quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Os três templos na Bíblia

 Deus não precisa de templos feitos por pessoas, essa foi uma declaração dita pelo próprio Deus ao rei Davi. Apesar disso, Ele ordenou a construção do tabernáculo por Moisés, para que Ele habitasse no meio do povo de Israel (Êxodo 25:8).

Todas as orientações para construção foram dadas por Deus a Moisés no monte Sinai. O tabernáculo era um espaço simples, coberto por apenas por cortinas, mas cheio de rituais e objetos sagrados, cuja presença de Deus emanava de forma poderosa e visível. 

Após centenas de anos da construção desse primeiro templo, denominado tabernáculo, veio o segundo templo, idealizado por Davi, mas construído por seu filho Salomão. Esse local também teve todas as orientações dadas por Deus para a sua construção, e uma inauguração marcada pelo poder de Deus, mas infelizmente foi sendo saqueado aos poucos, por cada adversário que guerreava contra Israel, até a sua completa destruição pelos babilônios, 374 anos após a sua construção. 

Foi reconstruído 70 anos depois pelo escriba Esdras, junto com Zorobabel e o sacerdote Jozadaque. Com uma estrutura muito mais simples, afinal, Israel não era uma nação independente, mas estava debaixo do domínio dos persas. Alguns israelitas choraram ao ver este último templo, mas Deus trouxe o consolo ao povo dizendo que a glória da segunda casa seria maior do que a primeira (Ageu 2:9).

Mas ele não se referia ao espaço físico, mas ao espiritual, pois quem um dia pisaria naquele templo era o próprio Deus feito homem - Jesus.

Este último templo foi reformado séculos depois por Herodes. Mas poucos anos depois foi completamente destruído pelos romanos. Após essa destruição nunca mais houve a sua reconstrução. 

Este foi um pequeno resumo da história dos templos que os israelitas tiveram e a sua importância no nosso entendimento da importância que tem a casa do Senhor.

Ainda que exista a promessa de que Deus habitará em nossos corações, precisamos entender a importância do templo. Apesar de não ser um lugar único e exclusivo para a manifestação da presença de Deus, Ele também se manifesta ali, e a reverência na casa de Deus é fundamental.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Natanael, um homem confrontado por Jesus

 Texto de referência: João 1:43-51

Natanael é um homem da Bíblia que aparece pouco. Na verdade, há somente duas referências a ele, sendo uma delas uma passagem curta mas que contém alguns ensinamentos. 

Natanael era amigo de Filipe, o qual o apresentou a Jesus. Filipe havia recebido o convite de Jesus para segui-lo e o fez imediatamente. Ele creu em Jesus como Messias e então foi divulgar essa mensagem a Natanael. 

Mas este era um homem, como descrito pelo próprio Jesus, sem fingimento. Natanael parecia gostar de falar o que pensava, e fez assim ao ouvir que Jesus era de Nazaré. Ele disse a Filipe: 

“De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” 

Havia ali um preconceito regional, por Nazaré ser uma cidade pobre, sem expressão e sem um culto definido como as demais. Entretanto, Jesus provou que o melhor desta terra veio de Nazaré. Mesmo sem crer, Natanael foi com Filipe até Jesus e antes que ele dissesse algo, Jesus já confrontou a sua personalidade sincera.

“Eis um verdadeiro israelita, em quem não existe fingimento algum.”

Natanael se espantou imaginando de onde Jesus o conhecia, e novamente se surpreendeu quando Jesus lhe disse:

“Antes de Filipe chamá-lo, eu já tinha visto você debaixo da figueira.”

Não se sabe o que Natanael fez ou falou debaixo dessa figueira, mas sem dúvida foi algo muito secreto para que ele pudesse crer que, se Jesus sabia acerca da figueira, existia um poder maior sobre Ele.

E ali Natanael se tornou um dos discípulos de Jesus, estando com Ele até a sua ressurreição (João 21:2). A recompensa foi conviver com o próprio Deus feito homem e viver a experiência dos céus abertos e os anjos de Deus sobre Jesus. 

Natanael era um homem de personalidade forte, mas que se deixou quebrar pela presença de Jesus. Ao estar ao lado dele, percebeu que naquele homem residia muito mais do que uma figura humana, mas alguém que vinha de Deus, seu próprio Filho.

Muitos outros foram confrontados por Jesus mas não tiveram a ousadia de crer nele. Natanael resolveu deixar de lado os seus preconceitos para desfrutar do melhor tempo que a Terra experimentou, Deus conosco, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Deus, o nosso pastor

 Texto de referência: Salmos 23

Enquanto o profeta Ezequiel retratava as falhas dos líderes de Israel, denominados pastores (Ezequiel 34:4), vemos tantas referências que retratam o Senhor como o verdadeiro pastor de Israel, inclusive na continuação do capítulo 34 de Ezequiel. 

Também nesse contexto, o Salmos 23, mundialmente conhecido, retrata o pastoreio perfeito do Senhor. Nesse texto, quero demonstrar através deste salmo, as características do Senhor como o pastor que cuida e protege o seu povo.

Versículos 1-3: O verdadeiro pastor é aquele que procura os pastos mais verdes para o sustento das suas ovelhas. Também procura águas limpas para que o rebanho possa beber e se refrescar. Essa função revela o cuidado que o pastor tem com as necessidades básicas das ovelhas. Por isso o salmista diz que, tendo o Senhor como nosso pastor, nada pode nos faltar. Ele conhece as nossas necessidades e já supriu a todas pelo seu poder.

Versículo 4: O pastor também é o responsável direto pela proteção das ovelhas. É ele quem caminha longas distâncias com o seu bordão, seja dia ou noite com as ovelhas, sempre atento para protegê-las de ladrões e animais que possam devorá-las.

Versículo 5: Por fim, o pastor é aquele que, com o seu cajado, cuida do seu rebanho para que nenhuma ovelha se perca e que coloca óleo quando elas estão feridas.

Se as Escrituras retratam a figura do mau pastor, também exaltam como em Deus podemos ser ovelhas seguras, que vivem tranquilas e bem cuidadas.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Os deveres do pastor: comparativo por meio pastor de ovelhas

 Ezequiel 34:4


O pastor de ovelhas na Bíblia é uma representação do indivíduo que lidera pessoas para Deus. Se a liderança é comparada a um pastor, nós somos comparados a ovelhas. 

Utilizando deste comparativo, o profeta Ezequiel traz uma palavra de juízo aos líderes da época, denominado por ele de pastores, explicando que eles estavam maltratando e explorando o povo, em vez de cuidar deles.

Nesse contexto, ele traz cinco atitudes não praticadas pelos líderes, que nos fazem refletir acerca das responsabilidades de um pastor, as quais são dadas pelo próprio Deus.

Fortalecer as ovelhas fracas: um tipo de indivíduo que procura as igrejas são pessoas que estão fracas na fé, que querem desistir do Evangelho ou que acreditam em heresias que são ouvidas por aí. Essas pessoas precisam do fortalecimento da Palavra, para futuramente também ajudarem outros que possam passar pela mesma situação. 

Curar os doentes: a cura divina quem dá é Deus, mas Ele nos usa como instrumentos para orar por alguém. Sobre os pastores também recai essa responsabilidade, de orar por todos aqueles que se acham enfermos, fisicamente ou espiritualmente. 

Enfaixar as ovelhas quebradas: um membro superior ou inferior quebrado precisa ser enfaixado para aos poucos retornar ao seu movimento normal. Muitos chegam feridos na igreja, seja pelo mundo ou até mesmo por outros ministérios eclesiásticos. É preciso que o pastor se revista da unção para ajudar aqueles que estão feridos.

Trazer as ovelhas desgarradas: muitas ovelhas saem do seu bando e depois se perdem na mata. As ovelhas que estão afastadas da comunidade da fé precisam de acolhimento e não condenação. Aos poucos a cura vem, até que ela seja completa.

Buscar a ovelha perdida: algumas ovelhas não saem apenas do bando, mas vão para muito longe, em lugares onde correm perigo. É preciso que o pastor possa buscá-la, mesmo ela estando nos piores lugares.

Pastorear não é uma tarefa fácil. Exige dedicação, amor pelo que faz e desejo de cuidar das ovelhas. Cristo é o nosso bom pastor. Ele faz o papel de pastor perfeito, que cuida de nós como suas melhores ovelhas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O ressoar da Palavra de Deus em nós

 Texto de referência: Ezequiel 33:30-33


Muitos profetas registraram nas Escrituras a Palavra de Deus ao seu povo. Jeremias,  Daniel, Ezequiel e muitos outros viviam a proclamar a mensagem de Deus, em sua maioria, de condenação ao povo, pois o pecado se agravava muito entre as pessoas. 

Todavia, apesar da mensagem dos profetas, o povo de Israel continuava em sua rebeldia. Em uma de suas mensagens, o profeta Ezequiel relata como o povo estava cego quanto aos seus pecados, acreditando que se Abraão herdou a terra, por serem descendentes de Abraão, a posse deles estava segura, independente da obediência deles a Deus. 

O povo até ouvia as palavras ditas pelo profeta, mas não praticavam. Usando uma comparação, o Senhor disse ao povo que era como se a voz do profeta fosse para eles apenas como uma música suave, boa de se ouvir, mas sem ser colocada em prática. 

Em nossos dias, devido às facilidades geradas pela tecnologia, temos ouvido por diversas formas a Palavra de Deus. Seja de forma online ou presencial, a Bíblia tem sido falada por várias pessoas de diversas maneiras que são bastante atrativas. Entretanto, para alguns a palavra até parece agradável, fazendo se sentirem bem, entretanto não resulta na prática dela.

Mas assim como Deus alertou de que quando a palavra dita por Ezequiel se cumprisse eles comprovariam que aquelas não eram apenas meras palavras, mas a verdade que saía do próprio Deus, nós também podemos refletir que as palavras ditas por Deus não são apenas palavras, mas uma verdade que se cumprirá, independente da nossa vontade.

Nós não podemos negligenciar as Escrituras, mas precisamos nos atentar a ela para a cumprirmos. O apóstolo João caracterizou as palavras de Deus como doces no paladar, mas amargas no estômago (Apocalipse 10:9). A Palavra precisa produzir em nós uma reflexão que culmine em mudança de vida. O incômodo necessário que a Palavra produz é o que nos fará sair do nosso comodismo em busca de viver a santidade das Escrituras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Jesus nos desafia ao novo

 Texto de referência: Marcos 4:35-41


A passagem em que Jesus dorme em meio a tempestade é recheada de aprendizados. Aqui no blog eu já teci algumas considerações sobre ela, mas me parece que a cada vez que nos deparamos com este texto nas Escrituras, novos aprendizados surgem.

Quando Jesus diz aos seus discípulos,  “Vamos passar para a outra margem”, os discípulos não poderiam imaginar que surgiria uma tempestade no meio desse percurso.

Quando Jesus nos desafia ao novo nós também não sabemos o que virá pela frente, e muitas vezes enfrentamos tempestades. Passar para a outra margem era uma travessia, significava a mudança de ambiente. Durante o nosso percurso na vida, também encaramos situações onde precisamos mudar. Seja fisicamente ou espiritualmente,  acredito que todos já precisamos sair da nossa condição atual para encarar uma nova realidade. 

Mas algumas vezes durante esse percurso rumo ao novo nós enfrentamos tempestades, adversidades que dificultam a nossa chegada.

Mas esse texto bíblico nos ensina que independente do tamanho do obstáculo, se Deus nos chamou a passar para a outra margem, é porque ele irá nos sustentar e proteger para chegar lá. 

Jesus dormiu durante a tempestade, pois sabia do seu pleno controle sobre a situação.  Por fim, deu ordem ao vento e à tempestade para cessarem. E assim Ele nos mostrou que se ele está no barco não precisamos temer o fim.

Se somos chamados a um novo tempo,  precisamos confiar que Jesus já preparou a nossa chegada ao destino final. Confiar durante o processo também faz parte da caminhada. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Existe uma lepra que tira o brilho das nossas conquistas?

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era um grande homem na Síria. Comandante do exército sírio, era ele quem trazia as vitórias nas guerras que a Síria travava. As Escrituras citam Naamã como um homem muito respeitado diante do rei e que tinha muito valor. Todavia, Naamã era um homem leproso.

A lepra naqueles dias era uma doença sem cura ou tratamento, cujas feridas iam definhando aos poucos o corpo de quem a possuía. Naamã, um grande conquistador de territórios, não conseguia vencer a guerra contra a lepra.

Até que ele conheceu o profeta Eliseu, que lhe apresentou o Senhor dos Exércitos e lhe deu uma receita um tanto excêntrica, mergulhar por sete vezes no rio Jordão. Naamã foi tratado em seu orgulho, curado da lepra e reconheceu o Senhor como verdadeiro Deus.

Muitas vezes enfrentamos situações semelhantes a essa de Naamã. Muitas pessoas são grandes empresários, pessoas de renome diante da sociedade, indivíduos com grande inteligência que trazem contribuições relevantes ao país em que residem, mas que possuem uma lepra escondida que não conseguem vencer.

Seja um casamento arruinado, problemas emocionais como pânico, depressão profunda, relacionamentos familiares destruídos, uma vida financeira descontrolada, um vício escondido, o que quer que seja, existe uma lepra que muitas vezes transpõe a vida externa vitoriosa que as pessoas levam.

Mas como Naamã foi curado, nós também podemos ser. Seja qual for a lepra que corroi o nosso ser e apaga o brilho das nossas conquistas, podemos invocar a Deus para sermos curados e termos uma vida plena. Vitória por fora e por dentro. Uma vida restaurada por completo.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Como andar com o Espírito Santo

  "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos 8:14

Muito se ouve sobre a busca ao Espírito Santo. A frase “Vem Espírito Santo” ecoa sempre nos nossos encontros eclesiásticos. Há uma busca geral pelo Espírito, todavia, ainda de modo superficial.

Somente desejar o Espírito Santo ou invocar a Sua presença não basta, é preciso tomar atitudes que o tragam para perto de nós. Neste texto busquei listar três atitudes práticas que nos fazem estar mais próximos do Espírito.

1) Intimidade com a Palavra de Deus. A Bíblia é a Palavra dada por Deus e entregue a nós. Quando abrimos a Bíblia estamos dizendo de forma implícita que queremos ouvir a Deus. E quem nos ensina, quem nos dá entendimento para compreender a Palavra é o Espírito Santo. Por isso, meditar na Palavra é uma forma de também buscá-lo.

2) Obediência a Deus. A obediência a Deus é a forma de praticar o que aprendemos pela Palavra. Quando obedecemos a Deus estamos automaticamente desprezando o pecado, e não há melhor forma de estar mais próximos de Deus e do Espírito Santo do que ficando longe do pecado.

3) Renúncia ao nosso ego. Talvez um dos maiores desafios do homem seja abrir mão do próprio eu, afinal, ser egocêntrico é algo próprio do ser humano. Quando falamos em renunciar o nosso ego, não necessariamente indica renunciar o pecado, mas abrir mão de atitudes que satisfazem o nosso eu para simplesmente agradar a Deus. É deixar as nossas vontades de lado e viver tendo Deus como o nosso centro. Quando a carne não nos domina, automaticamente abrimos espaço para o Espírito. 


sábado, 27 de dezembro de 2025

O livro de Lamentações


Lamentações foi um livro escrito pelo profeta Jeremias durante o período de ameaça dos israelitas pelos seus inimigos, os assírios e egípcios.

É um livro de 5 capítulos que, como o próprio nome denota, expressa uma lamentação do profeta ao cerco ocorrido. O capítulo 1 retrata a destruição de Jerusalém. O autor retrata a glória que um dia essa cidade teve e como agora estava totalmente destruída. 

O capítulo 2 expressa a destruição de Jerusalém como um castigo vindo de Deus por todos os seus pecados. O capítulo 3 expressa uma lamentação a tudo que estava ocorrendo mas também chama o povo a ter esperança de que um dia tudo aquilo se acabaria e que os inimigos do povo de Deus seriam destruídos. 

O capítulo 4 fala sobre os sofrimentos do cerco, os horrores da guerra travada, que trouxe fome, humilhação e tristeza a todo o povo. Uma parte do capítulo 2 também aborda esse cenário de pavor.

O capítulo 5 finaliza com um clamor do profeta pedindo a Deus o fim de todo aquele sofrimento.  

Em suma, Lamentações é um livro profético o qual chama o povo ao arrependimento e pede a Deus o livramento. Não retrata apenas a tristeza, mas é uma mensagem de esperança para tantos que estão vivendo cercados por inimigos visíveis e invisíveis. 



sábado, 15 de novembro de 2025

Contra os falsos profetas

 Texto de referência:Jeremias 23:9-32


Um profeta é conhecido como alguém que fala a Palavra do Senhor, consequentemente, um falso profeta é aquele que diz estar falando a Palavra do Senhor, quando na verdade o que ele fala não foi dito por Deus. 

Nos tempos de Jeremias os falsos profetas estavam dominando o povo de Judá e foi contra eles que o profeta denunciou.

A primeira denúncia foi contra o pecado em que viviam aqueles que diziam andar com Deus. Alguns pecados citados foram o adultério, a falsidade, ser cúmplices e apoiadores dos que praticavam maldades, até mesmo os influenciando para não mudarem suas atitudes. Sem dúvida, pecados muito graves.

E se andavam em pecado, consequentemente a Palavra do Senhor não estaria com eles. Mesmo assim, ousavam em dizer que haviam sonhado profeticamente e enganaram ao povo. Além disso, sobre àqueles que andavam em pecado, em vez de os advertiram a abandonar seus erros, profetizavam a eles paz e ausência de mal, o que os induzia a acreditar que suas atitudes eram boas.

O peso que um profeta carrega é muito grande, pois ele fala a Palavra dita pelo Senhor. Por semelhante modo, a culpa que um falso profeta carrega também é muito grande, pois ele está dizendo algo que Deus não disse e as consequências dessa palavra mentirosa na vida de quem ouviu podem ser fatais, inclusive levando elas à condenação eterna.

E por esse motivo, a intensidade da denúncia de Jeremias era tão grande, inclusive chegando a dizer que esses falsos profetas não traziam nenhum proveito ao povo. Que aquele que se diz profeta seja para falar a Palavra do Senhor. 


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Guarde bem os tesouros da Casa de Deus

 Texto de referência: 1 Crônicas 26:20-28


Das muitas guerras que o povo de Israel lutou, eles alcançaram muitos despojos, que eram objetos do inimigo que ficavam com o vencedor da guerra. Entre os despojos haviam armas, joias,

Muitos despojos de guerras travadas pelo rei Davi foram consagrados a Deus, isto é, Davi não pegou para ele mas colocou no templo. Esses despojos faziam parte dos chamados tesouros da Casa de Deus. Também faziam parte destes tesouros objetos de valor que foram consagrados por Samuel, Saul, chefes de algumas famílias israelitas e pelos comandantes do exército. 

Mas o que me chamou atenção é que a Bíblia deixa um espaço registrado para nomear quem eram os israelitas responsáveis por guardarem o tesouro da Casa de Deus. O texto diz que Selomite e seus irmãos, da tribo de Levi, tinham a função de guardar os tesouros.

Imagine a responsabilidade desses homens em guardar objetos valiosos que foram consagrados ao Senhor. Com certeza, era muita responsabilidade. Assim como Selomite e seus irmãos, nós também estamos encarregados de guardar os tesouros da Casa de Deus. 

Não necessariamente objetos de valor, pois isso fica a cargo de quem cuida do patrimônio da igreja, mas os tesouros espirituais. Como servos d’Ele, temos por obrigação zelar por aquilo que Ele colocou em nossas mãos. O compromisso ministerial que assumimos com Deus, seja dentro ou fora do ambiente eclesiástico é um tesouro dedicado a Deus que temos a nosso cargo.

Fazer as coisas para Deus de qualquer forma é negligenciar a obra que Ele confiou em nossas mãos. De qual tesouro o Senhor nos encarregou de cuidar? Temos cuidado dele como para o Senhor e não para os homens (Colossenses 3:23-24)?


sábado, 8 de novembro de 2025

O propósito do Sábado

 Textos de referência: Êxodo 20:8-11; 23:12-13; Levítico 23:3


Ao revelar as suas ordenanças para o povo de Deus no deserto, um de seus mandamentos foi:

Lembra-te do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:8-10

Mas esse mandamento se estendia a várias regras, onde no dia de sábado não era permitido fazer qualquer tipo de trabalho, até mesmo os animais eram proibidos de exercer atividades neste dia.

Mas qual seria o propósito de Deus com esse mandamento?

Quando o Senhor traz o mandamento do sábado, ele lembra ao povo que o sétimo dia é sábado do Senhor. Então um dos propósitos do sábado era que o povo tivesse um dia dedicado às coisas do Senhor, assim, como eles não trabalhariam, poderiam ter tempo para contemplar mais a Deus, aperfeiçoando a sua comunhão com Ele.

O Senhor conhece a nossa essência, em como somos apegados às coisas terrenas, e que a correria das nossas atividades poderiam nos tirar do propósito de ter um tempo de qualidade com o Senhor, por isso Ele estabelece um dia em que não vamos cuidar de coisas externas para que possamos ter tempo hábil para contemplar o Senhor. Parando para refletir, será que o dia separado para o nosso descanso do trabalho temos deixado tempo de qualidade para buscar mais ao Senhor? Ou estamos nos enchendo com outras atividades e permanecendo em nossa correria?

O outro propósito do sábado é o descanso. A continuação do texto do mandamento lembra que em seis dias Deus fez o céu e a terra, mas que no sétimo ele descansou. Logo mais à frente em outra passagem, o Senhor lembra que o sétimo dia é para que os trabalhadores tomem alento, ou seja, o sábado seria um dia para descanso do corpo e da mente.

Deus nos criou como seres que necessitam de descanso. Isso faz parte da nossa essência e contribui para que a nossa “máquina” humana funcione perfeitamente. Será que temos vivido de forma tão frenética que não estamos permitindo ao nosso corpo exercer o descanso que não é apenas recomendável por especialistas, mas que é uma ordenança de Deus?

Comunhão e descanso, eis o propósito do sábado, o dia santificado pelo Senhor.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Regando com fontes de água a terra seca

 Texto-base: Josué 15:15-19


A Bíblia relata uma história interessante de um homem cujo nome era Calebe. Ele tinha uma filha chamada Acsa, a qual foi prometida por ele em casamento a quem conquistasse uma determinada terra, cujo nome era Quiriate-Sefer. O conquistador da terra foi Otniel, e como prometido, foi-lhe dado Acsa como esposa e também um pedaço daquela terra. 

Entretanto, Acsa, uma mulher observadora e sábia, percebeu que aquela terra que fora dada a eles era uma terra seca, estéril. Ela, munida de sabedoria, insiste com seu esposo para que ela pedisse ao seu pai parte de ribeiros de água que pudessem regar e assim tornar frutífero aquele lugar.

Acsa fez esse pedido a Calebe e foi atendida. Ela recebe não apenas uma, mas duas fontes de águas, as superiores e as inferiores. Aquelas terras que antes eram infrutíferas, passariam agora a produzir.

Ao analisarmos a atitude de Acsa, percebemos que aquela mulher atentou-se ao fato de que aquela situação que estava diante dela poderia ser mudada. Ainda que a terra deles fosse infrutífera, havia alguém que poderia mudar essa situação. Ela não hesitou, foi até seu pai e este lhe deu as fontes de que ela precisava para regar a sua terra.

Muitas são as dificuldades que enfrentamos. Às vezes algumas circunstâncias nos fazem habitar em terras estéreis, secas. Isso entristece o nosso coração, mas essa história nos traz uma rica revelação. Não precisamos viver em uma terra seca, se temos um Pai que possui fontes de água e pode nos dar. Tudo depende da nossa visão. Nós podemos estar em uma situação de terra seca, mas existem fontes de água nas redondezas e essas fontes podem chegar até nós, basta nós crermos e tomarmos atitudes que façam essa situação mudar.

Jesus diz em João 4:10;14 que Ele é a fonte da água viva e que quem beber desta água, jamais terá sede. A fonte de Deus não seca, a água que Ele tem a nos dar não acaba. A terra de Acsa era estéril, mas ela encontrou fontes que mudaram o curso daquela situação. Jesus diz que Ele é a fonte que jamais falta água, então, vamos clamar por Ele?

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Primeiro a adoração, depois as bênçãos do alto

 Texto de referência: 2 Crônicas 1:7

Salomão foi um dos reis mais gloriosos que Israel teve. Diferente do seu pai Davi, Salomão não precisou trabalhar para conquistar riquezas para o reino de Israel, pois Davi já havia deixado um reino abastado em riquezas para ele.

Salomão foi amado por Deus e na sua juventude serviu a Deus de todo coração. Em um certo dia, Salomão se pôs em adoração tão profunda a Deus que naquela noite, o Senhor apareceu a ele e lhe disse:

“Pede o que quiseres que eu te dê.”

Imagine só uma espécie de cheque em branco de Deus para Salomão. Qualquer um desejaria estar no lugar dele.

E quais seriam as opções de pedidos? Riquezas, honra, saúde, um cônjuge, ou outras coisas mais. Todavia Salomão não pediu nada disso. O pedido de Salomão a Deus foi a sabedoria para governar o reino de Israel.

Esse pedido agradou a Deus porque se tratava do povo d’Ele, escolhido por Ele dentre todas as nações.

Mas, como forma de recompensa a Salomão por essa atitude sincera, Deus deu a ele também riquezas e honra.

Mas Salomão só teve essa dádiva de Deus porque estava em adoração. Queremos bênçãos de Deus vivendo uma vida vazia de adoração. Adorar significa se render a Deus. É nesse ambiente de rendição que ele opera, pois encontra em nós um coração dependente dele, que confia nele.

Primeiro a adoração, depois as bênçãos do alto. Que possamos priorizar a nossa adoração a Deus, que ela faça parte do nosso cotidiano, pois somente assim outras coisas nos serão também acrescentadas.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Não tente lutar sozinho

 Texto de referência: 1 Crônicas 19:10-15


O antigo testamento é um livro que relata muitas batalhas vividas pelo povo de Deus. Todavia, eu enxergo essas batalhas como ilustrações para a nossa vida hoje, uma maneira de Deus nos ensinar como nós podemos lutar as nossas guerras espirituais, haja vista a Bíblia dizer que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades.

Em uma destas batalhas, ocorridas no tempo do rei Davi, Israel lutava contra os amonitas e os siros. Como eram duas nações e elas cercaram os israelitas pela frente e pela retaguarda, o comandante do exército - Joabe - convocou seu irmão e braço direito, Abisai, para uma estratégia conjunta.

Enquanto Joabe iria lutar contra os siros, Abisai lutaria contra os amonitas, e quem vencesse primeiro iria ao socorro do outro.

Pela força do Senhor, Joabe saiu vitorioso. Mas ele não precisou ir ajudar Abisai, porque os amonitas, ao verem os siros derrotados, fugiram também.

Essa história nos mostra a força da união diante da guerra. Sozinho, Joabe não conseguiria lutar, então ele buscou ajuda. A maior parte das nossas guerras não são possíveis de vencermos sozinhos, precisamos de ajuda no combate, seja em oração, com conselhos, direcionamentos, apoio médico, psicológico, emocional ou até repreensões.

O nosso orgulho muitas vezes nos faz acreditar que não precisamos de ajuda, ou que expor a nossa situação pode ser humilhante, mas temos que reconhecer quando o pedido de socorro é uma ação crucial se quisermos sair vitoriosos.

Se hoje você está enfrentando uma batalha sozinho, e está sem forças para lutar, talvez essa mensagem seja o direcionamento que você precisa para entender que precisa pedir ajuda. Vem de Deus andarmos juntos uns com os outros. Nas mais difíceis batalhas, não tente guerrear sozinho.




quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Por que oramos e Deus não nos ouve?

 Textos de referência: Isaías 1.15-16 e Isaías 59:2


O Salmos 141 é uma oração atribuída a Davi, onde ele busca algo que devemos buscar todos os dias: que o Senhor escute a nossa oração.

Logo no início do texto o salmista pede a Deus que ouça a sua oração, que ela suba a Ele como incenso, e que o seu louvor seja como uma oferta agradável. Em síntese, o salmista pede que a sua oração e adoração agradem a Deus.

Nem sempre a nossa oração ou adoração são aceitas diante de Deus e isso ocorre quando há em nós pecado. O pecado nos afasta de Deus, e faz com que ele não ouça a nossa oração ou aceite a nossa adoração.

Como diz no livro do profeta Isaías:

“Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.” Isaías 1.15-16.

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaías 59:2

E por isso, nos próximos versículos o salmista pede que o Senhor o ajude a vigiar aquilo que ele fala, que o coração dele não seja inclinado para o mal, que ele não seja influenciado pelos perversos e que ele saiba aceitar a repreensão.

A santidade é o caminho que nós aproxima de Deus. Uma oração feita com uma vida cheia de pecados não confessados é um ato hipócrita. Precisamos viver uma vida reta se quisermos que ele nos ouça. É um despertar contínuo, que exige de nós renúncia diária ao pecado.



sábado, 11 de outubro de 2025

O Apocalipse em Isaías

 Textos de referência: Isaías 65 e 66


Não somente o livro do apocalipse relata visões sobre o fim dos tempos. Toda a Bíblia está cheia de trechos que relatam o que ocorrerá nos últimos dias. Entretanto, alguns livros são mais dotados de profecias apocalípticas, como é o caso, por exemplo do livro de Isaías que em seus capítulos finais, a saber, os capítulos 65 e 66 retratam um pouco sobre os últimos dias.

Em algumas partes do capítulo 65 o profeta relata sobre o castigo dos ímpios e a recompensa dos fiéis. Aqueles que escolheram desobedecer a Deus estarão destinados à matança mas os que buscaram a Deus encontrarão repouso (v.9-12).

Ainda no capítulo 65 o profeta Isaías relata que haverá novos céus e nova terra, com total semelhança a referência de João em Apocalipse 21:1. Uma terra onde não haverá choro e nem clamor. A longevidade estará presente, os animais ferozes serão mansos e o mal não se achará.

No capítulo 66, a partir do versículo 10 o profeta retrata como haverá paz, abundância e glória na nova Jerusalém. Também salienta como o Senhor virá com fogo e ira para trazer juízo aos homens.

E continua relatando como muitos povos serão salvos, pessoas que nunca ouviram falar do Senhor, que estão nas mais longínquas terras e que se converterão ao Senhor. E será um grande tempo de adoração, onde povos de todas as nações se prostrarão diante do Senhor.

Mas o fechamento do livro fala sobre a morte dos prevaricadores, daqueles que não serviram a Deus e estarão em um lugar onde o sofrimento será eterno, onde haverá verme, fogo e muito horror.

Esses capítulos são uma lição para nós de que o fim é certo, um dia toda essa terra passará e será recriada como Deus planejou. Eu quero estar nesse novo céu e terra, e você, onde deseja estar quando tudo terminar? A decisão para onde iremos no fim dos tempos é diária, só depende de nós obedecermos ou não ao Senhor.



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O anseio de um pecador

 Alguns salmos na Bíblia retratam as agruras do pecado. Os salmos são orações e em muitos deles vemos o clamor de um aflito. O Salmos 130 é um deles, pois retrata o clamor de um homem que pecou e estava nas profundezas do pecado.

“Das profundezas clamo a ti, Senhor.” v. 1

O pecado tem esse poder de nos deixar nas profundezas. Quando cedemos a ele, aos poucos vamos nos afundando. A expressão desse salmista indica o quanto ele se afastou de Deus.

Mas ele crê no perdão de Deus, ele acredita que a misericórdia de Deus é tão extensa que permite ele não observar profundamente os nossos pecados, pois uma vez que o Senhor colocar nossas faltas em análise profunda, todos seríamos aniquilados.

“Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?” v. 3

A sua confiança no perdão de Deus é algo tão grande que ele anseia por esse perdão e por adentrar novamente na presença do Pai. Ele crê na misericórdia e no grande poder remidor que o Senhor tem, para perdoar não somente alguns pecados, mas todos, não importa a sua gravidade.

“ A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, copiosa redenção. É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades.” v. 6, 7 e 8.

O perdão de Deus é gratuito, mas para alcançá-lo precisamos ser como o salmista, buscar, esperar e confiar. Quando nos abrimos ao perdão ele é estendido a nós.



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nunca é tarde para buscar ao Senhor: meditando sobre o rei Josias

 Texto de referência: 2 Crônicas 34


Dentre os reis de Judá, Josias foi o último rei que a Bíblia relata que serviu ao Senhor. Todos os que vieram após ele fizeram o que era mau diante de Deus e a partir daí começaram os períodos de exílio dos judeus.

Mas a devoção de Josias ao Senhor não começou logo no início do seu reinado, até porque Josias tinha apenas oito anos quando começou a reinar.

Ele também não teve referências familiares para o temor do Senhor, pois seu pai e avô, Amom e Manassés, respectivamente, foram talvez os piores reis que Judá já teve.

Josias tinha tudo para seguir o exemplo dos seus pais, e consequentemente fracassar, mas ele resolveu seguir outra direção. A Bíblia diz que aos 16 anos ele começou a buscar ao Senhor, e quatro anos depois ele começou uma restauração espiritual no território de Judá, destruindo todos os altares idólatras que haviam sido construídos nos reinados anteriores. Inclusive ele destruiu um altar feito no período do rei Jeroboão, centenas de anos antes do seu reinado.

Aos 26 anos, Josias renova a aliança do povo com o Senhor e realiza a celebração da maior Páscoa feita por reis desde que Israel virou uma monarquia.

A vida de Josias nos mostra que nunca é tarde para o nosso despertar para Deus. Josias não tinha referências para buscar a Deus, mesmo assim ele o fez. Ele não iniciou sua trajetória servindo ao Senhor, mas um dia seus olhos foram abertos e aquele homem passou a servir a Deus de todo coração, se santificado e buscando a santificação do povo de Judá.

E por isso, o seu reinado durou trinta e um anos, vivendo em paz com as nações ao redor, porque o seu coração se converteu de verdade ao Senhor.


domingo, 28 de setembro de 2025

Você tem dado ouvidos a conselhos imprudentes?

 Texto de referência: 1 Crônicas 19


A história que nós vamos meditar nesse texto fala sobre prudência ao ouvir conselhos e gratidão com aqueles que nos fazem o bem. Ela está narrada na Bíblia no contexto da história do rei Davi.

O local onde a história se passa é entre o reino de Israel e de Amom. Os amonitas eram descendentes de e estrangeiros, todavia, o rei Davi tinha amizade com Naás, o rei de Amom. Quando este morreu, Davi enviou mensageiros até Hanum, filho do falecido rei, para consolá-lo acerca da morte do seu pai. 

O jovem, ouvindo conselhos dos príncipes do reino, começaram a dizer falácias a Hanum, dizendo que aqueles mensageiros de Davi não queriam senão espiar a terra para depois guerrear contra eles. Hanum acreditou na história e humilhou os mensageiros de Davi, raspando seus cabelos e barbas e cortando suas roupas.

Quando os homens, envergonhados, chegam até o território de Israel, Davi se enfurece contra Hanum e vai pelejar contra os amonitas. 

Em uma guerra travada, Davi vence e derrota os amonitas que fogem diante de Israel.

Toda essa guerra poderia ser evitada se Hanum agisse com prudência, não dando ouvidos a homens tolos, que o aconselharam para o mal. Muitas vezes nós também agimos dessa forma, ouvindo conselhos imprudentes e acreditando que aquilo é o melhor para nós.

O livro de provérbios 22:17 nos orienta: “Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.” Nós devemos nos esforçar para ouvir os sábios. Aquilo que os tolos aconselham, não pode servir de base para a nossa conduta.

A posição de Hanum frente a Davi deveria ser de gratidão, haja vista toda a amizade dele com o seu pai, Naás. Aqueles que nos fazem bem devemos retribuir de semelhante modo. Quando pagamos o bem com o mal, estamos atraindo a guerra sobre a nossa casa. “Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa”. Provérbios 17:13.