terça-feira, 15 de setembro de 2026

Mês de Quisleu e Nisã

 Texto de referência: Neemias 1:1-4; 2:1-8


Quando o povo de Israel foi levado cativo para a Babilônia, os exilados ficaram a serviço da corte real. Um desses servos era Neemias, um judeu que foi levado para a Babilônia e se tornou copeiro do rei Artaxerxes na cidade de Susã.

Certo dia, no mês de quisleu, Neemias se encontrou com um judeu chamado Hanani que vinha de Judá. Ele deu a Neemias notícias dos poucos judeus que restaram em Jerusalém, os quais estavam enfrentando uma situação de extrema miséria e vivendo em uma cidade completamente destruída. 

Ao saber dessa situação, Neemias se põe a chorar. Ele inicia um período de jejum e muitas orações em favor do povo, para que Deus concedesse a ele oportunidade perante o rei de ir visitar o seu povo.

Passados alguns meses, já no mês de Nisã, ao chegar como de costume para oferecer o vinho ao rei, este pergunta a Neemias porquê ele estava com o semblante triste. Neemias conta a história do seu povo de origem e pede a Artaxerxes a oportunidade de ir a Jerusalém ajudar na reedificação da cidade. O rei concede a Neemias o seu pedido e assim ele inicia junto a um grupo de judeus o processo de reedificação de Jerusalém. 

A história continua mas eu gostaria de destacar o período ocorrido entre o momento que Neemias fica sabendo da situação miserável que estava em Jerusalém (o mês de Quisleu), bem como inicia o período de jejum e oração até o momento em que Deus responde ao seu pedido (o mês de Nisã).

Quisleu representa os meses de novembro e dezembro, onde há o inverno em Israel com períodos frios e chuvosos. Nisã representa o mês da primavera em Israel, ou o tempo da colheita. É também nesse período que se comemora a Páscoa judaica, representando a libertação dos judeus do Egito.

Entre o período em que Neemias ficou sabendo até o momento que seu pedido foi atendido se passaram vários meses. A resposta de Deus àquele homem não foi imediata, mas ele permaneceu em jejum e oração. 

Essa história nos ensina que nem sempre seremos atendidos no momento em que pedimos, mas Deus está conosco ouvindo as nossas petições e no tempo determinado por Ele, irá nos responder.

Às vezes vamos pedir no inverno, mas o tempo da primavera irá chegar, onde veremos a colheita. Só não podemos desistir, mas clamar com fé que Ele nos ouvirá. O Nissan ainda vai chegar. 


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A porta do templo não é o nosso lugar

 Texto de referência: Atos 3:1-10


O livro de Atos nos conta a história de um homem coxo, isto é, uma deficiência que não lhe permitia caminhar, a qual lhe fazia pedir esmolas na porta do templo de Jerusalém, denominada Formosa.

Essa porta ficava em um acesso no interior do templo, e como recebia um fluxo muito grande de pessoas, costumava ser um espaço para mendigos pedirem ajuda.

É nesse lugar que ficava um homem de mais de 40 anos, mas que vivia na miséria, necessitando ser ajudado pelos outros. Naquele dia, ele pediu ajuda a João e a Pedro. Este último, indignado com a situação miserável do homem, lhe concede uma palavra de cura e o homem, curado e caminhando, entra no templo louvando a Deus. 

Um fato interessante nessa história que me chamou a atenção é que aquele homem estava na porta do templo, um lugar de milagres e cura, mas estava mendigando. Ao invés de entrar e buscar o Deus que poderia lhe curar, ele preferia ficar à porta, como um mendigo.

Após a cura física, os olhos espirituais dele se abriram e ele entrou no templo.

Quantas pessoas estão fisicamente dentro do templo, mas espiritualmente estão à porta do templo, esperando uma esmola, enquanto poderiam estar dentro do templo, desfrutando de uma vida de milagres? Eles vêem as pessoas recebendo a bênção, mas permanecem “na porta”, isto é, ouvindo as mensagens, cantando hinos, mas sem receber a cura, a libertação ou o milagre de que necessitam.

A mensagem de Jesus para nós hoje, é para que possamos sair da porta do templo, adentrar o Santo dos Santos e desfrutar o melhor de Deus. Na porta não é o nosso lugar, Deus nos quer perto dele desfrutando a vida de filhos que Ele tem para nós. 

Aquele coxo recebeu a cura e se libertou, que possamos sair do lugar de miséria e dor, e entrar para o lugar de cura, alívio e presença que Deus tem para nós. 


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Reflexões sobre a salvação da nossa família

Texto de referência: Nas tendas do justo há voz de júbilo e de salvação. Salmos 118:15


Existem palavras na Bíblia que são promessas, mas existem palavras na Bíblia que são princípios. Vamos à explicação. Promessas são palavras de Deus ditas a nós que nos levam a alcançar uma petição ou algo que é a vontade soberana de Deus para nós. Quando Deus faz uma promessa, Ele espera de nós duas coisas: obediência a Ele e fé para alcançar o prometido.

Já os princípios são palavras ditas por Deus que vão além de promessas, estão baseadas em algo que Ele estabeleceu. É como se fosse uma relação causa e efeito, ou o “se…então “ da matemática. 

E a salvação da família do crente eu considero muito além de uma simples promessa de Deus, mas um princípio. 

Quando Zaqueu se converteu, Jesus disse: “Hoje veio a salvação a esta casa”. Lucas 19:9 Quando o carcereiro que era responsável por Paulo e Silas se converteu e perguntou o que ele poderia fazer para ser salvo, Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” Atos 16:31

Ambos os homens foram salvos, mas a palavra se estendeu às suas famílias. É nesse sentido que eu acredito que a salvação das nossas famílias vai muito além de uma promessa de Deus, mas é algo que está atrelado à nossa salvação. 

Voltando a relação do Se…Então, se somos salvos, então a nossa família também é salva. Que neste dia possamos receber em nosso coração essa convicção e viver debaixo da paz do Senhor, sabendo que n'Ele a nossa família está salva.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A outorga do Espírito

 Textos de referência: Atos 5:32, Romanos 5:5


Ao pesquisar o significado da palavra outorga nos sites de busca temos que “No contexto jurídico e administrativo, refere-se à concessão de um direito ou autorização formal concedida pelo Poder Público ou por uma pessoa para que outra aja em seu nome ou realize algo.” Na Bíblia temos duas menções a palavra outorga, ambas relacionadas ao Espírito Santo. 


Romanos 5:5: "...o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”

Atos 5:32 "Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem."


Pelo contexto da Palavra e seu significado, podemos abstrair que quando cremos em Jesus recebemos uma espécie de concessão do Espírito em nós. A partir do momento que recebemos o Espírito nós podemos agir por meio e em nome dele. E a ação do Espírito Santo é uma ação de poder pois o próprio Jesus disse "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” Atos 1:8

Isso é uma grande revelação para nós, pois se o Espírito Santo nos concede o poder de sermos testemunha de Jesus e recebemos a sua presença quando cremos em Jesus, compreendemos então o porquê da palavra outorga estar relacionada ao Espírito.

O Espírito Santo em nós é como uma licença adquirida, enquanto obedecemos a Jesus temos a ação dele em nós. Porque não desfrutamos ainda dessa verdade? O Espírito habita em nós, temos o poder dele atuando em nós, somos testemunhas de Jesus. Esse é um tesouro espiritual do qual não podemos abrir mão. 


sábado, 29 de agosto de 2026

Deus quer te dar aquilo que o seu coração anseia?

 Texto de referência: “Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram e a todos ele curou.” Mateus 12:15


Todos nós temos um anseio dentro do nosso coração. Ainda que momentaneamente tudo vá bem em nossa vida, há sempre algo que pedimos a Deus. E muitas vezes a pergunta do nosso coração é: será que Deus quer me atender?

A melhor resposta para essa pergunta eu acredito que é: depende daquilo que o seu coração está pedindo. Os nossos anseios devem passar por algumas peneiras.

Primeiro, o seu pedido é algo lícito, que agrada a deus? Se a resposta for sim, existe uma grande possibilidade de Deus ouvir sua petição. 

Segundo, o seu pedido é algo que fará bem para você? Existem coisas que, apesar de serem lícitas, não farão bem para nós, um exemplo clássico é o dinheiro. Nem todas as pessoas sabem lidar com muito dinheiro, se para algumas ele pode ser benéfico, para outras ele pode ser uma armadilha. Mas outras situações também podem se encaixar nesse quesito, por exemplo, um casamento com a pessoa errada, uma mudança de cidade ou de emprego, dentre outros.

E por último, precisamos saber se o que pedimos é de fato a vontade de Deus para nós. E essa resposta só obtemos pela Palavra. No livro de Mateus existe um versículo que nos conta que Jesus se afastou de Jerusalém por saber que algumas pessoas planejavam matá-lo. Todavia muitas pessoas o seguiram e a todos Ele curou. Eu fiquei imaginando, será que todos ali tinham enfermidades? Acredito que não, mas problemas certamente todos tinham, e Jesus ajudou a todos. Quando seguimos e confiamos em Jesus podemos crer que se o desejo do nosso coração é agradável a Deus e está de acordo com a sua vontade Ele irá nos atender.



terça-feira, 18 de agosto de 2026

Um Mar, uma Muralha e um Gigante

 Textos de referência: Êxodo 14, Josué 6, 1 Samuel 17

Nós cristãos não lemos a Bíblia por acaso, mas lemos porque sabemos que nela iremos encontrar direção para a nossa caminhada e forças para não desistir. Os exemplos contidos na Palavra são a base para as situações que também enfrentamos.

Quando os israelitas foram libertos da escravidão egípcia, eles se depararam com um mar no meio do caminho. Humanamente não havia como atravessar um mar, mas Deus fez ele se abrir e o povo passar a seco. O que Moisés fez? Tocou com o seu cajado no mar e ele se abriu.

Quando 40 anos depois eles foram tomar posse da terra de Canaã havia diante deles as muralhas de Jericó. Por sete dias eles rodearam a muralha e no sétimo eles a rodearam por sete vezes, louvando a Deus. As muralhas então caíram e aquele povo entrou na cidade.

Centenas de anos depois, novamente o povo de Deus estava ameaçado, agora por um gigante de três metros que queria derrotar o exército israelita. Deus usa um jovem, sem qualquer experiência militar para, com um estilingue, lançar cinco pedrinhas no gigante que caiu praticamente sem vida.

Três obstáculos intransponíveis para os homens, mas que foram superados com a ajuda de Deus. Mas em todos eles, vemos que Deus usou um homem e um instrumento para batalhar. Nós existimos como instrumentos nas mãos de Deus para vencer circunstâncias adversas. É Deus que derruba o obstáculo, mas Ele nos usa como auxiliadores.


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Bartimeu, o homem que decidiu não ser mais mendigo

 Texto de referência: Marcos 10:46-52


A mendicância é uma das situações mais tristes e humilhantes que pode acometer um indivíduo. Viver na rua, tendo pouco ou nada para comer e vivendo de modo invisível aos olhos das pessoas. Uma situação que ninguém gostaria de enfrentar, mas que em torno de 150 milhões de pessoas por todo o mundo enfrentam (dados de 2026).

A Bíblia nos conta sobre um mendigo, cujo nome era Bartimeu. Durante a sua vida ele ficou cego, e provavelmente essa deficiência tenha sido a causa dele viver nessa situação miserável, afinal, a sua condição física o impedia de trabalhar.

Mas um dia Bartimeu viu a chance de mudar a sua situação. Ele já havia ouvido falar de Jesus, e sabia que Ele já havia curado muitos doentes, inclusive muitas pessoas cegas como ele. E naquele dia Jesus passava em sua cidade, Jericó, e como na maioria das vezes, vinha cercado por uma multidão.

Foi então que Bartimeu tomou a firme decisão de que ele iria até Jesus para receber a sua cura. Mas não seria fácil, pois com tanta gente pela rua, como ele sendo deficiente visual, poderia se aproximar do Mestre? A sua melhor opção seria gritar por Jesus, até que Ele o ouvisse.

Bartimeu então começa a gritar: “Jesus Filho de Davi, tenha compaixão de mim.” Mas algumas pessoas ao redor começaram a se incomodar com o grito daquele homem, e ao verem que Jesus não lhe respondia, começaram a exigir dele que parasse de gritar.

Mas Bartimeu foi insistente. Ele não parou de gritar, pelo contrário, gritou ainda mais alto. A sua dor era muito grande para ele desistir tão rápido. Aquela era a sua única chance de sair daquela vida miserável. E Jesus correspondeu à fé do homem cego. Ele pediu para que as pessoas trouxessem Bartimeu, e após um breve diálogo, Jesus tocou nele e ele ficou curado.

Bartimeu então tirou a sua capa de cego e caminhou junto com a multidão, seguindo Jesus. Tecnicamente, podemos dizer que Bartimeu era agora um ex-mendigo. Ele estava de volta à sua vida social, poderia trabalhar e viver feliz, seguindo a Jesus.

Essa mensagem veio à minha mente após ver um mendigo bem conhecido do meu bairro, que vive escravo da miséria, mesmo tendo possibilidades de sair dela. E a história de Bartimeu nos ensina que ninguém precisa viver mendigando a vida toda. O mesmo Jesus que salvou Bartimeu é poderoso para salvar qualquer um que se decida por sair da miséria em que vive. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (Hebreus 13:8).


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Arrependei-vos, a principal mensagem

 Textos de referência: Mateus 3:1-2 e Atos 3:19-20


Vivemos em um tempo onde a Palavra de Deus tem sido abundantemente pregada. Sim, ainda existem povos que não ouviram falar do Reino de Deus, mas onde existe a pregação da Palavra, ela tem sido feita de muitas maneiras.

Temos pregações pela televisão, redes sociais, rádio, cultos sendo transmitidos ao vivo para muitas nações. Palavras escritas, faladas, Bíblia narrada, muitas opções para ouvir a voz de Deus. Mas por que ainda vivemos em um mundo tão perdido se o Evangelho está sendo pregado?

A questão não é se existem pregações da Palavra, mas que tipo de palavra está sendo pregada. Quando João Batista iniciou seu ministério no deserto, atraiu grandes multidões. E o seu discurso era:


 “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:1-2


Quando anos depois a igreja primitiva iniciou seu ministério, com a pregação de Pedro, também atraiu milhares utilizando o mesmo discurso.


 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus […]” Atos 3:19-20


O problema é que nos dias de hoje dificilmente vemos esse discurso nas igrejas ou pregações. Os “tipos” de Palavra mais ouvidas baseiam-se em: Deus está te levantando, você nasceu para reinar, prosperidade é dom de Deus. 

Nenhuma dessas palavras são mentirosas ou desnecessárias. Precisamos de profetas que encorajem o povo, pois muitas pessoas têm vivido uma vida de derrota constante. Mas também precisamos de profetas que proclamem o arrependimento. Precisamos de palavras que nos levem a refletir a nossa caminhada e arrepender das coisas pecaminosas que praticamos.

O problema é que muitas igrejas evitam esse tipo de mensagem por parecer muito constrangedora aos ouvintes, e com medo de que não permaneçam na congregação, preferem a mensagem da edificação. Mas o Evangelho não pode ser vendido ou mascarado, pois como o próprio Jesus disse:


 "Eu digo a vocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras clamarão.” Lucas 19:40


Concluindo, percebemos que a principal mensagem do Evangelho não é levante-se e vença, mas arrependa-se e venha para Deus. Pois no final da vida, não importa o quanto adquirimos ou vencemos nesta terra, mas se o nosso coração está verdadeiramente entregue. Essa é a mensagem que irá restar e nos levar à eternidade, “arrependam-se e creiam no Evangelho”. 



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Receba a verdadeira paz

 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Eu me impressiono com a quantidade de referências que a Bíblia traz sobre a paz. São diversas referências que vão desde o antigo testamento até o fim do novo testamento. 

A primeira referência à paz está em Gênesis 15:15 onde Deus promete a Abraão que ele morrerá em paz. A última referência está no livro de João quando Paulo saúda os irmãos com a paz (3 João 1:14).

Após a morte de Jesus as suas saudações eram: Paz seja convosco (Lucas 24:36 e João 20:19;26). Ele é chamado de paz em Miqueias 5:5, mas a principal referência é Jesus como príncipe da Paz (Isaías 9:6). Perceba que ele não apenas tem paz, mas ela é uma das chaves que compõem o Seu Reino. Deus Pai também é denominado paz quando em uma visão de Deus que Gideão tem ele afirma: o Senhor é Paz (Juízes 6:24).

A paz também é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22) e Paulo nos afirma que a sua vontade (também denominada penhor do Espírito) nos traz paz (Romanos 8:6).

Com tantas referências à paz nas Escrituras, de uma coisa podemos ter certeza: Deus nos quer em paz o tempo todo. Então porque a paz ainda é um dom tão escasso nos nossos dias? Porque tantas pessoas estão rodeadas de angústias, medos, sem paz para dormir, acordar ou fazer suas atividades?

É porque ainda não descobriram pela Palavra de Deus a verdadeira paz. Quando assumimos o que as Escrituras nos garante, que Jesus já nos deixou a Sua Paz (João14:27), ela nunca mais se ausenta de nós. Se estamos com Jesus, não temos qualquer paz, temos a paz d'Ele. 

Isso não significa que não teremos problemas, mas que definitivamente não teremos medo de encará-los. Não vamos nos esconder em um quarto escuro, mas vamos continuar caminhando a despeito de qualquer adversidade porque temos paz em nosso coração. 

Se hoje o seu coração não se encontra em paz, comece a folhear as Escrituras e obedecê-la. Medite em cada versículo que fala sobre a paz e tome posse dele para si. A paz de Jesus inundará o seu coração, como um rio (Isaías 48:18) e jamais sairá. 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

O verdadeiro atalaia

 


“Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.” Ezequiel 3:17-18


Quando vamos pesquisar o significado da palavra atalaia encontramos uma torre de vigia que serve para observar os inimigos ou alguém que tem a função de avisar quando um inimigo se aproxima. 

Um profeta na Bíblia foi designado como atalaia do povo de Israel, seu nome era Ezequiel e ele teve seu ministério consagrado durante o período do exílio. O próprio Deus alertou Ezequiel de que ele seria o atalaia do povo, sendo que ele falaria as palavras de Deus aos israelitas. 

Mas essa função era de muita responsabilidade, pois se o Senhor transmitisse a palavra e ele não advertisse o povo, se o pecador morresse, o sangue dele seria requerido da mão de Ezequiel. O mesmo ocorreria a um justo que se desviasse e não fosse advertido. Olha quanta responsabilidade!

Entretanto, se Ezequiel transmitisse a mensagem de Deus, mas o pecador não se convertesse, o profeta não teria mais a responsabilidade, pois fez a sua parte.

Agora entendemos porque ele foi denominado atalaia, pois ele seria um vigia para advertir o povo quando o perigo do pecado se aproximasse. O inimigo do povo era o pecado, e Ezequiel era aquele que iria vigiar o povo, transmitindo a palavra para livrar os israelitas do mal.

Como profetas do Senhor temos também a responsabilidade de transmitir a palavra dele às pessoas, vigiando para que seja repassada de forma verdadeira a mensagem para que as pessoas se protejam do pecado e do mal.






quinta-feira, 9 de julho de 2026

O seu coração ainda arde por Jesus?

 Texto de referência: Lucas 24:13-35


Vivemos em um mundo superficial. As transformações são muito rápidas e as coisas acontecem no modo mais acelerado possível. Somos de tal forma envolvidos com esse senso de urgência que acabamos nos esquecendo do que realmente é importante. 

Quando dois discípulos no caminho de uma aldeia chamada Emaús caminhavam ao lado de Jesus, a princípio eles não o reconheceram, mas enquanto ele lhes falava as Escrituras, os corações daqueles dois homens ardiam.

E aquele ardor não era em vão, aconteceu porque o poder da Palavra estava agindo naqueles corações. O coração deles estava aberto e por isso a Palavra encontrou espaço. 

Quando nos entregamos a superficialidade que a sociedade prega ou buscamos o imediatismo, a Palavra deixa de queimar no nosso coração. Passamos a ouvir qualquer coisa que nos satisfaça e esquecemos que somente a verdade do Evangelho irá produzir mudança em nós. 

Se o nosso coração já não arde mais ao ouvir a Palavra, é um sinal claro e urgente de que estamos nos afastando dela. Como luz, a Palavra é que irá nos dar clareza na nossa caminhada. Longe dela o caminho é sombrio e a chance de tropeçar é iminente. Que possamos abandonar todo senso de urgência e voltar a ouvir com o coração aberto a Palavra de Deus. Só então o nosso coração voltará a arder.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que me falta ainda?

 Texto de referência: Mateus 19: 20-21

Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

“O que me falta ainda?” Essa foi a pergunta que um jovem fez a Jesus após interrogá-lo sobre o que ele deveria fazer para obter a vida eterna.

No decorrer da conversa, ele relata que guardava todas as ordenanças com o próximo, não matava, não roubava ou cobiçava. Mesmo assim ainda havia um anseio em seu coração de não se sentir salvo.

Esse mesmo anseio permeia o coração de muitos, que mesmo praticando ordenanças bíblicas ainda sentem que falta algo em suas vidas. Na verdade, o real problema daquele jovem não era a falta de praticar a lei, mas a falta de um relacionamento íntimo com o Senhor. 

O que ele praticava era na verdade o que muitos cristãos praticam todos os dias, mas continuam vivendo distantes de Deus. Aquele jovem era na verdade um religioso que vivia a lei, mas continuava vazio de Deus em seu coração, e achava que os seus méritos lhe trariam salvação. 

Quando foi confrontado por Jesus a vender todos os seus bens para segui-lo, não quis, pois o seu resumo de vida com Deus se baseava apenas em práticas religiosas. 

É exatamente isso que a religião também quer fazer conosco. Ela quer nos impelir às boas obras, sem viver de fato uma vida íntima com Deus. São os famosos sepulcros caiados, descritos por Jesus, belos por fora, mas cheios de podridão por dentro (Mateus 23:27-28). Boas obras não nos salvam, pode ser lindo, mas o que realmente preenche o vazio do nosso ser é a nossa entrega diária e constante a Deus.

Nesse dia, saia da pergunta: "o que me falta ainda?” e escolha ser preenchido pelo amor de Deus Pai. Abandone as iscas da religião e passe a viver em intimidade com o único que pode preencher o seu coração, Yahweh é o Seu nome.



terça-feira, 23 de junho de 2026

Enxergando a paternidade de Deus

 Texto de referência: Gálatas 4:5-7

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.”


Uma das principais dificuldades que talvez encontramos enquanto cristãos é enxergar Deus como nosso pai. Alguns porque não tiveram a experiência de paternidade nesta terra, seja porque o pai não vive na mesma casa, ou por ser órfão ou mesmo porque o pai não conseguiu ser um pai presente ou carinhoso, mesmo morando junto com o filho.

Outra dificuldade que temos é por Deus não ser um ser físico, tangível e dessa forma muitas vezes temos dificuldade em vê-lo como pai.

O fato é que enxergar a paternidade de Deus é algo libertador para nós, pois a nossa principal relação com Deus é de filhos. O livro de Gálatas nos ensina sobre como Deus nos adotou como filhos, e nos deu o Espírito do seu Filho, que clama Abba Pai, uma expressão que revela intimidade. 

Quando enxergamos Deus como nosso Pai, podemos desfrutar do amor dele, temos uma relação de dependência, mas também de confiança e amamos melhor o nosso próximo, por nos sentirmos amados pelo Pai.

No contrário, quando a nossa relação com Deus é apenas de servos, enxergando Deus como um bravo Senhor, um Juiz rigoroso, vivemos como o irmão do filho pródigo (Lucas 15), dentro da casa do Pai, mas sem desfrutar da sua herança. 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Vinde, voltemos ao Senhor

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele”. Oseias 6:1-2


Os versículos sobre os quais debruçamos nesta reflexão nos fala sobre um processo de conversão. Quando o profeta chama o povo para retornar ao Senhor, mostra que em algum momento o povo se afastou dele. 

E por terem se afastado, as feridas vieram. Parecem ter vindo do próprio Deus, mas talvez tenham sido apenas permitidas por Ele. Entretanto, seja de onde for a origem, a cura vem de Deus.

É um processo, afinal o profeta menciona que ao segundo dia, o povo seria revigorado, ou seja, ganharia novas forças para permanecer no processo de cura.

Mas somente ao terceiro dia eles seriam levantados. O perdão de Deus é imediato, mas o processo de cura das feridas deixadas pelo pecado é lento. A cura interior, diferente da cura física milagrosa envolve o processo de espera, importante para nos fazer refletir sobre as circunstâncias que nos deixaram feridos.

Essa espera traz a maturidade necessária para evitar cair novamente no pecado. 

Mas e o fim do processo de cura? O propósito final é viver diante de Deus. A conversão sincera nos traz para perto de Deus. Mesmo sendo um doloroso processo de cura dos pecados cometidos, de traumas que o pecado ocasionou, a conversão é o único caminho que nos leva à eternidade com Deus


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A quem pouco se perdoa, pouco ama

 Texto de referência: Lucas 7:47-48


Certo dia Jesus é convidado a participar de um jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Durante o jantar chega uma mulher da cidade e começa a derramar óleo sobre a cabeça de Jesus e a chorar aos seus pés, beijando-os.

O fariseu então começa a se indagar se Jesus era de fato um profeta, pois se fosse, saberia que aquela mulher que estava aos pés dele era na verdade uma mulher mal falada da cidade, denominada por ele como pecadora, sugerindo provavelmente que ela era uma prostituta.

Jesus, que é muito mais que um profeta, o próprio Filho de Deus, vendo o pensamento do fariseu indagou sobre o perdão, contando a ele sobre uma parábola de dois devedores, onde aquele cuja dívida maior foi perdoada, certamente ficaria mais grato ao seu credor.

Simão logo entendeu que na verdade os dois devedores eram ele e a mulher, sendo que o amor que ela demonstrava por Jesus era o amor de alguém que foi perdoada. Simão não demonstrava todo esse amor porque ele não recebeu ou recebeu pouco o perdão de Deus. 

Mas será que isso ocorreu porque ele não necessitava de perdão? Ou talvez porque ele pecasse pouco? Certamente não. 

Todos nós pecamos muito e ninguém recebe o perdão de Deus pelos próprios méritos. O fato é que muitos não reconhecem o seu pecado e não pedem perdão. Os fariseus se achavam muito santos, e achavam que eram dignos da bondade de Deus. A mulher pecadora reconhecia sua fragilidade e ao receber misericórdia de Jesus o coração dela transbordou de amor e gratidão. Ambos pecaram, todavia, apenas um reconheceu a sua carência de misericórdia. 

Quem reconheceu recebeu perdão e isso mudou a sua essência. 


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Adão e Cristo

 


Texto de referência: Romanos 5:12-21


Quando Deus criou o homem, Adão, ele o criou em um ambiente perfeito, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus. Todavia, tudo mudaria a partir da desobediência do ser humano. Mas o plano perfeito já estava em ação, a vinda e a vitória de Jesus já eram certas.

Entretanto, apesar disso, o diabo não desistiria fácil, e assim como ele tentou Adão e Eva e eles caíram em pecado, o diabo também tentaria a Jesus, mas a reação dele foi diferente (Mateus 4:1-11). Enquanto Adão e Eva foram tentados pela ambição de ser como Deus, Jesus ao ser tentado em três aspectos, desejo de mostrar o seu poder, de ter a glória do mundo a seus pés e de provar o cuidado de Deus com Ele, diferente de Adão, não cedeu à tentação, mas permaneceu firme em seu propósito de salvar a humanidade.

Jesus foi o segundo Adão (1 Coríntios 15:45-45-46), todavia, não pecou. A Bíblia compara Adão a Cristo, ressaltando que assim como o pecado entrou por um só homem, e a condenação veio a partir de apenas um pecado (desobediência), a salvação veio através de apenas um homem - Jesus -, todavia, carregando muitos pecados em si. E como o pecado causou a morte de muitos, a graça abundou também também sobre muitos.

Jesus não foi a encarnação de Adão, Ele veio para cumprir aquilo que Adão não conseguiu, Jesus veio restaurar o ambiente perfeito que havia no Éden, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus. 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

O fermento da religiosidade

 Texto de referência: Marcos 8:14-21


Certa vez Jesus disse aos seus discípulos: “Vede guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.” Os discípulos logo acharam que ele se referia ao fato deles não terem levado pão para o barco.

Todavia, Jesus estava apenas usando esse esquecimento para fazer uma analogia do pão e do fermento com a religiosidade dos líderes. Jesus fazia muito essas comparações utilizando coisas simples, do cotidiano para que eles pudessem compreender, entretanto, os discípulos não corresponderam.

Jesus os repreendeu lembrando-lhes que a ausência do pão físico para ele é irrisória, afinal há pouco ele havia multiplicado 5 pães e 2 peixes em quantidade suficiente para alimentar cerca de cinco mil pessoas. 

A comparação de Jesus era para lembrá-los da religiosidade dos fariseus e demais líderes, que se preocupavam apenas em alimentar tradições em vez de viver o verdadeiro reino de Deus. Para isso ele usou a figura do fermento, um composto químico que é utilizado para massas crescerem. Ao se incorporar a elas, o fermento age no seu interior e começa o processo de crescimento. 

Agora podemos entender porque o fermento é utilizado na analogia sobre a religiosidade, pois ela age de forma semelhante.

Quando a religião se sobrepõe à fé, as tradições, as práticas religiosas começam a agir no interior do indivíduo. Aquilo vai crescendo dentro dele, até que ele começa a achar a religiosidade como algo normal, comparando-a com a verdadeira fé. 

A pessoa está longe de Deus, mas a sua religiosidade já fermentou tanto em seu interior que ele acredita que está servindo a Deus da forma correta, quando na verdade, está apenas praticando alguns atos que falam de Deus, mas que não tem nada dele na essência. 

A ordem de Jesus é clara, devemos nos afastar ao máximo da religiosidade, observando a nossa forma de servir a Deus. Se é mais religiosidade do que fé, devemos desinchar esse pão, nos esvaziando de nós próprios para que o fermento da Palavra cresça em nós e nos forme o verdadeiro cristão. 


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cada vida importa: as lições do endemoninhado de Gadara

 Texto de referência: Marcos 5:1-14


Um dos textos mais emblemáticos da Bíblia retrata a libertação de um homem endemoninhado. Uma vida totalmente destruída pela possessão de não somente um, mas de uma legião de demônios (uma legião de soldados compreendia aproximadamente seis mil homens).

O endemoninhado cujo nome não é citado vivia totalmente alheio à sociedade. Morava nos cemitérios, completamente nu, ferindo-se com pedras. Ele não tinha mais contato com a sua família e as pessoas ao seu redor até tentaram prendê-lo com correntes, mas ele facilmente se desvencilhava delas.

Mas um dia Jesus atravessou o mar da Galileia apenas para realizar uma missão: libertar aquele homem da sua miséria. Ao chegar lá, logo a ordem aos demônios foi dada, era chegada a hora de sair daquele homem. Eles resistiram, mas sabiam que ordem dada por Jesus era ordem cumprida.

Assim que foi liberto, o homem tomou banho, vestiu suas roupas e se comportou como um indivíduo normal, causando espanto e temor naqueles que o viram na situação anterior, haja vista eles não entenderem acerca do poder de Deus.

Aquele homem que antes era escravo do poder das trevas agora queria estar o tempo todo com Jesus, tamanha a paz que ele transmitia, ou talvez pelo medo de no futuro ficar possesso novamente. Mas a libertação que o Senhor efetuou na vida dele era completa. Jesus o enviou de volta à sua família, que com certeza se alegrou ao vê-lo bem.

Mas aquele homem fez além. Ao voltar a cidade, agora como alguém digno, ele começou a testemunhar o que Jesus havia feito por ele, e o impacto daquele testemunho foi tão grande que se estendeu às cidades vizinhas. Naquele território gentio começava a chegar o Reino de Deus. E o missionário, quem era? Um homem que havia estado possesso por milhares de demônios e foi curado.

Essa linda história nos ensina o valor de uma vida para Deus. Jesus foi àquele território apenas para curar aquele homem e logo voltou para a Galileia, mas a obra que Ele fez se estendeu até os nossos dias.

Uma vida para Deus pode ser o desenrolar de muitas outras que virão. Para Ele o valor de uma vida é imensurável, pois o sangue de Jesus não foi vertido em quantidades distintas para alguns mais especiais, mas cada gota derramada foi em favor de toda a humanidade, para todos aqueles que creem, não importa o que viveram em seu passado.



sábado, 18 de abril de 2026

As palavras jogadas ao vento

Texto de referência: Malaquias 3:13-16


As nossas palavras ditam o nosso futuro. Tenho refletido muito nos últimos dias sobre como as nossas palavras influenciam o nosso futuro. É a palavra de Deus que diz que os nossos lábios podem produzir vida ou morte (Provérbios 18:21).

O cuidado com o que dizemos deve ser constante para evitar palavras jogadas ao vento. Eu denomino assim frases sem sentido, que falamos sabendo que não são verdade, todavia, gastamos a nossa saliva pronunciando.

O problema é que a palavra dita não pode ser apagada. Se falamos, de alguma forma aquilo nos influenciará, seja para o bem ou para o mal, sejam para grandes ou pequenas consequências. 

O livro de Malaquias aponta algumas indagações do povo de Israel ao Senhor, onde eles dizem ser inútil servir a Deus porque quem na verdade prospera são os ímpios. O profeta retrata essas palavras como sendo duras aos olhos de Deus, não porque Ele precisa da nossa aprovação, mas pela ingratidão que elas carregavam.

O Senhor cuidou daquele povo o tempo todo, inclusive durante o exílio, onde eles estavam em decorrência da desobediência deles próprios. Eles sabiam o caráter santo de Deus e conheciam as suas leis. Mesmo assim, jogavam palavras ao vento.

Mas as palavras que Deus ouvia atentamente eram dos que temiam ao Senhor, que são para Deus um tesouro particular, do qual Ele cuida e guarda.

Esse texto de Malaquias nos ensina que quando os nossos lábios se abrem para falar inverdades acerca de Deus, essas palavras se perdem no vento e prejudicam a nós mesmos. Quando tememos ao Senhor, nossos lábios produzem vida, e a essas palavras Ele ouve.


terça-feira, 14 de abril de 2026

Buscar a Deus começa com a nossa iniciativa

 “Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.” 2Crônicas 15:2


Algumas atitudes exigem de nós iniciativa própria. Pessoas determinadas avançam mais rápido, os grandes líderes são aqueles que possuem iniciativa, que não esperam alguém fazer, eles mesmos fazem.

O processo de buscar a Deus é algo que parte de nós. Decidir servir a Deus, por mais que seja o resultado do mover do Espírito em nós, é algo que exige uma decisão da nossa parte. Jesus diz que não é apenas crer com o coração, mas confessar com os lábios (Romanos 10:9-10).

Quando o profeta Azarias falou ao rei Asa e ao povo de Israel, ele foi claro ao enfatizar que o senhor estaria com o povo enquanto o povo estivesse com ele. O Senhor seria encontrado se o povo o buscasse. Mas se eles o deixassem, o Senhor também os deixaria. A decisão era do povo, as consequências viriam a partir das escolhas deles. Buscar a Deus resulta n'Ele estar perto. Deixar a Deus a consequência é vê-lo cada vez mais longe. 

Mas a iniciativa é nossa. Só colheremos aquilo que plantarmos. Que a nossa escolha hoje seja a mais prudente, buscar a Deus (mesmo aqueles que já o buscam, podem fazê-lo ainda mais) para que ele esteja cada vez mais perto de nós.