sábado, 28 de agosto de 2021

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

 "Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer e em seguida derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxessem para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabou sendo usado para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nos desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Quando não há mais saída: a história de Abias

 Olhou Judá e viu que a peleja estava por diante e por detrás; então, clamaram ao Senhor, e os sacerdotes tocaram as trombetas. 2Crônicas 13:14 


O texto de hoje conta a história do rei Abias, um rei que se deparou com um grande batalha. No tempo onde a tribo de Judá e as demais tribos de Israel ficaram separadas, algumas vezes elas lutaram entre si. No reinado do rei Abias, houve uma guerra entre Judá e Israel, este último liderado por Jeroboão.

A tribo de Israel estavam em maior número, eram oitocentos mil lutando contra quatrocentos mil. A tribo de Judá tinha um soldado para cada dois israelitas. Além disso, os mais preparados da tribo de Israel se colocaram à frente da tribo de Judá e colocaram emboscadas por detrás deles. Imagine essa situação, eles estavam cercados de todos os lados, não havia lugar para eles se refugiarem.

Em meio a toda essa pressão, eles clamaram ao Senhor, que veio em socorro a eles, e derrotou o exército de Jeroboão. Naquele dia, foram mortos quinhentos mil homens. 

Essa guerra do reino de Judá nos ensina de onde vem o nosso socorro. Em nossa vida enfrentamos momentos dramáticos que parecem não ter solução. Olhamos de um lado para o outro e nos sentimos cercados por todos os lados. Nesses momentos, podemos clamar ao Senhor, pois se o homem já não pode agir, Ele pode. É nos momentos de maior dificuldade que podemos ver a mão do Senhor.

O salmista Davi disse que não temia milhares do povo que o cercavam por todos os lados (Salmos 3:6). Semelhantemente, não precisamos temer as diversas afrontas recebidas pelo maligno, pois temos um Deus que é o nosso escape. Quando não houver solução, clame a Deus pois ele dará a solução que você sozinho não pode encontrar.


terça-feira, 24 de agosto de 2021

Josué: o homem que não se afastava da presença de Deus

 "O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia como auxiliar, não se afastava da tenda." Êxodo 33:11


A história de Josué começa mesmo antes do seu nascimento, quando é contado sobre o seu antepassado, Berias, um homem que nasceu em um período de dificuldade na família, e cuja vinda não foi celebrada. Josué nasceu dessa linhagem. O seu nome a princípio era Oséias, que significa "salvo", mas depois passou a se chamar Josué, cujo significado é "o Senhor salva". A mudança do nome de Josué indica o que ele seria dali por diante, o homem usado pelo Senhor para fazer o povo entrar na terra prometida.

Em sua juventude, Josué viveu no Egito, como escravo, vivenciando na própria pele o sofrimento do povo de Israel. Ele também presenciou as dez pragas e a abertura do mar vermelho. Mas foi no deserto que o ministério de Josué se iniciou de fato. Ele estava sempre com Moisés, que confiava a ele as batalhas contra adversários do povo. Josué se tornou um grande guerreiro, habilidade que lhe foi muito útil na entrada à terra prometida, pois Josué venceu mais de trinta reais em combates.

Mas a vida vitoriosa de Josué era marcada por um fato, ele não se afastava da tenda da congregação, lugar onde Deus falava ao povo e manifestava a Sua presença. Diante dessa revelação bíblica, podemos inferir que Josué era um homem sedento pela presença de Deus e que buscava estar sempre perto d'Ele. Essa intimidade levou Josué a ter fé e coragem necessárias para ele vencer as batalhas necessárias para entrar na terra prometida.

A história de Josué é para nós um exemplo. Como ele, Deus nos coloca à frente de muitos desafios, que requerem de nós força e coragem para vencê-los. Deus não poupou Josué dos diversos reinos que ele enfrentaria, pois sabia que ele estava preparado para lutar contra eles e vencê-los. Essa preparação não ocorreu da noite para o dia, mas foi resultado de toda uma vida de Josué dedicada ao Senhor. Deus espera também de nós coragem para vencer os obstáculos e dedicação para não nos afastarmos da presença d'Ele. Como foi com Josué, também teremos a vitória.

sábado, 21 de agosto de 2021

A melhor oração

Texto de referência: 2 Crônicas 1:7-12


Salomão é considerado o homem mais sábio que já existiu. Durante a sua vida, ele compôs milhares de provérbios. Reis de diversos países vinham até Israel para ver e ouvir a sabedoria de Salomão. Mas toda essa sabedoria começou com uma oração.

Tudo aconteceu em um dia que o rei Salomão junto com o povo adoraram a Deus e lhe ofereceram sacrifícios. Naquela noite, Deus apareceu a Salomão e lhe disse para pedir aquilo que ele quisesse que Ele lhe daria. Será que temos a noção do que isso significa? O que nós pediríamos se Deus nos dissesse o mesmo que falou a Salomão?

A resposta de Salomão foi muito surpreendente, pois ele pediu a Deus sabedoria e conhecimento para reinar sobre o povo de Deus. Essa resposta agradou muito a Deus, pois Salomão estava diante de um quase "cheque em branco" de Deus, onde poderia pedir inúmeras coisas para si, mas preferiu pedir algo que favorecesse o Seu povo, ao invés de si próprio.

Podemos definir a oração de Salomão como uma prova de humildade e abnegação da sua parte, onde ele colocou o povo de Deus acima de si mesmo. E por ter pedido isso, Deus concedeu a Salomão sabedoria e conhecimentos singulares, diferentes de qualquer homem que já havia existido e dos que existiriam após ele.

Além disso, Deus também concedeu a Salomão coisas para si mesmo, como riquezas e honra. No reinado de Salomão, os israelitas experimentaram um tempo de riquezas como nunca haviam experimentado. Todas essas bênçãos na vida de Salomão ocorreram por causa de uma oração, que eu denominei como "a melhor oração", onde Salomão abriu mão dos seus desejos próprios, por amor a Deus e ao Seu povo.

Estamos vivendo em um tempo de muito egoísmo, onde as pessoas só pensam em si próprias. O desejo de exaltação do "eu" tem feito com que cada um só pense naquilo que acredita que precisa, sem olhar para o seu próximo. Mas, a exemplo de Salomão, enquanto olhamos com amor para o nosso próximo, Deus está olhando para as nossas necessidades, a fim de supri-las. Assim como Salomão, que o Senhor encontre em nossos lábios a melhor oração.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Jonas: o profeta imaturo

 Texto de referência: Jonas 1-4


Jonas foi um profeta que existiu nos tempos do rei Jeroboão II em Israel. Ele recebeu do Senhor a ordem para anunciar a destruição da cidade de Nínive, capital da Assíria, que tinha cerca de 120 mil habitantes. Mas ao invés de Jonas obedecer, ele pegou um navio e fugiu para outra cidade, alegando estar "fugindo da presença do Senhor".

Após o navio quase ser afundado por uma tempestade enviada pelo Senhor, Jonas é jogado ao mar pelos marinheiros e acaba sendo tragado por um grande peixe, também enviado pelo Senhor. Após três dias no ventre do peixe, refletindo sobre a sua situação, Jonas reconhece o seu erro e Deus ordena ao peixe que o devolva à Terra.

Novamente, Deus ordena a Jonas que pregue contra Nínive. Dessa vez, Jonas obedece e vai até a cidade. A pregação surte efeito, pois os moradores da cidade se arrependem e se convertem ao Senhor, que se arrepende e desiste de destruí-la. Jonas então murmura contra Deus por ter perdoado Nínive e começa uma série de comportamentos infantis, onde pede a morte para si por Deus não ter destruído Nínive e por Deus ter destruído uma planta que lhe fazia sombra.

A história de Jonas é muito conhecida pelo extraordinário fato dele ter sido engolido por um peixe e ter ficado vivo lá dentro. Mas muitas vezes nos esquecemos de meditar em um aspecto que envolve a história de Jonas, a sua imaturidade enquanto profeta. 

Na verdade, Jonas queria que Nínive fosse destruída, haja vista ela ser uma grande inimiga de Israel, e por isso ele relutou contra a ordem de Deus em pregar para aquela cidade. Mas o fato é que não podemos levar a palavra de Deus a quem queremos, mas a quem Deus quer nos enviar. Aceitar o chamado de Deus exige de nós consciência de que não faremos mais o que queremos, mas o que Deus nos manda fazer. Além disso, quando Deus envia uma mensagem de juízo, não é para destruir as pessoas, mas para levá-las ao arrependimento. 

Outro aspecto que indica que Jonas era imaturo é o fato dele pegar um navio para tentar fugir da presença de Deus. Provavelmente Jonas não conhecia o autor do Salmos 139, que reconheceu ser impossível fugir de Deus, pois Ele é Onipresente, isto é, Deus está em todos os lugares, ao mesmo tempo. Por fim, o fato de Jonas ficar discutindo com o Senhor coisas bastante fúteis, demonstra uma certa imaturidade por parte dele.

Para vivermos a vocação para o qual fomos chamados, precisamos de maturidade, característica que nos fará fazer as coisas certas no momento certo. Apesar de ser um homem que Deus queria usar, Jonas não tinha maturidade para encarar a sua missão. E nós, será que temos nos comportado com a maturidade que o nosso ministério exige?

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O que significa servir a Deus de coração íntegro e alma voluntária?

 "E serve-o de coração íntegro e alma voluntária." 1 Crônicas 28:9


Esse trecho da Bíblia é um conselho do rei Davi dado ao seu filho Salomão quando já estava perto de morrer. Davi foi um homem temente a Deus e durante a sua vida, serviu-o de todo o coração. Apesar dos seus erros, Davi não se afastou do Senhor, pois quando errou, teve a humildade de reconhecer seu pecado e se arrepender.

Agora, próximo à sua partida, Davi aconselha Salomão acerca de como deveria ser o seu relacionamento com Deus. Segundo Davi, Salomão deveria servi-lo de coração íntegro e alma voluntária.

Primeiramente vamos meditar acerca do que é um coração íntegro. A palavra íntegro diz respeito a algo inteiro, completo. Servir a Deus de coração íntegro é dar a ele todo o nosso coração, não apenas algumas partes. A falta de integridade no servir a Deus tem sido uma das principais falhas que temos visto no cristianismo do nosso tempo. Isso porque as pessoas até querem servir a Deus, mas não desejam abdicar das coisas do mundo. E assim, servem a Deus juntamente com o mundo. 

Mas na verdade, sabemos que aqueles que agem dessa forma, não estão servindo a Deus, mas ao diabo, pois a Bíblia diz que ninguém pode servir a dois senhores (Mateus 6:24). Quando tentamos trazer as práticas do mundo para a nossa vida cristã, estamos abandonando o Senhor. E portanto a importância de servi-Lo de coração íntegro, pois quando damos a Ele todo o nosso coração não há espaço para outros senhores.

O segundo conselho é servir a Deus de alma voluntária. A alma se refere a algo que está dentro de nós, no mais profundo do nosso ser. Por outro lado, fazer as coisas voluntariamente é fazê-las sem se sentir obrigado, realizando de forma espontânea.

Servir a Deus com uma alma voluntária é obedecê-Lo de forma espontânea, sem se sentir obrigado. Uma alma voluntária para Deus é aquela que fará a sua vontade por amor a Ele, não por medo de que algo ruim lhe aconteça. O Salmos 1 nos fala sobre um homem bem-sucedido em tudo o que executava. O segredo desse homem era ter prazer nos mandamentos do Senhor. Quando servimos a Deus de alma voluntária, tudo o que fazemos para Ele é permeado de amor e o maior intuito das nossas atitudes é agradá-Lo.

Esses foram os dois sábios conselhos de Davi a Salomão. Essa também é a palavra do Senhor para nós. Que possamos servi-Lo de coração íntegro e alma voluntária, pois essas são as chaves para uma caminhada vitoriosa.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Quando somos de Deus, Ele opera em nosso favor

"para que tudo se confirme, para que o teu nome seja engrandecido para sempre e os homens digam: ‘O SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, é Deus para Israel!’ E a descendência de teu servo Davi se manterá firme diante de ti." 1 Crônicas 17:24


Esse trecho da Bíblia foi dito por Davi quando ele engrandeceu a Deus acerca do que Deus havia dito a ele, de que estabeleceria o seu reino para sempre. Conforme disse Davi, o cuidado de Deus para com o seu povo, dando a eles um reinado sólido, engrandeceria o nome do Senhor, pois os homens reconheceriam que o Senhor dos Exércitos era Deus de Israel e Deus para Israel.

Perceba que há uma diferença sutil entre essas duas expressões. Na primeira, nós temos um Deus que é do povo, e na segunda, nós temos um Deus que é para o povo.

A primeira expressão, Deus de Israel, remete ao pertencimento do povo ao Senhor. Ser o Deus de Israel significa que o povo pertencia a Deus. Ele era o Senhor do seu povo. Pertencer a Deus significa ser sua propriedade exclusiva. Isso só é possível quando a nossa vida está totalmente entregue a Ele, não superficialmente, mas verdadeiramente. Uma vida entregue a Deus se solidifica quando Ele passa a fazer parte da nossa intimidade, quando Ele está presente nas coisas mais pequenas da nossa vida. 

Convidar a Deus para tomar café conosco, para estar conosco enquanto lavamos a louça ou tomamos banho não é ser louco ou fanático, mas desejar que Ele faça parte da nossa vida como um todo. Muitas pessoas têm selecionado as áreas da sua vida as quais desejam que Deus faça parte, pois em outras elas não desejam ter o Senhor envolvido. Mas quem age assim engana-se a si mesmo, pois ou temos o Senhor em todas as áreas da nossa vida, ou não o temos. Deus não se contenta com metade de nós. Entregar uma parte da nossa vida para Ele, no fundo significa não entregar nada. Foi o próprio Jesus quem disse que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24).

A segunda expressão diz que Deus é para Israel. Nessa expressão a ênfase está na palavra para. Quando Davi diz que Deus é para Israel, ele se refere a um Deus que age em favor de Israel. Em toda a caminhada do povo de Deus, vemos como o Senhor agiu em favor daquele povo, guerreando em favor deles, e lhes dando a vitória em diversas situações.

Mas essa segunda expressão está relacionada à primeira, isto é, quando a nossa vida está entregue a Deus, ele age em nosso favor. Israel só poderia dizer que Deus era por eles, se eles fossem de Deus. Uma vida entregue a Deus abre caminhos para que o Senhor opere nesta vida. Só experimentaremos o favor do Senhor se a nossa vida estiver unida ao coração de Deus. Aí sim, poderemos dizer: Deus é por mim!