quarta-feira, 25 de março de 2026

As analogias que Paulo usou para explicar o ministério a Timóteo

 “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos.” 2Timóteo 2:4-6


Em uma de suas últimas cartas escritas, Paulo escreve a Timóteo, mesmo estando na prisão. Nesta carta ele exorta Timóteo acerca dos falsos ensinamentos existentes na igreja de Éfeso e busca encorajá-lo no seu chamado.

Nesse contexto, Paulo descreve três tipos de personagens que existem no ministério cristão. 

O primeiro é o soldado que não se envolve com negócios desta vida, pois o seu objetivo é agradar quem o alistou para a guerra. Esse personagem nos fala sobre foco. Ninguém entra na guerra para perder, e ninguém ganha uma guerra perdendo tempo com coisas banais. O ministério exige de nós foco nas coisas espirituais, pois se trata de uma guerra.

O segundo é o atleta que só pode vencer se competir segundo as normas do jogo. O atleta que não segue as regras da competição é automaticamente eliminado. Essa ilustração nos fala sobre disciplina, ou a capacidade de andar sob as regras que o chamado nos impõe. Aqueles que não sabem obedecer regras ou se colocar debaixo de autoridade acabará se perdendo no seu chamado.

Por fim, o lavrador deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. O ministério é uma luta e uma caminhada cheia de regras, mas existe também a recompensa. Um chamado vivido tendo como base o Espírito Santo nos dá a oportunidade de colhermos frutos terrenos, mas principalmente os eternos, quando estaremos ao lado do Senhor. 

Essas três ilustrações foram usadas por Paulo para encorajar Timóteo e devem ser para nós também uma bússola a nos guiar no nosso chamado. Foco, disciplina e recompensa devem estar presentes no ministério de qualquer cristão. 


sábado, 14 de março de 2026

Podemos fugir da presença de Deus? Uma reflexão sobre o profeta Jonas

 Texto de referência: Jonas 1 e 2

O profeta Jonas, conhecido por ter sido engolido e ficado por três dias vivo dentro de um peixe, é um exemplo de quando fugimos da presença do Senhor. 

Quando Deus deu ordem a Jonas que fosse até a cidade de Nínive pregar contra ela, ele se recusou, afinal, os ninivitas eram grandes inimigos do povo de Deus. 

O profeta então decidiu pegar um navio que ia para uma cidade chamada Társis, para fugir da presença do Senhor, como o próprio relato bíblico diz. Entretanto, é possível fugir da presença do Senhor?

No Salmos 139:7-8 o autor responde essa questão ao dizer: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;” A onipresença de Deus não nos permite estar fisicamente longe da sua presença. Todavia, o nosso espírito pode estar longe de Deus, quando nos submetemos ao pecado. 

Jonas achou que poderia fugir da presença de Deus pegando um navio, mas ele comprovou que isso não era possível quando uma tempestade enviada por Deus o encontrou em alto mar. Ao ser engolido pelo peixe, após se arrepender da sua desobediência, Jonas deseja estar novamente na presença de Deus e diz: “Então eu disse: estou excluído da tua presença; será que tornarei a ver o teu santo templo?”

Jonas sentiu o peso de estar longe da presença do Senhor, não porque fugiu num navio, mas pela sua desobediência em não levar a mensagem do juízo de Deus aos ninivitas. A sensação foi tão angustiante que ele orou a Deus para tirá-lo desta situação. 

E Deus ouviu a Jonas, falou ao peixe, que devolveu Jonas de volta à terra. Essa história nos mostra como algumas vezes nos afastamos da presença de Deus com as nossas atitudes pecaminosas, mas assim como Jonas se arrependeu e orou, podemos também voltar a Deus os nossos olhos e clamarmos por estar novamente em Sua presença. 


terça-feira, 10 de março de 2026

Como lidar (em Deus) com a dor do luto

 

Texto de referência: I Tessalonicenses 4:13-18


Esse texto vem após 21 anos de luto pela morte da minha mãe e 18 anos da morte do meu pai. Dois lutos muito próximos um ao outro, sem que houvesse um tempo hábil para a completa recuperação. O tempo consegue amenizar bastante o sentimento do luto, mas quando não há uma cura completa, a dor da perda se torna apenas uma ferida tapada, mas que por dentro continua sangrando. Isso faz com que qualquer evento difícil, especialmente a morte de outras pessoas, façam reacender novamente aquela dor.

Por mais dolorida que seja a dor pela morte de alguém, é algo que precisa ser superado ou corremos o risco de morrer junto com o defunto, mesmo estando fisicamente vivos.

E nesse dia eu gostaria de colocar à luz da Bíblia como deve ser o nosso comportamento diante da dor da perda de alguém que seja muito próximo a nós. 

O texto mais claro sobre esse assunto na Bíblia está na carta de Paulo aos tessalonicenses, onde o apóstolo alerta sobre a “ignorância” (o texto usa exatamente essa característica) de entristecer acerca daqueles que morreram em Cristo.

Primeiramente ele não retrata os que morreram em Cristo com a palavra morte, mas ele se refere a eles como quem dorme. Essa é a primeira lição, que nos faz entender que para aqueles que partiram servindo a Cristo, a morte é como um sono, do qual eles despertarão na companhia de Deus e Jesus. 

Este é o segundo aspecto, onde Paulo diz que, aqueles que dormiram no Senhor estão na companhia de Deus. Assim, a morte é para nós um encontro com o Senhor.

Por fim, o apóstolo Paulo nos alerta sobre a ressurreição dos mortos em Cristo, que se dará na volta de Cristo e acontecerá primeiro do que daqueles que estarão vivos nesta terra. A palavra é clara ao dizer que, quando a trombeta tocar, os mortos em Cristo ressuscitarão e depois os que estão vivos serão arrebatados e todos se encontrarão nos ares com o Senhor. 

Esse é um trecho complexo, mas que me faz compreender que os mortos só serão ressuscitados na volta de Cristo, mas que até esse momento estarão de algum modo na companhia do Senhor, talvez com o corpo glorificado, mas não ressuscitado.

A morte do ladrão na cruz junto com Jesus e o diálogo entre eles, nos leva a crer que a morte é uma breve passagem, como um fechar de olhos na terra, e um abrir de olhos com Jesus. 

Mas e a dor da perda? Ela existe e não pode ser ignorada. Jesus chorou quando Lázaro morreu (João 11:35), ele se comoveu com os que sofriam pela morte do amigo e chorou ao ver o túmulo, entretanto, Ele também disse nesta ocasião que quem cresse nele não veria a morte para sempre.

Dessa forma, apesar de toda a dor da perda, precisamos nos apegar à esperança, tanto de que aquele ente querido que partiu está na companhia do Senhor, tanto de que nós o veremos novamente na ressurreição final. O abraço que não foi dado, a saudade que ficou, tudo isso será compensado ao podermos viver eternamente ao lado deles.

Neste dia, espero que essa reflexão transforme a sua dor em esperança. 



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O que a ressurreição de Lázaro nos ensina

 Texto de referência: João 11:1-45

A ressurreição de Lázaro é um texto muito conhecido e pode nos trazer muitas reflexões.

1) Alguns problemas não vem para nos matar, mas para que o milagre proveniente dele glorifique a Deus.

2) Às vezes parece que Jesus está demorando, mas a verdade é que ele está dando tempo para que a situação fique tão complicada que você de fato perceba que não tinha como sair daquela situação se não fosse a mão de Deus.

3) Jesus sente a tua dor. Em todo o tempo que Jesus viveu nesta terra ele não negou seus aspectos humanos como sono, cansaço ou fome. Mas na morte de Lázaro ele expressa o ápice da sua humanidade ao chorar pela morte do amigo.

4) Jesus não vai fazer aquilo que você pode fazer. Tirar a pedra e desenfaixar Lázaro foram tarefas daqueles que estavam ao redor dele. Não espere milagres sobrenaturais se coisas simples que você pode fazer não estão sendo feitas.

5) Jesus tem o domínio sobre todas as situações. A morte é a única situação da qual o homem não tem nenhum controle. Ao ressuscitar Lázaro Jesus provou que o impossível ao homem não é nada diante do poder dele.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Portas abertas e portas fechadas

 Costumeiramente costumamos atribuir portas a oportunidades. Por exemplo, é comum dizermos que uma porta de emprego foi aberta, isto é, surgiu uma oportunidade de emprego.

Na Bíblia não vemos muitos versículos contendo a palavra porta com esse significado. Jesus intitulou-se como a porta onde o seu rebanho (discípulos) encontra salvação e segurança. Também falou sobre as portas estreitas e largas, na qual temos a oportunidade de escolher entrar, seja pelo caminho da santidade ou do pecado.

O apóstolo Paulo utiliza a palavra porta como símbolo de oportunidade ao dizer: “porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários.”(1 Coríntios 16:9).

Hoje eu quero falar sobre portas que são abertas e portas que são fechadas para nós. Todo indivíduo já enfrentou situações em que precisou de alguma porta de oportunidade. Todavia, todas as vezes que precisamos de portas serem abertas, também nos deparamos com portas sendo fechadas.

Existe um ditado que diz que a porta que Deus abre ninguém fecha, mas também diz que a porta que Deus fecha ninguém abre. Deus é aquele que sempre nos trará diante das melhores oportunidades, mas também é quem nos livra daquelas que não nos convém. Algumas portas que reclamamos que foram fechadas são na verdade um livramento de Deus acerca de algo que estávamos correndo atrás, mas que não era para nós. 

Por outro lado, através do Seu favor, Deus é aquele que abre oportunidades que nós nunca acreditamos que pudessem existir. Tudo porque ele tem chaves (acessos) a locais e pessoas que nós não temos.

Essa reflexão é para nos instigar a acreditar que Deus tem o poder sobre todas as oportunidades da nossa vida, seja para nos dar acesso a elas, seja para nos livrar quando essa oportunidade não é para nós. 

As portas abertas e fechadas estão no controle Dele, temos apenas que descansar no Deus que governa a nossa vida.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Plantados junto às águas do Espírito

Texto de referência: Ezequiel 47:12


Um dos significados de água na Bíblia refere-se à presença do Espírito. O próprio Jesus referiu ao Espírito como um rio de águas vivas (João 7:38).

Quando o profeta Ezequiel teve uma visão de um templo futuro de Israel, ele mencionou um rio de águas que saíam desse templo. Eram águas que começavam rasas, mas que iam ficando cada vez mais profundas. Um rio que produzia vida por onde as águas derramassem e abrigava em si peixes de muitas espécies. 

À margem desse rio ficavam muitas árvores, as quais produziam muitos frutos, que sempre se renovavam, nunca faltavam e serviam de alimento. As folhas dessas árvores não murchavam e serviam de remédio.

Quando vamos analisar essas árvores, vemos o retrato de uma árvore perfeita, que está sempre dando frutos e cujas folhas não secam. A resposta para tanta abundância o próprio texto nos traz, que é ser regada pelas águas que saem do santuário. 

Outros dois textos da Bíblia fazem analogias semelhantes a essa, comparando o cristão com árvores plantadas junto à fonte de águas, os quais são o Salmos 1:1-3 e Jeremias 17:7-8. Em ambos os textos estão descritas atitudes que fazem o cristão ser como essas árvores, as quais são citadas como viver uma vida de retidão, longe do pecado e confiar no Senhor de todo coração. 

O texto de Ezequiel não menciona atitudes que fazem o cristão ser como uma árvore plantada junto às águas, somente o fato destas águas brotarem do santuário. Se nos demais textos podemos inferir que atitudes louváveis nos fazem ser como essas árvores, como podemos ter um agir correto senão pela ação transformadora do Espírito em nós? Por isso eu acredito que essas águas de Ezequiel se referem ao Espírito Santo. Além disso, o fato delas se aprofundarem à medida que o homem da visão caminhava, também remete ao fato de um mergulhar contínuo e profundo do Espírito. 

Dessa forma, podemos presumir que a ação do Espírito em nossas vidas nos faz ser como árvores plantadas junto às águas. Jamais iremos murchar ou secar, mas estaremos sempre renovados, sempre dando frutos por onde passarmos. Além disso, as nossas folhas servirão de remédio, isto é, podemos ser instrumentos de cura para outras pessoas. 

Esse é o poder do Espírito habitando em nós. Através dele somos transformados em nosso interior para gerar transformação na vida das pessoas ao nosso redor. 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Os três templos na Bíblia

 Deus não precisa de templos feitos por pessoas, essa foi uma declaração dita pelo próprio Deus ao rei Davi. Apesar disso, Ele ordenou a construção do tabernáculo por Moisés, para que Ele habitasse no meio do povo de Israel (Êxodo 25:8).

Todas as orientações para construção foram dadas por Deus a Moisés no monte Sinai. O tabernáculo era um espaço simples, coberto por apenas por cortinas, mas cheio de rituais e objetos sagrados, cuja presença de Deus emanava de forma poderosa e visível. 

Após centenas de anos da construção desse primeiro templo, denominado tabernáculo, veio o segundo templo, idealizado por Davi, mas construído por seu filho Salomão. Esse local também teve todas as orientações dadas por Deus para a sua construção, e uma inauguração marcada pelo poder de Deus, mas infelizmente foi sendo saqueado aos poucos, por cada adversário que guerreava contra Israel, até a sua completa destruição pelos babilônios, 374 anos após a sua construção. 

Foi reconstruído 70 anos depois pelo escriba Esdras, junto com Zorobabel e o sacerdote Jozadaque. Com uma estrutura muito mais simples, afinal, Israel não era uma nação independente, mas estava debaixo do domínio dos persas. Alguns israelitas choraram ao ver este último templo, mas Deus trouxe o consolo ao povo dizendo que a glória da segunda casa seria maior do que a primeira (Ageu 2:9).

Mas ele não se referia ao espaço físico, mas ao espiritual, pois quem um dia pisaria naquele templo era o próprio Deus feito homem - Jesus.

Este último templo foi reformado séculos depois por Herodes. Mas poucos anos depois foi completamente destruído pelos romanos. Após essa destruição nunca mais houve a sua reconstrução. 

Este foi um pequeno resumo da história dos templos que os israelitas tiveram e a sua importância no nosso entendimento da importância que tem a casa do Senhor.

Ainda que exista a promessa de que Deus habitará em nossos corações, precisamos entender a importância do templo. Apesar de não ser um lugar único e exclusivo para a manifestação da presença de Deus, Ele também se manifesta ali, e a reverência na casa de Deus é fundamental.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Natanael, um homem confrontado por Jesus

 Texto de referência: João 1:43-51

Natanael é um homem da Bíblia que aparece pouco. Na verdade, há somente duas referências a ele, sendo uma delas uma passagem curta mas que contém alguns ensinamentos. 

Natanael era amigo de Filipe, o qual o apresentou a Jesus. Filipe havia recebido o convite de Jesus para segui-lo e o fez imediatamente. Ele creu em Jesus como Messias e então foi divulgar essa mensagem a Natanael. 

Mas este era um homem, como descrito pelo próprio Jesus, sem fingimento. Natanael parecia gostar de falar o que pensava, e fez assim ao ouvir que Jesus era de Nazaré. Ele disse a Filipe: 

“De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” 

Havia ali um preconceito regional, por Nazaré ser uma cidade pobre, sem expressão e sem um culto definido como as demais. Entretanto, Jesus provou que o melhor desta terra veio de Nazaré. Mesmo sem crer, Natanael foi com Filipe até Jesus e antes que ele dissesse algo, Jesus já confrontou a sua personalidade sincera.

“Eis um verdadeiro israelita, em quem não existe fingimento algum.”

Natanael se espantou imaginando de onde Jesus o conhecia, e novamente se surpreendeu quando Jesus lhe disse:

“Antes de Filipe chamá-lo, eu já tinha visto você debaixo da figueira.”

Não se sabe o que Natanael fez ou falou debaixo dessa figueira, mas sem dúvida foi algo muito secreto para que ele pudesse crer que, se Jesus sabia acerca da figueira, existia um poder maior sobre Ele.

E ali Natanael se tornou um dos discípulos de Jesus, estando com Ele até a sua ressurreição (João 21:2). A recompensa foi conviver com o próprio Deus feito homem e viver a experiência dos céus abertos e os anjos de Deus sobre Jesus. 

Natanael era um homem de personalidade forte, mas que se deixou quebrar pela presença de Jesus. Ao estar ao lado dele, percebeu que naquele homem residia muito mais do que uma figura humana, mas alguém que vinha de Deus, seu próprio Filho.

Muitos outros foram confrontados por Jesus mas não tiveram a ousadia de crer nele. Natanael resolveu deixar de lado os seus preconceitos para desfrutar do melhor tempo que a Terra experimentou, Deus conosco, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Deus, o nosso pastor

 Texto de referência: Salmos 23

Enquanto o profeta Ezequiel retratava as falhas dos líderes de Israel, denominados pastores (Ezequiel 34:4), vemos tantas referências que retratam o Senhor como o verdadeiro pastor de Israel, inclusive na continuação do capítulo 34 de Ezequiel. 

Também nesse contexto, o Salmos 23, mundialmente conhecido, retrata o pastoreio perfeito do Senhor. Nesse texto, quero demonstrar através deste salmo, as características do Senhor como o pastor que cuida e protege o seu povo.

Versículos 1-3: O verdadeiro pastor é aquele que procura os pastos mais verdes para o sustento das suas ovelhas. Também procura águas limpas para que o rebanho possa beber e se refrescar. Essa função revela o cuidado que o pastor tem com as necessidades básicas das ovelhas. Por isso o salmista diz que, tendo o Senhor como nosso pastor, nada pode nos faltar. Ele conhece as nossas necessidades e já supriu a todas pelo seu poder.

Versículo 4: O pastor também é o responsável direto pela proteção das ovelhas. É ele quem caminha longas distâncias com o seu bordão, seja dia ou noite com as ovelhas, sempre atento para protegê-las de ladrões e animais que possam devorá-las.

Versículo 5: Por fim, o pastor é aquele que, com o seu cajado, cuida do seu rebanho para que nenhuma ovelha se perca e que coloca óleo quando elas estão feridas.

Se as Escrituras retratam a figura do mau pastor, também exaltam como em Deus podemos ser ovelhas seguras, que vivem tranquilas e bem cuidadas.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Os deveres do pastor: comparativo por meio pastor de ovelhas

 Ezequiel 34:4


O pastor de ovelhas na Bíblia é uma representação do indivíduo que lidera pessoas para Deus. Se a liderança é comparada a um pastor, nós somos comparados a ovelhas. 

Utilizando deste comparativo, o profeta Ezequiel traz uma palavra de juízo aos líderes da época, denominado por ele de pastores, explicando que eles estavam maltratando e explorando o povo, em vez de cuidar deles.

Nesse contexto, ele traz cinco atitudes não praticadas pelos líderes, que nos fazem refletir acerca das responsabilidades de um pastor, as quais são dadas pelo próprio Deus.

Fortalecer as ovelhas fracas: um tipo de indivíduo que procura as igrejas são pessoas que estão fracas na fé, que querem desistir do Evangelho ou que acreditam em heresias que são ouvidas por aí. Essas pessoas precisam do fortalecimento da Palavra, para futuramente também ajudarem outros que possam passar pela mesma situação. 

Curar os doentes: a cura divina quem dá é Deus, mas Ele nos usa como instrumentos para orar por alguém. Sobre os pastores também recai essa responsabilidade, de orar por todos aqueles que se acham enfermos, fisicamente ou espiritualmente. 

Enfaixar as ovelhas quebradas: um membro superior ou inferior quebrado precisa ser enfaixado para aos poucos retornar ao seu movimento normal. Muitos chegam feridos na igreja, seja pelo mundo ou até mesmo por outros ministérios eclesiásticos. É preciso que o pastor se revista da unção para ajudar aqueles que estão feridos.

Trazer as ovelhas desgarradas: muitas ovelhas saem do seu bando e depois se perdem na mata. As ovelhas que estão afastadas da comunidade da fé precisam de acolhimento e não condenação. Aos poucos a cura vem, até que ela seja completa.

Buscar a ovelha perdida: algumas ovelhas não saem apenas do bando, mas vão para muito longe, em lugares onde correm perigo. É preciso que o pastor possa buscá-la, mesmo ela estando nos piores lugares.

Pastorear não é uma tarefa fácil. Exige dedicação, amor pelo que faz e desejo de cuidar das ovelhas. Cristo é o nosso bom pastor. Ele faz o papel de pastor perfeito, que cuida de nós como suas melhores ovelhas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O ressoar da Palavra de Deus em nós

 Texto de referência: Ezequiel 33:30-33


Muitos profetas registraram nas Escrituras a Palavra de Deus ao seu povo. Jeremias,  Daniel, Ezequiel e muitos outros viviam a proclamar a mensagem de Deus, em sua maioria, de condenação ao povo, pois o pecado se agravava muito entre as pessoas. 

Todavia, apesar da mensagem dos profetas, o povo de Israel continuava em sua rebeldia. Em uma de suas mensagens, o profeta Ezequiel relata como o povo estava cego quanto aos seus pecados, acreditando que se Abraão herdou a terra, por serem descendentes de Abraão, a posse deles estava segura, independente da obediência deles a Deus. 

O povo até ouvia as palavras ditas pelo profeta, mas não praticavam. Usando uma comparação, o Senhor disse ao povo que era como se a voz do profeta fosse para eles apenas como uma música suave, boa de se ouvir, mas sem ser colocada em prática. 

Em nossos dias, devido às facilidades geradas pela tecnologia, temos ouvido por diversas formas a Palavra de Deus. Seja de forma online ou presencial, a Bíblia tem sido falada por várias pessoas de diversas maneiras que são bastante atrativas. Entretanto, para alguns a palavra até parece agradável, fazendo se sentirem bem, entretanto não resulta na prática dela.

Mas assim como Deus alertou de que quando a palavra dita por Ezequiel se cumprisse eles comprovariam que aquelas não eram apenas meras palavras, mas a verdade que saía do próprio Deus, nós também podemos refletir que as palavras ditas por Deus não são apenas palavras, mas uma verdade que se cumprirá, independente da nossa vontade.

Nós não podemos negligenciar as Escrituras, mas precisamos nos atentar a ela para a cumprirmos. O apóstolo João caracterizou as palavras de Deus como doces no paladar, mas amargas no estômago (Apocalipse 10:9). A Palavra precisa produzir em nós uma reflexão que culmine em mudança de vida. O incômodo necessário que a Palavra produz é o que nos fará sair do nosso comodismo em busca de viver a santidade das Escrituras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Jesus nos desafia ao novo

 Texto de referência: Marcos 4:35-41


A passagem em que Jesus dorme em meio a tempestade é recheada de aprendizados. Aqui no blog eu já teci algumas considerações sobre ela, mas me parece que a cada vez que nos deparamos com este texto nas Escrituras, novos aprendizados surgem.

Quando Jesus diz aos seus discípulos,  “Vamos passar para a outra margem”, os discípulos não poderiam imaginar que surgiria uma tempestade no meio desse percurso.

Quando Jesus nos desafia ao novo nós também não sabemos o que virá pela frente, e muitas vezes enfrentamos tempestades. Passar para a outra margem era uma travessia, significava a mudança de ambiente. Durante o nosso percurso na vida, também encaramos situações onde precisamos mudar. Seja fisicamente ou espiritualmente,  acredito que todos já precisamos sair da nossa condição atual para encarar uma nova realidade. 

Mas algumas vezes durante esse percurso rumo ao novo nós enfrentamos tempestades, adversidades que dificultam a nossa chegada.

Mas esse texto bíblico nos ensina que independente do tamanho do obstáculo, se Deus nos chamou a passar para a outra margem, é porque ele irá nos sustentar e proteger para chegar lá. 

Jesus dormiu durante a tempestade, pois sabia do seu pleno controle sobre a situação.  Por fim, deu ordem ao vento e à tempestade para cessarem. E assim Ele nos mostrou que se ele está no barco não precisamos temer o fim.

Se somos chamados a um novo tempo,  precisamos confiar que Jesus já preparou a nossa chegada ao destino final. Confiar durante o processo também faz parte da caminhada. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Existe uma lepra que tira o brilho das nossas conquistas?

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era um grande homem na Síria. Comandante do exército sírio, era ele quem trazia as vitórias nas guerras que a Síria travava. As Escrituras citam Naamã como um homem muito respeitado diante do rei e que tinha muito valor. Todavia, Naamã era um homem leproso.

A lepra naqueles dias era uma doença sem cura ou tratamento, cujas feridas iam definhando aos poucos o corpo de quem a possuía. Naamã, um grande conquistador de territórios, não conseguia vencer a guerra contra a lepra.

Até que ele conheceu o profeta Eliseu, que lhe apresentou o Senhor dos Exércitos e lhe deu uma receita um tanto excêntrica, mergulhar por sete vezes no rio Jordão. Naamã foi tratado em seu orgulho, curado da lepra e reconheceu o Senhor como verdadeiro Deus.

Muitas vezes enfrentamos situações semelhantes a essa de Naamã. Muitas pessoas são grandes empresários, pessoas de renome diante da sociedade, indivíduos com grande inteligência que trazem contribuições relevantes ao país em que residem, mas que possuem uma lepra escondida que não conseguem vencer.

Seja um casamento arruinado, problemas emocionais como pânico, depressão profunda, relacionamentos familiares destruídos, uma vida financeira descontrolada, um vício escondido, o que quer que seja, existe uma lepra que muitas vezes transpõe a vida externa vitoriosa que as pessoas levam.

Mas como Naamã foi curado, nós também podemos ser. Seja qual for a lepra que corroi o nosso ser e apaga o brilho das nossas conquistas, podemos invocar a Deus para sermos curados e termos uma vida plena. Vitória por fora e por dentro. Uma vida restaurada por completo.