medo dos judeus (João 20:19).

Mas a terceira etapa é gloriosa. Ela se inicia no momento em que Jesus entra na casa onde eles estavam e sopra sobre eles o Espírito Santo. A partir daquele momento a vida deles mudou radicalmente. Aqueles discípulos amedrontados foram sendo transformados em homens totalmente intrépidos, que mesmo recebendo ameaças, continuavam a proclamar a Cristo (Atos 4:1-31).

Essa terceira etapa não teve fim, afinal, mesmo após a morte, os discípulos deixaram um legado que não será esquecido. Esta é a etapa que Deus espera que nós estejamos. Cheios do Espírito Santo teremos ousadia para pregar o Evangelho, sem que o medo ou o comodismo vividos em etapas passadas nos detenham.

segunda-feira, 21 de março de 2022

O milagre recebido durante a caminhada

 Textos de referência: João 2:1-11; João 4:46-53; Lucas 17:11-14


Os milagres operados por Jesus são impressionantes. A diversidade de milagres é incrível. Cada um tem um ensinamento específico. Em alguns milagres, Jesus tocava ou dizia e imediatamente o milagre era operado. Em outros, a pessoa precisava dar um passo de fé para ver o milagre acontecer.

Hoje eu quero abordar três exemplos de pessoas que precisaram crer apesar das circunstâncias para verem o milagre ser operado.

O primeiro milagre foi a água transformada em vinho por Jesus. Quando Jesus mandou os serventes levarem os jarros de água ao mestre sala, provavelmente eles não compreenderam, mas obedeceram a ordem dada. Durante o caminho, aquela água passou a ser vinho. O milagre não foi visto imediatamente, foi necessário um tempo até ele se concretizar.

O segundo exemplo foi o filho de um oficial que estava doente. O oficial chegou até Jesus lhe pedindo a cura do seu filho. Este homem morava em Cafarnaum, distante mais de um dia de viagem. Ao ver que aquele homem tinha fé, Jesus liberou uma palavra, dizendo ao homem que poderia voltar para casa, pois seu filho já estaria curado. O homem creu na palavra dita por Jesus e voltou para casa. Enquanto ele ainda estava no caminho de volta, seus funcionários vieram ao seu encontro dizendo-lhe que o seu filho estava curado.

O terceiro milagre foram os dez leprosos, curados enquanto caminhavam para falar com o sacerdote. Eles pediram a cura a Jesus que lhes ordenou que fossem até o sacerdote se apresentar. Durante a caminhada, eles ficaram curados.

Os três milagres têm uma coisa em comum, em todos eles o milagre não ocorreu imediatamente, mas eles precisaram percorrer um caminho até comprovarem o que de fato Jesus havia feito. Nem sempre aquilo que pedimos a Deus iremos receber na hora, em geral precisamos percorrer um caminho até comprovarmos a bênção do Senhor.

Assim como Jesus encontrou fé nas pessoas que fizeram parte desses milagres, Ele espera encontrar em nós fé para que, ao ouvirmos a palavra liberada por Ele, ainda que não tenhamos visto nenhuma mudança, possamos crer que durante a nossa caminhada ela virá. Bem aventurados os que não viram e creram (João 20:29).