segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Bartimeu, o homem que decidiu não ser mais mendigo

 Texto de referência: Marcos 10:46-52


A mendicância é uma das situações mais tristes e humilhantes que pode acometer um indivíduo. Viver na rua, tendo pouco ou nada para comer e vivendo de modo invisível aos olhos das pessoas. Uma situação que ninguém gostaria de enfrentar, mas que em torno de 150 milhões de pessoas por todo o mundo enfrentam (dados de 2026).

A Bíblia nos conta sobre um mendigo, cujo nome era Bartimeu. Durante a sua vida ele ficou cego, e provavelmente essa deficiência tenha sido a causa dele viver nessa situação miserável, afinal, a sua condição física o impedia de trabalhar.

Mas um dia Bartimeu viu a chance de mudar a sua situação. Ele já havia ouvido falar de Jesus, e sabia que Ele já havia curado muitos doentes, inclusive muitas pessoas cegas como ele. E naquele dia Jesus passava em sua cidade, Jericó, e como na maioria das vezes, vinha cercado por uma multidão.

Foi então que Bartimeu tomou a firme decisão de que ele iria até Jesus para receber a sua cura. Mas não seria fácil, pois com tanta gente pela rua, como ele sendo deficiente visual, poderia se aproximar do Mestre? A sua melhor opção seria gritar por Jesus, até que Ele o ouvisse.

Bartimeu então começa a gritar: “Jesus Filho de Davi, tenha compaixão de mim.” Mas algumas pessoas ao redor começaram a se incomodar com o grito daquele homem, e ao verem que Jesus não lhe respondia, começaram a exigir dele que parasse de gritar.

Mas Bartimeu foi insistente. Ele não parou de gritar, pelo contrário, gritou ainda mais alto. A sua dor era muito grande para ele desistir tão rápido. Aquela era a sua única chance de sair daquela vida miserável. E Jesus correspondeu à fé do homem cego. Ele pediu para que as pessoas trouxessem Bartimeu, e após um breve diálogo, Jesus tocou nele e ele ficou curado.

Bartimeu então tirou a sua capa de cego e caminhou junto com a multidão, seguindo Jesus. Tecnicamente, podemos dizer que Bartimeu era agora um ex-mendigo. Ele estava de volta à sua vida social, poderia trabalhar e viver feliz, seguindo a Jesus.

Essa mensagem veio à minha mente após ver um mendigo bem conhecido do meu bairro, que vive escravo da miséria, mesmo tendo possibilidades de sair dela. E a história de Bartimeu nos ensina que ninguém precisa viver mendigando a vida toda. O mesmo Jesus que salvou Bartimeu é poderoso para salvar qualquer um que se decida por sair da miséria em que vive. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (Hebreus 13:8).


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Arrependei-vos, a principal mensagem

 Textos de referência: Mateus 3:1-2 e Atos 3:19-20


Vivemos em um tempo onde a Palavra de Deus tem sido abundantemente pregada. Sim, ainda existem povos que não ouviram falar do Reino de Deus, mas onde existe a pregação da Palavra, ela tem sido feita de muitas maneiras.

Temos pregações pela televisão, redes sociais, rádio, cultos sendo transmitidos ao vivo para muitas nações. Palavras escritas, faladas, Bíblia narrada, muitas opções para ouvir a voz de Deus. Mas por que ainda vivemos em um mundo tão perdido se o Evangelho está sendo pregado?

A questão não é se existem pregações da Palavra, mas que tipo de palavra está sendo pregada. Quando João Batista iniciou seu ministério no deserto, atraiu grandes multidões. E o seu discurso era:


 “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:1-2


Quando anos depois a igreja primitiva iniciou seu ministério, com a pregação de Pedro, também atraiu milhares utilizando o mesmo discurso.


 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus […]” Atos 3:19-20


O problema é que nos dias de hoje dificilmente vemos esse discurso nas igrejas ou pregações. Os “tipos” de Palavra mais ouvidas baseiam-se em: Deus está te levantando, você nasceu para reinar, prosperidade é dom de Deus. 

Nenhuma dessas palavras são mentirosas ou desnecessárias. Precisamos de profetas que encorajem o povo, pois muitas pessoas têm vivido uma vida de derrota constante. Mas também precisamos de profetas que proclamem o arrependimento. Precisamos de palavras que nos levem a refletir a nossa caminhada e arrepender das coisas pecaminosas que praticamos.

O problema é que muitas igrejas evitam esse tipo de mensagem por parecer muito constrangedora aos ouvintes, e com medo de que não permaneçam na congregação, preferem a mensagem da edificação. Mas o Evangelho não pode ser vendido ou mascarado, pois como o próprio Jesus disse:


 "Eu digo a vocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras clamarão.” Lucas 19:40


Concluindo, percebemos que a principal mensagem do Evangelho não é levante-se e vença, mas arrependa-se e venha para Deus. Pois no final da vida, não importa o quanto adquirimos ou vencemos nesta terra, mas se o nosso coração está verdadeiramente entregue. Essa é a mensagem que irá restar e nos levar à eternidade, “arrependam-se e creiam no Evangelho”. 



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Receba a verdadeira paz

 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Eu me impressiono com a quantidade de referências que a Bíblia traz sobre a paz. São diversas referências que vão desde o antigo testamento até o fim do novo testamento. 

A primeira referência à paz está em Gênesis 15:15 onde Deus promete a Abraão que ele morrerá em paz. A última referência está no livro de João quando Paulo saúda os irmãos com a paz (3 João 1:14).

Após a morte de Jesus as suas saudações eram: Paz seja convosco (Lucas 24:36 e João 20:19;26). Ele é chamado de paz em Miqueias 5:5, mas a principal referência é Jesus como príncipe da Paz (Isaías 9:6). Perceba que ele não apenas tem paz, mas ela é uma das chaves que compõem o Seu Reino. Deus Pai também é denominado paz quando em uma visão de Deus que Gideão tem ele afirma: o Senhor é Paz (Juízes 6:24).

A paz também é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22) e Paulo nos afirma que a sua vontade (também denominada penhor do Espírito) nos traz paz (Romanos 8:6).

Com tantas referências à paz nas Escrituras, de uma coisa podemos ter certeza: Deus nos quer em paz o tempo todo. Então porque a paz ainda é um dom tão escasso nos nossos dias? Porque tantas pessoas estão rodeadas de angústias, medos, sem paz para dormir, acordar ou fazer suas atividades?

É porque ainda não descobriram pela Palavra de Deus a verdadeira paz. Quando assumimos o que as Escrituras nos garante, que Jesus já nos deixou a Sua Paz (João14:27), ela nunca mais se ausenta de nós. Se estamos com Jesus, não temos qualquer paz, temos a paz d'Ele. 

Isso não significa que não teremos problemas, mas que definitivamente não teremos medo de encará-los. Não vamos nos esconder em um quarto escuro, mas vamos continuar caminhando a despeito de qualquer adversidade porque temos paz em nosso coração. 

Se hoje o seu coração não se encontra em paz, comece a folhear as Escrituras e obedecê-la. Medite em cada versículo que fala sobre a paz e tome posse dele para si. A paz de Jesus inundará o seu coração, como um rio (Isaías 48:18) e jamais sairá. 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

O verdadeiro atalaia

 


“Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.” Ezequiel 3:17-18


Quando vamos pesquisar o significado da palavra atalaia encontramos uma torre de vigia que serve para observar os inimigos ou alguém que tem a função de avisar quando um inimigo se aproxima. 

Um profeta na Bíblia foi designado como atalaia do povo de Israel, seu nome era Ezequiel e ele teve seu ministério consagrado durante o período do exílio. O próprio Deus alertou Ezequiel de que ele seria o atalaia do povo, sendo que ele falaria as palavras de Deus aos israelitas. 

Mas essa função era de muita responsabilidade, pois se o Senhor transmitisse a palavra e ele não advertisse o povo, se o pecador morresse, o sangue dele seria requerido da mão de Ezequiel. O mesmo ocorreria a um justo que se desviasse e não fosse advertido. Olha quanta responsabilidade!

Entretanto, se Ezequiel transmitisse a mensagem de Deus, mas o pecador não se convertesse, o profeta não teria mais a responsabilidade, pois fez a sua parte.

Agora entendemos porque ele foi denominado atalaia, pois ele seria um vigia para advertir o povo quando o perigo do pecado se aproximasse. O inimigo do povo era o pecado, e Ezequiel era aquele que iria vigiar o povo, transmitindo a palavra para livrar os israelitas do mal.

Como profetas do Senhor temos também a responsabilidade de transmitir a palavra dele às pessoas, vigiando para que seja repassada de forma verdadeira a mensagem para que as pessoas se protejam do pecado e do mal.






quinta-feira, 9 de julho de 2026

O seu coração ainda arde por Jesus?

 Texto de referência: Lucas 24:13-35


Vivemos em um mundo superficial. As transformações são muito rápidas e as coisas acontecem no modo mais acelerado possível. Somos de tal forma envolvidos com esse senso de urgência que acabamos nos esquecendo do que realmente é importante. 

Quando dois discípulos no caminho de uma aldeia chamada Emaús caminhavam ao lado de Jesus, a princípio eles não o reconheceram, mas enquanto ele lhes falava as Escrituras, os corações daqueles dois homens ardiam.

E aquele ardor não era em vão, aconteceu porque o poder da Palavra estava agindo naqueles corações. O coração deles estava aberto e por isso a Palavra encontrou espaço. 

Quando nos entregamos a superficialidade que a sociedade prega ou buscamos o imediatismo, a Palavra deixa de queimar no nosso coração. Passamos a ouvir qualquer coisa que nos satisfaça e esquecemos que somente a verdade do Evangelho irá produzir mudança em nós. 

Se o nosso coração já não arde mais ao ouvir a Palavra, é um sinal claro e urgente de que estamos nos afastando dela. Como luz, a Palavra é que irá nos dar clareza na nossa caminhada. Longe dela o caminho é sombrio e a chance de tropeçar é iminente. Que possamos abandonar todo senso de urgência e voltar a ouvir com o coração aberto a Palavra de Deus. Só então o nosso coração voltará a arder.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que me falta ainda?

 Texto de referência: Mateus 19: 20-21

Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

“O que me falta ainda?” Essa foi a pergunta que um jovem fez a Jesus após interrogá-lo sobre o que ele deveria fazer para obter a vida eterna.

No decorrer da conversa, ele relata que guardava todas as ordenanças com o próximo, não matava, não roubava ou cobiçava. Mesmo assim ainda havia um anseio em seu coração de não se sentir salvo.

Esse mesmo anseio permeia o coração de muitos, que mesmo praticando ordenanças bíblicas ainda sentem que falta algo em suas vidas. Na verdade, o real problema daquele jovem não era a falta de praticar a lei, mas a falta de um relacionamento íntimo com o Senhor. 

O que ele praticava era na verdade o que muitos cristãos praticam todos os dias, mas continuam vivendo distantes de Deus. Aquele jovem era na verdade um religioso que vivia a lei, mas continuava vazio de Deus em seu coração, e achava que os seus méritos lhe trariam salvação. 

Quando foi confrontado por Jesus a vender todos os seus bens para segui-lo, não quis, pois o seu resumo de vida com Deus se baseava apenas em práticas religiosas. 

É exatamente isso que a religião também quer fazer conosco. Ela quer nos impelir às boas obras, sem viver de fato uma vida íntima com Deus. São os famosos sepulcros caiados, descritos por Jesus, belos por fora, mas cheios de podridão por dentro (Mateus 23:27-28). Boas obras não nos salvam, pode ser lindo, mas o que realmente preenche o vazio do nosso ser é a nossa entrega diária e constante a Deus.

Nesse dia, saia da pergunta: "o que me falta ainda?” e escolha ser preenchido pelo amor de Deus Pai. Abandone as iscas da religião e passe a viver em intimidade com o único que pode preencher o seu coração, Yahweh é o Seu nome.



terça-feira, 23 de junho de 2026

Enxergando a paternidade de Deus

 Texto de referência: Gálatas 4:5-7

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.”


Uma das principais dificuldades que talvez encontramos enquanto cristãos é enxergar Deus como nosso pai. Alguns porque não tiveram a experiência de paternidade nesta terra, seja porque o pai não vive na mesma casa, ou por ser órfão ou mesmo porque o pai não conseguiu ser um pai presente ou carinhoso, mesmo morando junto com o filho.

Outra dificuldade que temos é por Deus não ser um ser físico, tangível e dessa forma muitas vezes temos dificuldade em vê-lo como pai.

O fato é que enxergar a paternidade de Deus é algo libertador para nós, pois a nossa principal relação com Deus é de filhos. O livro de Gálatas nos ensina sobre como Deus nos adotou como filhos, e nos deu o Espírito do seu Filho, que clama Abba Pai, uma expressão que revela intimidade. 

Quando enxergamos Deus como nosso Pai, podemos desfrutar do amor dele, temos uma relação de dependência, mas também de confiança e amamos melhor o nosso próximo, por nos sentirmos amados pelo Pai.

No contrário, quando a nossa relação com Deus é apenas de servos, enxergando Deus como um bravo Senhor, um Juiz rigoroso, vivemos como o irmão do filho pródigo (Lucas 15), dentro da casa do Pai, mas sem desfrutar da sua herança. 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Vinde, voltemos ao Senhor

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele”. Oseias 6:1-2


Os versículos sobre os quais debruçamos nesta reflexão nos fala sobre um processo de conversão. Quando o profeta chama o povo para retornar ao Senhor, mostra que em algum momento o povo se afastou dele. 

E por terem se afastado, as feridas vieram. Parecem ter vindo do próprio Deus, mas talvez tenham sido apenas permitidas por Ele. Entretanto, seja de onde for a origem, a cura vem de Deus.

É um processo, afinal o profeta menciona que ao segundo dia, o povo seria revigorado, ou seja, ganharia novas forças para permanecer no processo de cura.

Mas somente ao terceiro dia eles seriam levantados. O perdão de Deus é imediato, mas o processo de cura das feridas deixadas pelo pecado é lento. A cura interior, diferente da cura física milagrosa envolve o processo de espera, importante para nos fazer refletir sobre as circunstâncias que nos deixaram feridos.

Essa espera traz a maturidade necessária para evitar cair novamente no pecado. 

Mas e o fim do processo de cura? O propósito final é viver diante de Deus. A conversão sincera nos traz para perto de Deus. Mesmo sendo um doloroso processo de cura dos pecados cometidos, de traumas que o pecado ocasionou, a conversão é o único caminho que nos leva à eternidade com Deus


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A quem pouco se perdoa, pouco ama

 Texto de referência: Lucas 7:47-48


Certo dia Jesus é convidado a participar de um jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Durante o jantar chega uma mulher da cidade e começa a derramar óleo sobre a cabeça de Jesus e a chorar aos seus pés, beijando-os.

O fariseu então começa a se indagar se Jesus era de fato um profeta, pois se fosse, saberia que aquela mulher que estava aos pés dele era na verdade uma mulher mal falada da cidade, denominada por ele como pecadora, sugerindo provavelmente que ela era uma prostituta.

Jesus, que é muito mais que um profeta, o próprio Filho de Deus, vendo o pensamento do fariseu indagou sobre o perdão, contando a ele sobre uma parábola de dois devedores, onde aquele cuja dívida maior foi perdoada, certamente ficaria mais grato ao seu credor.

Simão logo entendeu que na verdade os dois devedores eram ele e a mulher, sendo que o amor que ela demonstrava por Jesus era o amor de alguém que foi perdoada. Simão não demonstrava todo esse amor porque ele não recebeu ou recebeu pouco o perdão de Deus. 

Mas será que isso ocorreu porque ele não necessitava de perdão? Ou talvez porque ele pecasse pouco? Certamente não. 

Todos nós pecamos muito e ninguém recebe o perdão de Deus pelos próprios méritos. O fato é que muitos não reconhecem o seu pecado e não pedem perdão. Os fariseus se achavam muito santos, e achavam que eram dignos da bondade de Deus. A mulher pecadora reconhecia sua fragilidade e ao receber misericórdia de Jesus o coração dela transbordou de amor e gratidão. Ambos pecaram, todavia, apenas um reconheceu a sua carência de misericórdia. 

Quem reconheceu recebeu perdão e isso mudou a sua essência. 


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Adão e Cristo

 


Texto de referência: Romanos 5:12-21


Quando Deus criou o homem, Adão, ele o criou em um ambiente perfeito, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus. Todavia, tudo mudaria a partir da desobediência do ser humano. Mas o plano perfeito já estava em ação, a vinda e a vitória de Jesus já eram certas.

Entretanto, apesar disso, o diabo não desistiria fácil, e assim como ele tentou Adão e Eva e eles caíram em pecado, o diabo também tentaria a Jesus, mas a reação dele foi diferente (Mateus 4:1-11). Enquanto Adão e Eva foram tentados pela ambição de ser como Deus, Jesus ao ser tentado em três aspectos, desejo de mostrar o seu poder, de ter a glória do mundo a seus pés e de provar o cuidado de Deus com Ele, diferente de Adão, não cedeu à tentação, mas permaneceu firme em seu propósito de salvar a humanidade.

Jesus foi o segundo Adão (1 Coríntios 15:45-45-46), todavia, não pecou. A Bíblia compara Adão a Cristo, ressaltando que assim como o pecado entrou por um só homem, e a condenação veio a partir de apenas um pecado (desobediência), a salvação veio através de apenas um homem - Jesus -, todavia, carregando muitos pecados em si. E como o pecado causou a morte de muitos, a graça abundou também também sobre muitos.

Jesus não foi a encarnação de Adão, Ele veio para cumprir aquilo que Adão não conseguiu, Jesus veio restaurar o ambiente perfeito que havia no Éden, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus. 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

O fermento da religiosidade

 Texto de referência: Marcos 8:14-21


Certa vez Jesus disse aos seus discípulos: “Vede guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.” Os discípulos logo acharam que ele se referia ao fato deles não terem levado pão para o barco.

Todavia, Jesus estava apenas usando esse esquecimento para fazer uma analogia do pão e do fermento com a religiosidade dos líderes. Jesus fazia muito essas comparações utilizando coisas simples, do cotidiano para que eles pudessem compreender, entretanto, os discípulos não corresponderam.

Jesus os repreendeu lembrando-lhes que a ausência do pão físico para ele é irrisória, afinal há pouco ele havia multiplicado 5 pães e 2 peixes em quantidade suficiente para alimentar cerca de cinco mil pessoas. 

A comparação de Jesus era para lembrá-los da religiosidade dos fariseus e demais líderes, que se preocupavam apenas em alimentar tradições em vez de viver o verdadeiro reino de Deus. Para isso ele usou a figura do fermento, um composto químico que é utilizado para massas crescerem. Ao se incorporar a elas, o fermento age no seu interior e começa o processo de crescimento. 

Agora podemos entender porque o fermento é utilizado na analogia sobre a religiosidade, pois ela age de forma semelhante.

Quando a religião se sobrepõe à fé, as tradições, as práticas religiosas começam a agir no interior do indivíduo. Aquilo vai crescendo dentro dele, até que ele começa a achar a religiosidade como algo normal, comparando-a com a verdadeira fé. 

A pessoa está longe de Deus, mas a sua religiosidade já fermentou tanto em seu interior que ele acredita que está servindo a Deus da forma correta, quando na verdade, está apenas praticando alguns atos que falam de Deus, mas que não tem nada dele na essência. 

A ordem de Jesus é clara, devemos nos afastar ao máximo da religiosidade, observando a nossa forma de servir a Deus. Se é mais religiosidade do que fé, devemos desinchar esse pão, nos esvaziando de nós próprios para que o fermento da Palavra cresça em nós e nos forme o verdadeiro cristão. 


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cada vida importa: as lições do endemoninhado de Gadara

 Texto de referência: Marcos 5:1-14


Um dos textos mais emblemáticos da Bíblia retrata a libertação de um homem endemoninhado. Uma vida totalmente destruída pela possessão de não somente um, mas de uma legião de demônios (uma legião de soldados compreendia aproximadamente seis mil homens).

O endemoninhado cujo nome não é citado vivia totalmente alheio à sociedade. Morava nos cemitérios, completamente nu, ferindo-se com pedras. Ele não tinha mais contato com a sua família e as pessoas ao seu redor até tentaram prendê-lo com correntes, mas ele facilmente se desvencilhava delas.

Mas um dia Jesus atravessou o mar da Galileia apenas para realizar uma missão: libertar aquele homem da sua miséria. Ao chegar lá, logo a ordem aos demônios foi dada, era chegada a hora de sair daquele homem. Eles resistiram, mas sabiam que ordem dada por Jesus era ordem cumprida.

Assim que foi liberto, o homem tomou banho, vestiu suas roupas e se comportou como um indivíduo normal, causando espanto e temor naqueles que o viram na situação anterior, haja vista eles não entenderem acerca do poder de Deus.

Aquele homem que antes era escravo do poder das trevas agora queria estar o tempo todo com Jesus, tamanha a paz que ele transmitia, ou talvez pelo medo de no futuro ficar possesso novamente. Mas a libertação que o Senhor efetuou na vida dele era completa. Jesus o enviou de volta à sua família, que com certeza se alegrou ao vê-lo bem.

Mas aquele homem fez além. Ao voltar a cidade, agora como alguém digno, ele começou a testemunhar o que Jesus havia feito por ele, e o impacto daquele testemunho foi tão grande que se estendeu às cidades vizinhas. Naquele território gentio começava a chegar o Reino de Deus. E o missionário, quem era? Um homem que havia estado possesso por milhares de demônios e foi curado.

Essa linda história nos ensina o valor de uma vida para Deus. Jesus foi àquele território apenas para curar aquele homem e logo voltou para a Galileia, mas a obra que Ele fez se estendeu até os nossos dias.

Uma vida para Deus pode ser o desenrolar de muitas outras que virão. Para Ele o valor de uma vida é imensurável, pois o sangue de Jesus não foi vertido em quantidades distintas para alguns mais especiais, mas cada gota derramada foi em favor de toda a humanidade, para todos aqueles que creem, não importa o que viveram em seu passado.



sábado, 18 de abril de 2026

As palavras jogadas ao vento

Texto de referência: Malaquias 3:13-16


As nossas palavras ditam o nosso futuro. Tenho refletido muito nos últimos dias sobre como as nossas palavras influenciam o nosso futuro. É a palavra de Deus que diz que os nossos lábios podem produzir vida ou morte (Provérbios 18:21).

O cuidado com o que dizemos deve ser constante para evitar palavras jogadas ao vento. Eu denomino assim frases sem sentido, que falamos sabendo que não são verdade, todavia, gastamos a nossa saliva pronunciando.

O problema é que a palavra dita não pode ser apagada. Se falamos, de alguma forma aquilo nos influenciará, seja para o bem ou para o mal, sejam para grandes ou pequenas consequências. 

O livro de Malaquias aponta algumas indagações do povo de Israel ao Senhor, onde eles dizem ser inútil servir a Deus porque quem na verdade prospera são os ímpios. O profeta retrata essas palavras como sendo duras aos olhos de Deus, não porque Ele precisa da nossa aprovação, mas pela ingratidão que elas carregavam.

O Senhor cuidou daquele povo o tempo todo, inclusive durante o exílio, onde eles estavam em decorrência da desobediência deles próprios. Eles sabiam o caráter santo de Deus e conheciam as suas leis. Mesmo assim, jogavam palavras ao vento.

Mas as palavras que Deus ouvia atentamente eram dos que temiam ao Senhor, que são para Deus um tesouro particular, do qual Ele cuida e guarda.

Esse texto de Malaquias nos ensina que quando os nossos lábios se abrem para falar inverdades acerca de Deus, essas palavras se perdem no vento e prejudicam a nós mesmos. Quando tememos ao Senhor, nossos lábios produzem vida, e a essas palavras Ele ouve.


terça-feira, 14 de abril de 2026

Buscar a Deus começa com a nossa iniciativa

 “Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.” 2Crônicas 15:2


Algumas atitudes exigem de nós iniciativa própria. Pessoas determinadas avançam mais rápido, os grandes líderes são aqueles que possuem iniciativa, que não esperam alguém fazer, eles mesmos fazem.

O processo de buscar a Deus é algo que parte de nós. Decidir servir a Deus, por mais que seja o resultado do mover do Espírito em nós, é algo que exige uma decisão da nossa parte. Jesus diz que não é apenas crer com o coração, mas confessar com os lábios (Romanos 10:9-10).

Quando o profeta Azarias falou ao rei Asa e ao povo de Israel, ele foi claro ao enfatizar que o senhor estaria com o povo enquanto o povo estivesse com ele. O Senhor seria encontrado se o povo o buscasse. Mas se eles o deixassem, o Senhor também os deixaria. A decisão era do povo, as consequências viriam a partir das escolhas deles. Buscar a Deus resulta n'Ele estar perto. Deixar a Deus a consequência é vê-lo cada vez mais longe. 

Mas a iniciativa é nossa. Só colheremos aquilo que plantarmos. Que a nossa escolha hoje seja a mais prudente, buscar a Deus (mesmo aqueles que já o buscam, podem fazê-lo ainda mais) para que ele esteja cada vez mais perto de nós. 




quarta-feira, 25 de março de 2026

As analogias que Paulo usou para explicar o ministério a Timóteo

 “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos.” 2Timóteo 2:4-6


Em uma de suas últimas cartas escritas, Paulo escreve a Timóteo, mesmo estando na prisão. Nesta carta ele exorta Timóteo acerca dos falsos ensinamentos existentes na igreja de Éfeso e busca encorajá-lo no seu chamado.

Nesse contexto, Paulo descreve três tipos de personagens que existem no ministério cristão. 

O primeiro é o soldado que não se envolve com negócios desta vida, pois o seu objetivo é agradar quem o alistou para a guerra. Esse personagem nos fala sobre foco. Ninguém entra na guerra para perder, e ninguém ganha uma guerra perdendo tempo com coisas banais. O ministério exige de nós foco nas coisas espirituais, pois se trata de uma guerra.

O segundo é o atleta que só pode vencer se competir segundo as normas do jogo. O atleta que não segue as regras da competição é automaticamente eliminado. Essa ilustração nos fala sobre disciplina, ou a capacidade de andar sob as regras que o chamado nos impõe. Aqueles que não sabem obedecer regras ou se colocar debaixo de autoridade acabará se perdendo no seu chamado.

Por fim, o lavrador deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. O ministério é uma luta e uma caminhada cheia de regras, mas existe também a recompensa. Um chamado vivido tendo como base o Espírito Santo nos dá a oportunidade de colhermos frutos terrenos, mas principalmente os eternos, quando estaremos ao lado do Senhor. 

Essas três ilustrações foram usadas por Paulo para encorajar Timóteo e devem ser para nós também uma bússola a nos guiar no nosso chamado. Foco, disciplina e recompensa devem estar presentes no ministério de qualquer cristão. 


sábado, 14 de março de 2026

Podemos fugir da presença de Deus? Uma reflexão sobre o profeta Jonas

 Texto de referência: Jonas 1 e 2

O profeta Jonas, conhecido por ter sido engolido e ficado por três dias vivo dentro de um peixe, é um exemplo de quando fugimos da presença do Senhor. 

Quando Deus deu ordem a Jonas que fosse até a cidade de Nínive pregar contra ela, ele se recusou, afinal, os ninivitas eram grandes inimigos do povo de Deus. 

O profeta então decidiu pegar um navio que ia para uma cidade chamada Társis, para fugir da presença do Senhor, como o próprio relato bíblico diz. Entretanto, é possível fugir da presença do Senhor?

No Salmos 139:7-8 o autor responde essa questão ao dizer: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;” A onipresença de Deus não nos permite estar fisicamente longe da sua presença. Todavia, o nosso espírito pode estar longe de Deus, quando nos submetemos ao pecado. 

Jonas achou que poderia fugir da presença de Deus pegando um navio, mas ele comprovou que isso não era possível quando uma tempestade enviada por Deus o encontrou em alto mar. Ao ser engolido pelo peixe, após se arrepender da sua desobediência, Jonas deseja estar novamente na presença de Deus e diz: “Então eu disse: estou excluído da tua presença; será que tornarei a ver o teu santo templo?”

Jonas sentiu o peso de estar longe da presença do Senhor, não porque fugiu num navio, mas pela sua desobediência em não levar a mensagem do juízo de Deus aos ninivitas. A sensação foi tão angustiante que ele orou a Deus para tirá-lo desta situação. 

E Deus ouviu a Jonas, falou ao peixe, que devolveu Jonas de volta à terra. Essa história nos mostra como algumas vezes nos afastamos da presença de Deus com as nossas atitudes pecaminosas, mas assim como Jonas se arrependeu e orou, podemos também voltar a Deus os nossos olhos e clamarmos por estar novamente em Sua presença. 


terça-feira, 10 de março de 2026

Como lidar (em Deus) com a dor do luto

 

Texto de referência: I Tessalonicenses 4:13-18


Esse texto vem após 21 anos de luto pela morte da minha mãe e 18 anos da morte do meu pai. Dois lutos muito próximos um ao outro, sem que houvesse um tempo hábil para a completa recuperação. O tempo consegue amenizar bastante o sentimento do luto, mas quando não há uma cura completa, a dor da perda se torna apenas uma ferida tapada, mas que por dentro continua sangrando. Isso faz com que qualquer evento difícil, especialmente a morte de outras pessoas, façam reacender novamente aquela dor.

Por mais dolorida que seja a dor pela morte de alguém, é algo que precisa ser superado ou corremos o risco de morrer junto com o defunto, mesmo estando fisicamente vivos.

E nesse dia eu gostaria de colocar à luz da Bíblia como deve ser o nosso comportamento diante da dor da perda de alguém que seja muito próximo a nós. 

O texto mais claro sobre esse assunto na Bíblia está na carta de Paulo aos tessalonicenses, onde o apóstolo alerta sobre a “ignorância” (o texto usa exatamente essa característica) de entristecer acerca daqueles que morreram em Cristo.

Primeiramente ele não retrata os que morreram em Cristo com a palavra morte, mas ele se refere a eles como quem dorme. Essa é a primeira lição, que nos faz entender que para aqueles que partiram servindo a Cristo, a morte é como um sono, do qual eles despertarão na companhia de Deus e Jesus. 

Este é o segundo aspecto, onde Paulo diz que, aqueles que dormiram no Senhor estão na companhia de Deus. Assim, a morte é para nós um encontro com o Senhor.

Por fim, o apóstolo Paulo nos alerta sobre a ressurreição dos mortos em Cristo, que se dará na volta de Cristo e acontecerá primeiro do que daqueles que estarão vivos nesta terra. A palavra é clara ao dizer que, quando a trombeta tocar, os mortos em Cristo ressuscitarão e depois os que estão vivos serão arrebatados e todos se encontrarão nos ares com o Senhor. 

Esse é um trecho complexo, mas que me faz compreender que os mortos só serão ressuscitados na volta de Cristo, mas que até esse momento estarão de algum modo na companhia do Senhor, talvez com o corpo glorificado, mas não ressuscitado.

A morte do ladrão na cruz junto com Jesus e o diálogo entre eles, nos leva a crer que a morte é uma breve passagem, como um fechar de olhos na terra, e um abrir de olhos com Jesus. 

Mas e a dor da perda? Ela existe e não pode ser ignorada. Jesus chorou quando Lázaro morreu (João 11:35), ele se comoveu com os que sofriam pela morte do amigo e chorou ao ver o túmulo, entretanto, Ele também disse nesta ocasião que quem cresse nele não veria a morte para sempre.

Dessa forma, apesar de toda a dor da perda, precisamos nos apegar à esperança, tanto de que aquele ente querido que partiu está na companhia do Senhor, tanto de que nós o veremos novamente na ressurreição final. O abraço que não foi dado, a saudade que ficou, tudo isso será compensado ao podermos viver eternamente ao lado deles.

Neste dia, espero que essa reflexão transforme a sua dor em esperança. 



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O que a ressurreição de Lázaro nos ensina

 Texto de referência: João 11:1-45

A ressurreição de Lázaro é um texto muito conhecido e pode nos trazer muitas reflexões.

1) Alguns problemas não vem para nos matar, mas para que o milagre proveniente dele glorifique a Deus.

2) Às vezes parece que Jesus está demorando, mas a verdade é que ele está dando tempo para que a situação fique tão complicada que você de fato perceba que não tinha como sair daquela situação se não fosse a mão de Deus.

3) Jesus sente a tua dor. Em todo o tempo que Jesus viveu nesta terra ele não negou seus aspectos humanos como sono, cansaço ou fome. Mas na morte de Lázaro ele expressa o ápice da sua humanidade ao chorar pela morte do amigo.

4) Jesus não vai fazer aquilo que você pode fazer. Tirar a pedra e desenfaixar Lázaro foram tarefas daqueles que estavam ao redor dele. Não espere milagres sobrenaturais se coisas simples que você pode fazer não estão sendo feitas.

5) Jesus tem o domínio sobre todas as situações. A morte é a única situação da qual o homem não tem nenhum controle. Ao ressuscitar Lázaro Jesus provou que o impossível ao homem não é nada diante do poder dele.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Portas abertas e portas fechadas

 Costumeiramente costumamos atribuir portas a oportunidades. Por exemplo, é comum dizermos que uma porta de emprego foi aberta, isto é, surgiu uma oportunidade de emprego.

Na Bíblia não vemos muitos versículos contendo a palavra porta com esse significado. Jesus intitulou-se como a porta onde o seu rebanho (discípulos) encontra salvação e segurança. Também falou sobre as portas estreitas e largas, na qual temos a oportunidade de escolher entrar, seja pelo caminho da santidade ou do pecado.

O apóstolo Paulo utiliza a palavra porta como símbolo de oportunidade ao dizer: “porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários.”(1 Coríntios 16:9).

Hoje eu quero falar sobre portas que são abertas e portas que são fechadas para nós. Todo indivíduo já enfrentou situações em que precisou de alguma porta de oportunidade. Todavia, todas as vezes que precisamos de portas serem abertas, também nos deparamos com portas sendo fechadas.

Existe um ditado que diz que a porta que Deus abre ninguém fecha, mas também diz que a porta que Deus fecha ninguém abre. Deus é aquele que sempre nos trará diante das melhores oportunidades, mas também é quem nos livra daquelas que não nos convém. Algumas portas que reclamamos que foram fechadas são na verdade um livramento de Deus acerca de algo que estávamos correndo atrás, mas que não era para nós. 

Por outro lado, através do Seu favor, Deus é aquele que abre oportunidades que nós nunca acreditamos que pudessem existir. Tudo porque ele tem chaves (acessos) a locais e pessoas que nós não temos.

Essa reflexão é para nos instigar a acreditar que Deus tem o poder sobre todas as oportunidades da nossa vida, seja para nos dar acesso a elas, seja para nos livrar quando essa oportunidade não é para nós. 

As portas abertas e fechadas estão no controle Dele, temos apenas que descansar no Deus que governa a nossa vida.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Plantados junto às águas do Espírito

Texto de referência: Ezequiel 47:12


Um dos significados de água na Bíblia refere-se à presença do Espírito. O próprio Jesus referiu ao Espírito como um rio de águas vivas (João 7:38).

Quando o profeta Ezequiel teve uma visão de um templo futuro de Israel, ele mencionou um rio de águas que saíam desse templo. Eram águas que começavam rasas, mas que iam ficando cada vez mais profundas. Um rio que produzia vida por onde as águas derramassem e abrigava em si peixes de muitas espécies. 

À margem desse rio ficavam muitas árvores, as quais produziam muitos frutos, que sempre se renovavam, nunca faltavam e serviam de alimento. As folhas dessas árvores não murchavam e serviam de remédio.

Quando vamos analisar essas árvores, vemos o retrato de uma árvore perfeita, que está sempre dando frutos e cujas folhas não secam. A resposta para tanta abundância o próprio texto nos traz, que é ser regada pelas águas que saem do santuário. 

Outros dois textos da Bíblia fazem analogias semelhantes a essa, comparando o cristão com árvores plantadas junto à fonte de águas, os quais são o Salmos 1:1-3 e Jeremias 17:7-8. Em ambos os textos estão descritas atitudes que fazem o cristão ser como essas árvores, as quais são citadas como viver uma vida de retidão, longe do pecado e confiar no Senhor de todo coração. 

O texto de Ezequiel não menciona atitudes que fazem o cristão ser como uma árvore plantada junto às águas, somente o fato destas águas brotarem do santuário. Se nos demais textos podemos inferir que atitudes louváveis nos fazem ser como essas árvores, como podemos ter um agir correto senão pela ação transformadora do Espírito em nós? Por isso eu acredito que essas águas de Ezequiel se referem ao Espírito Santo. Além disso, o fato delas se aprofundarem à medida que o homem da visão caminhava, também remete ao fato de um mergulhar contínuo e profundo do Espírito. 

Dessa forma, podemos presumir que a ação do Espírito em nossas vidas nos faz ser como árvores plantadas junto às águas. Jamais iremos murchar ou secar, mas estaremos sempre renovados, sempre dando frutos por onde passarmos. Além disso, as nossas folhas servirão de remédio, isto é, podemos ser instrumentos de cura para outras pessoas. 

Esse é o poder do Espírito habitando em nós. Através dele somos transformados em nosso interior para gerar transformação na vida das pessoas ao nosso redor.